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sexta-feira, 3 de junho de 2011

VENCENDO O MUNDO COM AS ARMAS DA FÉ



Em nome da IBP quero parabenizar a PIB em Jerônimo Monteiro pelos 89 anos de existência como agência de Deus neste município. Vivemos dias difíceis e perceber uma Igreja chegando aos seus 89 anos vibrante, atuante, trabalhando para o Reino de Deus é comprovar o vaticínio de Jesus de que sua Igreja seria inabalável. O grande desafio agora é o futuro. O que já foi feito serviu para chegar até aqui. Para onde vamos caminhar como Igreja do Senhor Jesus? O contexto que chamamos de mundano, tenderá, cada vez mais, a se afastar do propósito original do Criador. O povo de Deus deve reagir vivendo um padrão de vida digno, honesto, puro; com respeito, amor, carinho e compreensão; e dar a resposta que o mundo precisa ouvir: Que respostas da fé podemos dar para vencermos o mundo e as investidas do inimigo?
a) Crendo que o Senhor é quem nos dá sustentação – Como disse Salomão: "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam" (Sl 127.1). Precisamos ter cuidado com as armadilhas destes dias, que procuram roubar o tempo da espiritualidade, da comunhão, da piedade cristã e da devoção. Reagir contra estas tendências é criar possibilidade de deixar um legado de fé para as gerações vindouras e é isto que Deus espera de nós (Sl 78.5-7). A dependência de Deus deve ser buscada continuamente e isso se dá de forma prática no cotidiano da vida.
b) Reconhecendo que a família e os filhos são bênçãos de Deus - O crente precisa ter a visão de que filhos são bênçãos e não maldição. A Igreja cresce, também, povoando a Terra, dos que hão de povoar os Céus. Lamentavelmente, pela forma com que muitos pais se relacionam com seus filhos, percebe-se uma grande insatisfação no cumprimento deste papel social. Percebe-se que está sendo pesado, desgastante, difícil de suportar. Se isto estiver ocorrendo com você, busque forças em Deus e supere. Marido e mulher devem ser parceiros na criação de filhos. Ambos devem se apoiar mutuamente para que haja harmonia. Lembre-se do que a Palavra de Deus diz: "Os filhos são herança do Senhor" (Sl 127.3). Em função disto, a recomendação que se segue é para se ter muitos filhos (Sl 127.5). Talvez o mundo moderno, tais as injunções sócio-econômicas, não permita isto; mas saiba que todos os filhos que você tiver, próprios ou adotivos, com fé e dependência de Deus, serão formados para abençoar o mundo.
c) Vivendo uma vida de temor a Deus - Nossa sociedade perdeu o sentido da vida e o seu valor. Com isto, perdeu certos medos. Perdeu o respeito às instituições, perdeu a dignidade. Perdeu até o medo da morte. Vive-se como se pode e arrasta-se por esta vida como dá. Para muitos, Deus já foi descartado há tempos. Mas, para nós cristãos, o valor da vida, segue o padrão do valor que damos a Deus. Daí a necessidade que temos de viver como pessoas "tementes a Deus", ou seja, pessoas que põem no Senhor a sua confiança, que o amam e têm como objetivo de vida agradá-lo, honrá-lo em todos os seus procedimentos. Neste padrão de vida, somos abençoados. E esta é outra arma poderosa para vencer este mundo presente: o temor do Senhor, como nos diz o Salmo 128: "Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos."
Que Deus abençoe a todos nós e que a PIB de Jerônimo Monteiro, ao completar seus 89 anos possa prosseguir em sua missão, firme e inabalável, pregando o Evangelho do Reino.

NO REINO DE DEUS NÃO CABEM DESCULPAS...



“Se você disser ao patrão que se atrasou porque um pneu do carro furou,
seu carro furará o pneu na manhã seguinte.”



No Brasil temos certa cultura da desculpa: sempre há uma explicação por não ter ido, não ter chegado à hora, não ter participado da atividade, ter deixado de contribuir para determinado projeto ou qualquer outra... É assim na escola, no trabalho, nas relações sociais e, transfere-se o mesmo comportamento para a Igreja.

Só que no Reino de Deus, meia verdade é mentira; desculpa é enganação e inatividade é descompromisso com o Reino e, conseqüentemente, habilita a quem assim procede a candidatar-se a ser um servo inútil.

Há dois exemplos bíblicos bem claros quanto a isto. O primeiro trata da “Parábola das Dez Virgens”. As prudentes (precavidas, atenciosas), habilitaram-se a entrar para as bodas. As loucas (despreparadas, irresponsáveis), ficaram do lado de fora. A conclusão de Jesus foi: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir” (Mt 25.13).

Algumas desculpas comuns entre os crentes de nossos dias para não fazer isto ou aquilo no Reino de Deus:

a) Trabalho a semana toda e só tenho o domingo para cuidar da casa e descansar;

b) Estudo a Bíblia em casa e não preciso de Escola Dominical;

c) Já sou aluno da EBD há bastante tempo e ausentar-me de vez em quando não me faz falta;

d) Meu salário não é suficiente para as minhas despesas e não posso entregar o Dízimo;

e) Chego tarde do trabalho e é uma correria para ir ao Culto de Quarta-feira;

f) Recebo muitos parentes em casa no domingo e tenho que lhes dar atenção;

g) Preciso viajar para minha casa de praia de vez em quando para arejar a mente;

h) Sou tímido e não sei como falar com alguém sobre o amor de Deus;

i) Tem muita gente ajudando missões e se eu não der minha oferta dessa vez, não vai fazer falta;

j) Reunião de oração é chata, meu cansaço me faz dormir.

Já pensou se Deus desistisse do crente que assim procede e retirasse dele seu emprego, seu carro, sua casa de praia, seus familiares? Quem não encontra tempo pra Deus não encontrará Deus nos céus, pois é convivendo com Deus aqui na Terra que se prepara para a comunhão eterna com ele nos Céus.

O segundo exemplo bíblico que quero apresentar é sobre a utilidade do servo. Na “Parábola dos Talentos” Jesus disse sobre o servo que não se predispôs a desenvolver o que Deus lhe dera: “Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt. 25.30). Numa outra circunstância, ele afirmara que a atitude do servo, ao cumprir sua missão, deveria ser de humildade e de reconhecimento de que poderia ter feito mais: “Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” (Lc 17.10). Imagina que qualificação deveríamos ter quando nem sequer passamos perto do que Deus espera de nós...

Que Deus nos abençoe e nos capacite a trabalharmos incansavelmente para o seu Reino, comprometidos com o crescimento da Obra para alcançarmos um Brasil que seja verdadeiramente feliz.

MEUS CONSELHOS PASTORAIS...



Como a um filho que está iniciando sua vida adulta, conquistando a independência e seguindo seu caminho, quero deixar meus conselhos a IGREJA BATISTA EM CONSELHEIRO PAULINO, no desejo de que Deus possa abençoar esta nova agência de seu Reino em nossa cidade, para que se torne uma Igreja Multiplicadora, no centro da vontade do Pai.

1º) Seja uma Igreja bíblica, uma Igreja neo-testamentária, que crê, preserva e observa as doutrinas dos apóstolos;
2º) Não compactue com o erro, o pecado, os vícios e os modismos teológicos que não ajudam a Igreja, mas somente afastam dos caminhos de Deus;
3º) Desenvolva e preserve os valores da unidade, da comunhão, da irmandade, com respeito ao irmão de fé e apoiamento mútuo para crescimento de todos;
4º) Não misture os interesses espirituais com os interesses temporais, pois a Igreja pode ter necessidades terrenas, mas não pode sucumbir diante dos lobos devoradores da política, do dinheiro, da fama e do poder;
5º) Não escolha pastores para liderá-la por meio de quesitos meramente humanos que valorizem a formação, a estética ou a oratória, mas considere sempre a espiritualidade, a postura ética e o compromisso com a Palavra de Deus na escolha de seus pastores;
6º) Não ceda o seu púlpito para líderes religiosos, políticos ou profissionais que vivem de fazer o jogo do poder ou do sistema, mas não têm qualquer compromisso com o Reino de Deus;
7º) Não esqueça a sua origem humilde, não perca o contato com o povo, não menospreze as gentes, pois Igreja que funciona, que alcança êxito é aquela que tem “cheiro de povo” e com ele se identifica, espalhando as alegrias do Reino;
8º) Não despreze a sua origem Batista nem se afaste de nossos princípios, pois a autonomia da Igreja, sua soberania, a prática democrática e a gestão participativa são marcas inalienáveis;
9º) Ressalte a identidade cooperativa dos batistas e mantenha sempre boa convivência com as igrejas co-irmãs, zelando pela sã doutrina e buscando a cooperação para o crescimento do Reino;
10º) Desenvolva os dons de seus membros, oferecendo liberdade para atuação do Espírito e fortalecimento harmônico do Corpo de Cristo;
11º) Exerça a justiça e a equidade, abominando o mal, a exploração, a injustiça, a discriminação, e qualquer evidência de carnalidade como orgulho, vaidade, competição, soberba para que o Espírito encontre terreno fértil para agir e abençoar;
12º) Ame o seu pastor e seja cooperadora com ele da expansão do Reino de Deus na terra, contribuindo positivamente para o crescimento da Igreja e do Evangelho em nossa cidade, região e até os confins da terra.

Que Deus para tanto abençoe os irmãos e que os céus se abram em chuvas espirituais para regar a terra por onde pisar a planta de seus pés.