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sábado, 21 de janeiro de 2012


CULTOS: CELEBRAÇÃO COMUNITÁRIA

    Hoje, vamos abordar o quarto elemento essencial à vida cristã que precisamos encontrar, de forma mais intensa nos cultos comunitários, que é o amor à Causa Missionária.

    4º) MISSÕES – Missões, e seu irmão gêmeo, o Evangelismo, são de fundamental importância no cumprimento da missão da Igreja. Alguns estudiosos têm definido a missão da Igreja pelo binômio Adoração/Evan-gelismo, entendendo que “o mais” está nele incluído. O evangelismo é localizado: mais pessoal; tarefa do dia a dia. As missões são mais abrangentes: envolvem o aqui e o agora; mas também o acolá e o depois.

    O evangelismo precisa ser vivencial, experimental, evidenciado no cotidiano. As missões precisam ser planejadas; postas a funcionar sob estratégias de Deus em nós. Acostumamo-nos a trabalhar com ênfase em três missões: Estaduais, Nacionais e Mundiais. Vamos continuar a enfatizar estas missões e incluir outra, que de certa forma realizamos, porém não enfatizamos: Missões Urbanas.

    Nossa querida IBP precisa caracterizar-se ainda mais como uma Igreja que ama missões. Esta tem sido uma de nossas marcas. Vamos valorizá-la e incrementá-la. Mais que isto, precisamos ser um celeiro de missões. Nossa Igreja precisa começar a produzir vocacionados para atender não só o seu campo de atuação, mas também o Brasil e o Mundo.

    Vamos clamar para Deus levantar vocacionados; moças e rapazes, que queiram consagrar suas vidas para a Obra do Senhor preparando-se para serem futuros pastores, missionários, ministros de Deus em nossa Igreja ou noutra, onde Deus os chamar. Nossos “Encontros de Celebração” precisam sempre enfatizar missões, vocação, evangelismo e temas afins, independentemente da época das campanhas especiais que realizamos.

    Segundo nossa estratégia dos PGs, vamos invadir Nova Friburgo com Pequenos Grupos de preguem a Palavra e levem as pessoas à uma vida de verdadeira comunhão com Deus. Dos PGs originar-se-ão Pontos de Pregação, Missões Batistas, Congregações que darão origem a novas igrejas batistas na cidade. Quem serão os futuros pastores dessas novas igrejas? Aqueles que Deus chamar e nós prepararmos em nosso ministério.

    Nossa querida IBP organizou recentemente uma filha, a IBCP (Conselheiro Paulino); estamos nos preparando para organizar a segunda, a IBCC (Campo do Coelho) e a IBR (Riograndina). Nossa tarefa não termina aí. Temos ainda Bom Jardim, Rui Sanglard e os novos lugares que Deus nos mandar para disseminar sua Igreja. Precisamos amar missões, evangelizar e preparar líderes para este novo tempo.

    Que o amor a missões, e a evangelização como estilo de vida, também sejam marcas fundantes de nossa querida IBP. Vamos estar empenhados em fazer de nossos Encontros de Celebração, lugar e momento de ênfase em missões, de pregação evangelística e de despertamento de vocações, em cultos alegres e dinâmico. Ah, você já declarou para o Pai, hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então o faça agora!

ELEMENTOS ESSENCIAIS À VIDA CRISTÃ – PARTE II – III


CULTOS: CELEBRAÇÃO COMUNITÁRIA

    Hoje, vamos abordar o terceiro elemento essencial à vida cristã que precisamos encontrar, de forma mais intensa nos cultos comunitários, que são as expressões de Louvor.

    3º) LOUVOR – Usaremos o termo louvor em dois sentidos: primeiro, como na forma dicionarizada já apresentada (Louvor é elogio, exaltação, glorificação, aplauso e aprovação); e, segundo, como na forma usual em voga em nossos dias (conjunto de cânticos voltados para exaltação e glorificação do nome de Deus).

    Na primeira acepção, cabem todas as formas possíveis de demonstração de nosso reconhecimento de quem Deus é em nossas vidas, famílias e IBP. Dizer que precisamos viver uma vida de contínuo louvor, ter o louvor como estilo de vida, equivale a dizer que, numa expressão verdadeira de relacionamento com Deus, nosso andar, nosso falar, nossa expressão facial, nosso sorrir, nosso trabalhar, nosso ir e vir demonstram o verdadeiro sentimento de regozijo espiritual por sermos família de Deus, povo santo (1Pe 2.9). Como cristãos precisamos ter um sentimento de profunda alegria por pertencer a Deus e tê-lo como Pai. Isso deve levar-nos a demonstrações efusivas do que Deus representa para nós, exaltando o seu nome e glorificando a Jesus através de nossas vidas.

    Na segunda, reconheceremos que os cânticos espirituais, apesar de não ser a melhor forma de condução de nossos sentimentos a Deus, são altamente producentes, pois conjugam culto ao bem estar pessoal do adorador. E nisto, constituem-se na forma mais eficiente. Afirmamos não ser a melhor forma de condução de nossos sentimentos sobre e para Deus, pois a melhor forma é a vida. De nada adiantam lábios que cantam se as vidas são reprováveis (Is 29.13). Precisamos aliar a beleza e plasticidade dos cânticos espirituais, com letras que retratem uma teologia bíblica correta e vidas que testifiquem do poder de Deus.

    Assim sendo, a IBP trabalhará através deste ministério a qualidade de vida dos seus membros, mas, também, primará por oferecer “Encontros de Celebração” em que os cânticos espirituais sejam alegres; com letras biblicamente aprovadas, contribuindo assim para a dinâmica e riqueza do Culto Comunitário; com ministros que sejam comprometidos com Deus, visualizando não somente a parte técnica, mas, acima de tudo, uma vida espiritual sadia.

    Cada “Encontro de Celebração” deve dar oportunidade aos discípulos de porem em prática o seu desejo ardente de louvar a Deus e fazê-lo na expressão comunitária do culto, onde nossas vozes se unem num coro de fé, esperança e amor.

    Que o louvor a Deus por tudo o que tem feito em nós e por meio de nós seja a marca da IBP. Vamos estar empenhados em fazer de nossos Encontros de Celebração, lugar e momento de louvor alegre,dinâmico e verdadeiro. Ah, você já declarou para o Pai, hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então o faça agora!

ELEMENTOS ESSENCIAIS À VIDA CRISTÃ – PARTE II – II


CULTOS: CELEBRAÇÃO COMUNITÁRIA

    Hoje, vamos abordar o segundo elemento essencial à vida cristã que precisamos encontrar, de forma mais intensa nos cultos comunitários, que é a Contribuição.

    2º) CONTRIBUIÇÃO – O discípulo reconhece que o que ele é e possui é tão somente resultante da graça e do poder de Deus em sua vida. Já aprendeu que o crente verdadeiro é como um mordomo que tendo ao seu dispor todos os pertences da casa e a autoridade para o ordenamento do funcionamento dos recursos, dos bens imóveis e dos demais semelhantes a ele; nada é dele, mas tão somente recebeu delegação de confiança para fazer funcionar corretamente tudo que está sob seu comando.

    A função do mordomo é a função de um comandante que não tem autoridade própria, mas consentida. O discípulo verdadeiro não se engana quanto aos valores que lhe foram agregados ao longo de sua vida e que constituem os bens materiais e imateriais de sua existência: dons e talentos, beleza e vigor físicos, inteligência e conhecimento cumulativo, relacionamentos interpessoais e patrimônio de influência ou de bens, tudo isto está em suas mãos por vontade divina e a Deus pertence.

    Ele precisa zelar por este tesouro como quem um dia vai prestar contas (Ec 12.14; Hb 4.13; 1Pe 4.5) dele a Deus e precisa ser achado fiel (Mt 25.21,23). O tema dinheiro é um assunto altamente espiritual. A Igreja não está comprometida com o governo temporal deste mundo, não recebe dele favores nem a ele deve favores.

    O Reino de Deus se realiza e se expande na face da Terra por meio dos recursos de Deus que estão sob administração dos seus discípulos na face da Terra (Sl 24). Tudo é do Senhor como diz o Salmo 24 e, conseqüentemente, nós também o somos (1Co 3.21-23). Isto posto, vamos concluir que a contribuição é de vital importância para se auferir os recursos legítimos indispensáveis ao funcionamento material e espiritual da Igreja na Terra.     Contribuir não é uma opção; é um imperativo. Mandamento que é; desobedece quem não o pratica (Ml 3.8-10). Deve-se fazê-lo, todavia, com alegria, pois Deus ama a quem assim procede (2Co 9.7). Esta contribuição não é apenas nos dízimos – cujo conceito já está declarado na acepção da palavra, dez por cento (qualquer valor menor que este é roubo; maior é consciência de servo) – mas também nas ditas “ofertas alçadas” (Ml 3.8), que em nossos dias se concretizam através das campanhas missionárias, das campanhas para construção de templo ou aquisição de algum objeto móvel ou imóvel para o serviço religioso ou mesmo para ação social que se faz relevante no resgate de vidas.

    Cada “Encontro de Celebração” deve dar oportunidade aos discípulos de porem em prática o mandamento bíblico da contribuição com alegria.

    Que a gratidão a Deus por tudo o que tem feito por nós nos leve a ser fiéis na entrega dos dízimos e das ofertas alçadas, sendo generosos na prática da vida cristã. Vamos estar empenhados em fazer de nossos Encontros de Celebração, lugar e momento de gratidão verdadeira e intensa. Ah, você já declarou para o Pai, hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então o faça agora!

ELEMENTOS ESSENCIAIS À VIDA CRISTÃ – PARTE II – I


CULTOS: CELEBRAÇÃO COMUNITÁRIA

 Nos últimos cinco boletins dominicais abordamos o que chamamos de “elementos essenciais à vida cristã”, que entendemos deveriam ser aplicados e constar do funcionamento dos Pequenos Grupos que estamos implantando, a saber: Comunhão, Evangelização, Integração e Confraternização.

    Hoje, queremos abordar outros cinco elementos, que também são essenciais à vida cristã, mas que precisam se expressar, de forma mais intensa nos cultos comunitários. Estes são: Adoração, Contribuição, Louvor, Missões e Celebração. Estes elementos serão oferecidos nos cultos comunitários.

    O Culto Comunitário é de vital importância para a vida do crente. Queremos valorizar os PGs, mas, com isso, não estamos desvalorizando nem queremos descaracterizar o Culto Comunitário. O Culto Comunitário, que agora chamamos de “Encontros de Celebração”, é indispensável à vida cristã, pois nele prestamos verdadeiro culto a Deus que é expressão de fé grupal. As partes integrantes do culto devem contribuir para a adoração coletiva. Cada crente deve se sentir parte de um todo; parte que soma e agrega valores ao corpo.

    Como funcionarão, então, os Cultos Comunitários, nesta nova era dos PGs em nossa querida IBP? Os Cultos Comunitários oferecerão os aspectos já citados, visando à complementação dos elementos que favorecem a vida cristã. Aquilo que os PGs não oferecem, o discípulo deve ansiar por ter, freqüentando assiduamente os “Encontros de Celebração’. Vamos analisar estes cinco novos elementos em separado.

    1º) ADORAÇÃO – O que é adoração? Qual a diferença entre louvor e adoração? Sob o ponto de vista dicionarístico, a diferença entre louvor e adoração é: Louvor é elogio, exaltação, glorificação, aplauso e aprovação. Já adoração é amor extremo, excessivo; é render culto a Deus. Pela Bíblia aprendemos que se louva fisicamente (cf. Sl 145.21) e adora-se espiritualmente (cf. Jo 4.23,24).

    A adoração é um conjunto de atos religiosos que se faz voltados para exaltar o Deus de nossa fé. É por isso que os responsáveis por preparar a liturgia de culto (geralmente os Ministros de Culto ou Ministros de Música) devem se preocupar em construir uma Ordem de Culto bastante balanceada que inclua os diversos aspectos da expressão de fé cristã.

    Oração, Ministração da Palavra, Cânticos Espirituais, Ofertório, Testemunhos, Serviço Cristão, tudo isto está incluso naquilo que chamamos de adoração, pois deve ser feito para reconhecimento do valor da divindade em nós e do culto que a ela queremos prestar. Todo nosso ser: vontade, atitude, palavras e sentimentos devem coligar-se para alcançar o almejado estágio de que Deus é tudo para nós e que a ele, somente a ele, queremos render culto. Já que a adoração é uma expressão espiritual e demonstração de fé, só alcançamos êxito no culto quando o fazemos “em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Caso contrário será mera prática religiosa sem maiores conseqüências na vida do discípulo. Os nossos “Encontros de Celebração” devem oferecer esta adoração integral.

    Que a gratidão a Deus por tudo o que tem feito por nós nos leve a adorá-lo de forma verdadeira e intensa. Vamos nos esforçar para tornar os PGs uma realidade abençoadora na vida de nossa querida IBP. Vamos estar empenhados em fazer de nossos Encontros de Celebração, lugar e momento de adoração verdadeira e intensa. Ah, você já declarou para o Pai, hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então o faça agora!

ELEMENTOS ESSENCIAIS À VIDA CRISTÃ - CONCLUSÃO


Nos últimos quatro boletins dominicais abordamos o que chamamos de “elementos essenciais à vida cristã” e que entendemos serem necessários para o bom desenvolvimento de nossos Pequenos Grupos, a saber: Comunhão, Evangelização, Integração e Confraternização.

    A aceleração do processo de implantação de PGs em nossa Igreja, com o envolvimento e participação de todos os membros nesta proposta, fará com que a Igreja se torne cada vez mais à semelhança da Igreja do primeiro século da era cristã. É isso que estamos buscando: crescimento e qualidade.

    Assim sendo, os PGs oferecerão aquilo que o culto no Templo não pode, tal a sua formatação: essa intimidade, essa troca, essa vivência que pequenos grupos são capazes de fazer usufruir.

    Que serão então nossos cultos no Templo? Grandes Encontros de Celebração. A verdade é que, estando ativo em seu PG, cada crente irá para o Encontro de Celebração no Templo para adorar. Agora ele tem sede de adorar, quer celebrar junto com o povo de Deus a alegria da vida cristã. Quer sentir-se pertencente a um grupo de fé. Gente que comunga com ele dos mesmos sentimentos. Tem o mesmo Senhor, mesma esperança, mesma Igreja, mesmo Deus, mesmo batismo e mesma fé (Ef 4.4-6).

    Então ele pode se sentir feliz por fazer parte desta grande família. E ele vai para o Templo e usufrui de uma vibrante e espiritual “Celebração de Fé” e seu coração regozija-se com Deus por permitir-lhe a vivência de um pouquinho do céu na Terra. Sai encorajado e entusiasmado para viver mais uma semana de trabalho, com a família, com os amigos, participando dos PGs e aproximando as pessoas da espiritualidade, porque seu coração está abastecido de um fervor que antes não possuía.

    Isso ocorre, à semelhança do que Sammy Tippit chamou de “Corações Ardentes” e que foi a experiência de dois discípulos no Caminho de Emaús (Lc 24.13-32). O encontro com Deus e o seu Cristo que as expressões de fé e espiritualidade tornadas possíveis por meio de cultos alegres, dinâmicos e bíblicos nos proporciona, deve nos levar a esta vida abundante prometida por Jesus (Jo 10.10) e a manifestações incontestáveis de júbilo e regozijo espiritual que contagiem as pessoas com quem convivemos.

    Minha visão é do dia em que toda a IBP estará envolvida num PG e colocando-se na linha de frente para a conquista de qualidade de vida cristã e de almas para Cristo Jesus. Você está disposto a isto?

    Que o amor de Cristo por nós, todos os seus feitos abnegados em nosso favor, sejam a maior motivação, o maior encorajamento a uma vida consagrada e desejosa de produzir os frutos espirituais que Deus espera de cada um de nós como seus filhos. Vamos nos esforçar para tornar os PGs uma realidade abençoadora na vida de nossa querida IBP. Ah, você já declarou para o Pai, hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então o faça agora!

ELEMENTOS ESSENCIAIS À VIDA CRISTÃ - IV


Nesta última abordagem dos elementos essenciais à vida cristã que devem ser experimentados nos PGs vamos falar de Confraternização.

    4) CONFRATERNIZAÇÃO – Este quarto elemento essencial à vida cristã, diz respeito a nossa condição humana. As pessoas precisam relacionar-se e fazê-lo com graça e leveza. Jesus ia às festas de seu tempo (Jo 2.1-11); tinha amigos e freqüentava suas casas (Jo 11.1-45); comia nas casas das pessoas (Lc 24.41-43). Seus discípulos, da mesma forma, estabeleceram relacionamentos fraternos que exaltavam a identidade cristã e estabeleciam vínculos que eram a marca de uma Igreja nascente e acolhedora (At 2.42-47). Quando o teólogo e filósofo Pierre Teilhard de Chardin, disse: “no men is an island” – a célebre frase “nenhum homem é uma ilha” –, ele quis mostrar que o homem não consegue viver isoladamente e que cada ser precisa dos outros para subsistir. Isso é muito mais verdadeiro para nós cristãos.
   
Viver em sociedade é próprio da humanidade e marca determinante do cristianismo. O cristianismo é religião grupal, que se reflete nas camadas populares e trabalha como fermento para conduzir os indivíduos ao desenvolvimento pessoal e coletivo. Nos PGs vamos dar vazão a esta necessidade humana de relacionar-se e fazê-lo com criatividade. Os PGs devem constituir-se em ambiente agradável, onde cada integrante se sinta bem e com desejo de retornar sempre.
   
Nos PGs podem faltar os cânticos, mas não podem faltar os biscoitos e o chá. Isto significa que a espiritualidade também acontece naquilo que aparentemente é carnal, material ou secular seja qual for o jargão “evangeliquês” que se use para designar tal assertiva. Isto porque a presença de Deus e seu Espírito consolador, conciliador, agregador e abençoador pode se fazer sentir muito mais num gostoso bate-papo acolhedor pós-estudo bíblico do que num cântico desafinado e despropositado de reunião evangélica formal. (Até porque “não saber cantar”, “não saber tocar” e “não possuir instrumentos musicais”, têm sido desculpas muito corriqueiras para não se colocar na linha de frente do cumprimento da missão evangélica da anunciação do Cristo.) Não se assuste com esta expressão! Não estou descartando o louvor como elemento bem-vindo à adoração. Só estamos advogando a necessidade de tocar sensivelmente as carências totais do indivíduo, promovendo sua aceitação e integração através da linguagem universal da confraternização proporcionada por um lanche despretensioso. O louvor, em nossa estratégia de trabalho, terá seu lugar nobre nas Celebrações Coletivas do Templo.

    Que a graça benfazeja do Filho, o amor incondicional do Pai, e a presença aliançadora do Espírito nos acompanhem sempre e, agora, nos levem ao crescimento espiritual através dessa proposta de trabalho dos PGs. Ah, você já declarou para o Pai, hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então o faça agora!

ELEMENTOS ESSENCIAIS À VIDA CRISTÃ - III


Dando sequência às abordagens sobre o que gostaríamos de ver acontecendo nos PGs – dentro desta proposta dinâmica e abençoadora que a Igreja abraçou para dinamizar sua missão – vamos tratar neste domingo da Integração. Este é o terceiro elemento essencial à vida cristã que precisamos ver acontecendo nos Pequenos Grupos.

    3) INTEGRAÇÃO – Alcançando positivamente as metas da comunhão e da evangelização, os PGs serão fundamentais para a integração das pessoas na ambiência eclesiástica a partir de um modelo tranqüilo, amigável e espiritual que a realidade do pequeno grupo pode e deve oferecer para cada novo integrante.
   
Não só os convidados que são frutos diretamente produzidos pelo PG encontrarão espaço de integração eclesiástica, mas, também, os neo-convertidos da IBP, os novos membros vindos de outras cidades, igrejas e denominações, e, também, os antigos crentes que precisam passar por um processo de revitalização da fé e reintegração com a Igreja de Jesus Cristo.
  
A dinâmica própria de um PG, em que o tratamento é personalizado, devido à facilitação de proximidade que o PG proporciona, facilitará esta integração, podendo-se ouvir mais o indivíduo, dar oportunidade de expressão, interagir e receber feedback, de uma forma que a formatação dos cultos e reuniões no Templo não podem propiciar.
   
Uma das grandes falhas das Igrejas estabelecidas é a integração do novo convertido: convertem-se muitos; integram-se poucos! O novo convertido tem que estabelecer uma verdadeira batalha campal para furar o bloqueio das organizações, círculos de amizade, “panelinhas”, metodologias pesadas, dentre outras questões já profundamente enraizadas na estrutura eclesiástica.
   
Se ele é tímido e introvertido, essa dificuldade maximiza-se de uma forma assombrosa. E tem-se nisso a explicação para tão baixo índice de permanência comparativamente ao número de decididos. Os PGs atendem esta necessidade, e ajudam a IBP na inserção dos novos convertidos em sua ambiência, principalmente do ponto-de-vista relacional.
   
Conhecimento de estrutura, corpus doutrinário, sistema administrativo, hierarquização de liderança, cooperativismo denominacional se conquista com o tempo, sem a pressão da urgência afetiva do indivíduo. Relacionamento, todavia, não se pode adiar. O indivíduo que busca a igreja, que parte para uma experiência religiosa em sua vida, tem necessidades vitais que precisam ser satisfeitas de imediato. Os PGs são auxiliares da IBP no provimento de integração em curto prazo.
   
Que o Pai nos abençoe sempre e que saibamos cumprir esta tarefa da Integração, sendo discípulos cooperadores do Reino, fazendo a nossa parte para que os novos encontrem acolhida e aconchego em nosso ambiente eclesiástico. Que os nossos PGs sejam lugares de sentir o fruir do Espírito em nossas vidas e corações. Que o verdadeiro sentido da família cristã se faça sentir entre nós e por meio de cada um de nós. Ah, você já declarou para o Pai, hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então o faça agora!

ELEMENTOS ESSENCIAIS À VIDA CRISTÃ - II


A proposta de nossa Igreja de desenvolver um trabalho de fortalecimento da vida cristã e alcance de novas pessoas para a família de Deus que estamos denominando de PGs, (Pequenos Grupos) deve ser abraçada por todos os crentes. Como temos visto, queremos oferecer quatro elementos essenciais à vida cristã, que são: Comunhão, Evangelização, Integração e Confraternização. Já tratamos da Comunhão. Queremos, hoje, falar desse segundo elemento essencial à vida cristã que será objeto de nosso interesse nos PGs que é a Evangelização.

    2º) EVANGELIZAÇÃO – A Evangelização é missão da Igreja de Jesus Cristo. Igreja que não evangeliza, estagna e morre. A Igreja, quando evangeliza, ao mesmo tempo em que cumpre o mandamento de Jesus (Mt 28.19; Mc 16.15), provê seu crescimento e sua continuidade como agência relevante neste mundo. Este crescimento não pode ser meramente vegetativo (com o batismo dos filhos de crentes), mas multiplicador (com o alcance de novas vidas e famílias para Cristo, que engrossarão as fileiras dos salvos). 

Evangelizar é tarefa da Igreja. Tarefa especial que nem aos anjos foi dada, como se depreende da afirmação bíblica que mostra a impossibilidade de qualquer nova revelação divina ser trazida por anjos (Gl 1.8); bem como da convocação de Pedro para anunciar o Evangelho a Cornélio, aconselhada por um anjo, já que esta tarefa é humana, dos salvos por Cristo Jesus (At 10.22).
  
A tarefa da evangelização é uma nobre tarefa, que os salvos, dela, não podem se omitir. Cada crente precisa ter alegria no evangelizar. Encarar isso como estilo de vida. Comunicar com intensidade, alegria e vida as boas novas do Evangelho.
  
Os PGs devem ser oportunidades de Deus para o alcance de vidas para Cristo, através da maior estratégia de evangelização que existe que é a amizade. Conquiste um amigo e estarás apto a conquistar alguém para Jesus. Cada PG deve ter como meta o desafio de ter pelo menos 50% de seus integrantes como gente que é alvo de evangelização: amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho ou mesmo desconhecidos que serão abordados com a tarefa de casa: entregar pelo menos um folheto diariamente a um transeunte.
  
Se cada discípulo se envolver na tarefa cotidiana de preocupar-se com alguém, orar por esta pessoa, interessar-se por ela, entregar um folheto evangelístico, fazer convite para um culto no Templo ou estudo no PG, então, nos alegraremos com aquilo que Deus pode e quer fazer através de nós. Façamos a nossa parte que Deus continuará fazendo a d’Ele, pois ele é incansável, como disse Jesus: “Meu Pai trabalha até agora e eu também” (  ).
  
Que o Pai nos abençoe sempre e que saibamos cumprir a nossa missão de Evangelização, sendo discípulos verdadeiros à semelhança do que está descrito em 2Timóteo 2.2. Que os nossos PGs sejam fonte de bênçãos inesgotáveis na medida em que ofereçam da água saudável do Cristo Salvador. Ah, você já declarou para ele hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então faça agora!

ELEMENTOS ESSENCIAIS À VIDA CRISTÃ - I


A nossa querida IBP está desenvolvendo um trabalho de fortalecimento da vida cristã e alcance de novas pessoas para a família de Deus que estamos denominando de PGs, (Pequenos Grupos). Como temos visto, nossa idéia é que os PGs funcionem como suporte para o trabalho da Igreja. É a IBP inserindo-se nos diversos escaninhos sociais de Nova Friburgo e região e deixando sua marca. Obviamente nossa intenção não é fazer marketing eclesiástico, mas anunciar o Evangelho do Reino. Nosso intento é contribuir para o crescimento do Reino de Deus e, dessa forma, apressar a Volta de Jesus.

O que os PGs irão oferecer que os caracterizem e tornam relevantes frente às necessidades emergenciais do mundo moderno? Queremos oferecer quatro elementos essenciais à vida cristã, que são: Comunhão, Evangelização, Integração e Confraternização. Vamos abordá-los individualmente para que compreendamos exatamente o que é possível acontecer num PG quando o mesmo está sendo regido pelo Espírito Santo de Deus.

1º) COMUNHÃO – A comunhão é essencial à vida cristã. Ela é o diferencial da Igreja face às ofertas do mundo em suas instituições e agremiações sociais. Lá, oferece-se muita coisa que a Igreja também oferece. Mas lá não tem comunhão cristã, comunhão no Espírito, que só pode desfrutar aquele que é habitação do Espírito (1Co 6.19).

A raiz etimológica da palavra comunhão tem a ver com comunicação. Queremos comunicar nossos sentimentos e nossa crença. Essa comunicação promove interação, pois nós interagimos com os semelhantes, com aqueles que comungam da mesma fé que temos; que participam dos mesmos ideais, das mesmas crenças. A Igreja precisa estar vivendo esta comunhão intensa de quem está no mesmo barco e sabe que ele vai para um porto seguro.

Além disso, queremos chorar, sorrir, comer (comida diet e light, é claro! - Rsrsrsrs) e orar juntos. Os crentes do primeiro século da era cristã faziam assim e como isto era producente para eles (At 2.42-47). A ideia de repartir a comida da mesa com alguém, entre os judeus, traduzia a mais íntima forma de estabelecimento de laços que se conhecia. O exemplo de Zaqueu é fantástico neste sentido. Por ser um judeu “vendido” para o império romano, nunca seria convidado para estar à mesa na casa de um patrício. Quando tem o encontro com Jesus, porém, sua dignidade é resgatada, quando Jesus lhe informa que queria “fazer uma refeição com ele em sua casa” (Lc 19.5). Ninguém “pousa” na casa de alguém sem participar de uma gostosa refeição. “Hoje me convém pousar em tua casa” era o que de melhor Zaqueu poderia ouvir em seu estado carente de aceitação, reintegração.

A comunhão estará acontecendo no PG à medida que, por ser um grupo pequeno, o contato interpessoal fica mais direto, mais olho a olho, cara a cara, podendo se empatizar com o outro, mais do que mostrar simpatia fortuita e ocasional. Os PGs devem propiciar ao integrante a condição de membro de uma família de amigos que se interessam por sua situação como pessoa, cidadão e cristão de forma integral. O integrante do PG deve se sentir aceito, compreendido e amado assim como é.

Que o Pai nos abençoe sempre e que saibamos manter esta relação de amor com Ele. Que os nossos PGs sejam fonte de bênçãos inesgotáveis na medida em que ofereçam da água saudável do Cristo Salvador. Ah, você já declarou para ele hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então faça agora!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A ESTRAGÉGIA DOS GRUPOS DE COMUNHÃO



“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração. E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.
(Atos 2.46; 5.42).


Nossa Igreja está iniciando um Projeto novo que estamos chamando de “Grupos de Comunhão”. Serão criados tantos grupos quantos tenhamos líderes interessados em desenvolver este ministério. Espelhando-nos na Igreja do Primeiro Século da Era Cristã - que se reunia nas casas e desenvolvia intensa comunhão -, pretendemos implantar este trabalho com a meta de 30 grupos funcionando em toda cidade.

Quanto aos objetivos, são três:

1º) Desenvolver a comunhão – Através desta iniciativa pretendemos que os membros da Igreja desenvolvam entre si uma maior comunhão, interessando-se uns pelos outros, aumentando o relacionamento, intercedendo e fortalecendo a vida espiritual uns dos outros.

2º Incentivar a evangelização – Pessoas que resistem a um convite para comparecer aos cultos no templo, são mais fáceis de serem alcançadas nos lares. A amizade é uma excelente e eficaz estratégia de evangelização. Queremos alcançar nossos familiares e vizinhos para Cristo. Através desta iniciativa queremos recuperar o ardor evangelístico.

3º) Incrementar a integração – Por meio dos grupos de comunhão vamos desenvolver a integração dos crentes nas atividades da Igreja. Os grupos de comunhão irão favorecer um maior conhecimento um do outro e um maior interesse em se estar juntos. A integração dos membros nas atividades da Igreja é fundamental para o seu crescimento.

Quanto às estratégias, são elas:

1ª) Descobrir e preparar líderes – Se o irmão deseja ser um líder de “grupo de comunhão” preencha a ficha que está à saída do Templo e inscreva-se. O pastor irá dar um treinamento para todos os interessados.

2ª) Oferecer material de apoio – Todos os líderes de comunhão e seus líderes receberão material de apoio do pastor para realizarem o seu trabalho semanal.

3ª) Cultos de quarta-feira – Os nossos encontros de meio de semana nas quartas-feiras serão laboratório de desenvolvimento de liderança, integração dos crentes, recepção dos novos convertidos, apoio à família e crescimento espiritual. Através dos “grupos de comunhão” vamos estar incentivando e desenvolvendo a liderança e a formação espiritual.

Que Deus abençoe cada um e que todos cumpramos nossa missão de ser Igreja com dedicação e amor às almas perdidas.

domingo, 8 de maio de 2011

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 06



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro entrega parte de suas finanças;
o discípulo entrega toda a sua vida."


Este sexto princípio acerca do discipulado, trata da questão das finanças. Ele procura estabelecer o enfoque correto acerca dos bens e das posses. De quem somos? A quem pertence o que temos? Para que servem os bens que possuímos? Com que finalidade Deus coloca sob nossa administração valores? O que existe de melhor neste mundo? Quais riquezas vale a pena acumular?

Jesus advertiu seriamente sobre o cuidado para não se ocupar em guardar tesouros nesta vida, mas acumulá-los nos céus (Mt 6.19-21). Muitos há que passam a sua vida de forma atarefada e estressante, ocupados em angariar bens e multiplicar dinheiro, sem se dar conta de que nada do que angariarem neste mundo poderão levar para a eternidade. Muitos se enriquecem sem desfrutar do resultado do seu trabalho, repassando para filhos heranças que irão dilapidar sem remorso, pois não lhes custou o suor.

Apesar dessas experiências, há crentes que ainda não se deram conta do valor do Salmo 24, quando prega acerca do Senhorio de Deus sobre todas as coisas: "Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam." Recusam-se a serem liberais para a Igreja, generosos com o Reino, contribuintes de missões, colaboradores da causa social e sustentadores de projetos edificantes na Obra do Senhor.

Novamente vamos detectar um diferencial de motivação dentro da Igreja. O membro entrega parte de suas finanças para a Igreja: O dízimo, alguma oferta alçada, seja para missões ou um projeto de construção. Fazendo assim, acha que está fazendo muito. Mas o discípulo, além de disponibilizar os seus recursos para o Reino de Deus, doa-se para a Causa. Ele sabe que sua vida não lhe pertence, mas sim a Deus, por isso, entrega-se totalmente ao seu Criador.

Lembro da história de uma menina que estava sendo ensinada pelo pai a ser dizimista e, quando ganhou seu primeiro dinheirinho - uma nota de dez reais -, pediu para que o pai trocasse por notas de um real. Quando estava com o dinheiro trocado, pegou duas notas de um, e colocou no envelope de dízimo. O pai retrucou dizendo que ela havia errado. Mas ela disse que não. E perguntou: "Pai, mas o dízimo não é de Deus?" "Sim, minha filha!" "Pois eu estou devolvendo a Deus o que é dele e estou dando uma parte minha!" E acrescentou: "Eu quero fazer alguma coisa para o Reino de Deus. Se eu der só os dez por cento, não estou fazendo nada, apenas entregando a Deus aquilo que lhe pertence..."

Quantos crentes precisam aprender com esta menina... Aprender que se formos fiéis na entrega dos dízimos não estamos fazendo nada. Apenas devolvendo a Deus o que lhe pertence. Você quer ser um real participante da Obra de Deus? Você quer dar uma contribuição de valor para o crescimento da Igreja, a edificação de vidas, a salvação de almas e o sustento de missões? Então, coloque sua vida no altar de Deus e deixe-se tomar de liberalidade e amor cristão.

A diferença do membro de Igreja para o discípulo é que aquele faz as coisas por obrigação e por um sentimento vazio de amor. Mas este, o discípulo, sabe que tudo o que tem e é pertence a Deus e que toda a sua vida deve ser consagrada no altar do Mestre. Por isso que ele não só contribui para o sustento da Obra - e o faz de coração alegre, usufruindo da bem-aventurança daquele que é generoso -, mas entrega a própria vida, por sabê-la posse de seu Deus e quer gastá-la na Seara do Mestre.

Que Deus nos abençoe a não termos qualquer tipo de apego aos bens dessa vida, mas a nos despojarmos do que temos para consagrarmo-nos totalmente ao nosso Deus. Sejamos discípulos verdadeiros, honrando o chamado do Mestre.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 05



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro gosta de elogios; o discípulo do sacrifício vivo."

Este quinto princípio acerca do discipulado, volta a tratar da questão da motivação. A pergunta que está por trás deste princípio é: O que motiva o crente a fazer a Obra de Deus? Sabemos que o ser humano é movido a motivação. Com certeza, todos nós precisamos deste combustível para funcionar. A questão é se estamos usando a motivação certa para trabalharmos na Seara do Mestre.

Novamente vamos detectar um diferencial de motivação dentro da Igreja. Como o discípulo verdadeiro possui motivações corretas, concluímos que muito dos problemas encontrados nas igrejas tem a ver com membros, que simplesmente cumprem sua função domingueira sem vivenciarem a verdadeira vida discipular.

"Gostar de elogios" talvez não seja o problema maior. Afinal de contas quem não gosta?! A própria Psicologia trata, com destaque, da importância do elogio na motivação de um funcionário, por exemplo. A questão se complica, quando se depende dos elogios para sobreviver como pessoa e como cristão. Ou seja, tornar-se um viciado, um dependente de elogios.

Crente que é movido a elogios ainda não compreendeu o significado pleno da Graça. Precisa voltar a freqüentar os primeiros passos da fé, quando se busca objetivamente o conhecimento do Sagrado e se abre, de coração sincero, para a experiência da fé, tal qual criança que se maravilha com o afago dos céus. Paulo ouviu de Deus o que precisava ouvir: "A minha graça te basta!" Quem precisa de algo mais?

Se muitas vezes o indivíduo que é tão somente um mero membro de igreja, freqüentador de cultos, depende de elogios para sobreviver espiritualmente; o discípulo verdadeiro, aquele que compreende todas as implicações de se viver debaixo da graça de Deus, dependente de seu amor e sob sua proteção, cumprindo a missão que lhe foi confiada, este, almeja, com todas as forças de sua fé, o sacrifício vivo do culto e do serviço cristão que agrada a Deus.

Foi o Apóstolo Paulo quem disse: Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm 12.1). O discípulo se apresenta como voluntário da fé para fazer a Obra de Deus. E o faz na consciência de que está apresentando um sacrifício vivo, verdadeiro, sincero, do mais profundo da alma, como oferta ao Deus de amor que tudo faz por ele.

A atuação do discípulo em prol do crescimento e da expansão do Reino de Deus na terra, é decorrente de sacrifício como oferta voluntária a um Deus de amor que tem feito tanto por nós que nunca chegaremos a fazer tudo o que seria razoável para expressar um pouco de gratidão. O sacrifício do discípulo, além de ser vivo (lembre-se que há muita gente disposta a morrer por Cristo, mas o que ele quer mesmo é que vivamos por ele...), também é santo e agradável a Deus.

O trabalho do discípulo é uma dedicação honesta ao Deus de amor que o salvou. Ele não depende de nada mais. Ele simplesmente compreende que o mínimo que pode oferecer ao Deus que o resgatou é uma vida de serviço cristão, na experiência de uma vida discipuladora e abençoada.

Que Deus nos abençoe a não dependermos de elogios para sobreviver espiritualmente, e que sejamos discípulos verdadeiros, honrando o chamado do Mestre.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 04



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro depende dos afagos de seu pastor;
o discípulo está determinado a servir a Deus."


Neste quarto princípio acerca do discipulado, iremos trabalhar a idéia subjacente ao serviço cristão: O que motiva um crente a fazer a Obra de Deus? Será que precisamos de estímulos humanos ou exteriores para a realização da missão que a nós foi confiada? Ou devemos, tão-somente, deixar-nos mover por motivações interiores, espirituais, provenientes da própria comunhão com Deus? Vale a pena analisar tais questionamentos, visto que encontramos diferentes modos de se perceber esta realidade.

Um membro normal de Igreja, habitué contumaz de certos modismos evangélicos, pode, ao longo de sua carreira eclesiástica, perder a noção do Evangelho e seu valor. A rotina da vida religiosa pode levá-lo a tornar-se frio, improdutivo, árido, na expressão de sua fé. Daí, a passar a realizar atividades religiosas para a busca de apreciação pessoal, promoção individual ou vaidade própria, é um passo. Vencer a tentação de ser visto e reconhecido pelos homens é engrossar as fileiras dos que buscam a pureza e a integridade do Evangelho (Mt 6.2).

Infelizmente, muitos membros de Igreja criam uma total dependência de "bajulação pastoral" para realizarem a Obra que, em primeira e última instância, seria da competência de cada um e de todos os cristãos realizarem, sem necessidade outra que não do impulso dado pelo amor de Cristo (2Co 5.14). Ou seja, precisamos ser mais vibrantes e entusiastas da Obra do Senhor, independentes de reconhecimento humano.

Daí, a diferença muitas vezes existente entre um membro de Igreja que tem por interesse trabalhar para conseguir os aplausos dos homens, do discípulo verdadeiro que quer obter tão somente a aprovação de seu Mestre. A determinação do discípulo é prestar um serviço cristão que seja do agrado de Deus. Como diz o hino sacro: "No serviço do meu Rei eu sou feliz!" O discípulo encontra sua satisfação no próprio serviço à Deus. A recompensa do discípulo está no seu Senhor, a quem ele procura agradar de todo o coração, à semelhança do salmista que declarou: "Deleita-te também no Senhor e ele te concederá o que deseja o seu coração" (Sl 37.4).

Com certeza quem procura agradar aos homens, já ganhou o seu galardão, a sua recompensa, que é esse reconhecimento das pessoas, essa vanglória mundana. O discípulo trabalha com dedicação na Obra do Mestre, cumpre o seu dever, regozija-se em estar sendo útil na Obra e ressente-se de não poder fazer ainda mais para o seu Senhor. Sua alegria é ver vidas sendo restauradas, pessoas sendo edificadas e almas sendo resgatadas das trevas. Está feliz no serviço de Deus e tem como anelo a aprovação do Mestre.

Que Deus nos abençoe a sermos discípulos verdadeiros que procuram honrar o seu chamado e satisfazem-se na Obra do Mestre.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 03



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro se ganha; o discípulo se faz."

Neste terceiro princípio acerca do discipulado, vamos destacar a forma como se origina um discípulo. Queremos ver valores que estão por trás da origem e formação do discípulo.

Como muitas igrejas, em não raros casos, estão preocupadas com a ampliação de sua membresia, tal investimento, por si só, acaba tornando-se motivo de enfraquecimento da Igreja como um todo.

Não há nenhum mal intrínseco no fato de se buscar o crescimento - a expansão faz parte da proposta de crescimento da Igreja - o problema é quando se quer crescer a qualquer custo, de qualquer maneira.

Membros se ganham no atacadão da fé. Para tanto, basta um pouco mais de esforço evangelístico, um atrativo, uma boa programação musical, a oferta pura e simples dos periféricos da fé, tais como: simpatia, qualidade patrimonial, amizades, confraternização, eventos. Então, membro se conquista pela oferta de serviços religiosos de qualidade, na prateleira de escolha da multiplicidade religiosa de nossos dias.

Agora, discípulo é outra coisa. Discípulo verdadeiro - aquele que reproduz em sua vida o exemplo de Cristo -, este não se ganha; se faz. Discípulo se faz. Discípulo se constrói. É preciso esforço. É preciso empenho. É preciso dedicação. É preciso vontade.

Para se fazer um discípulo, faz-se necessário todo o investimento que o discípulo que o antecedeu pode fazer para tal tarefa. Aprendemos então que discípulo é feito por discípulo. "Queres formar um discípulo? Torne-te um deles!" Ser discípulo acontece primeiramente em nós. É a partir de cada um, que se formam discípulos sadios.

A boa formação de discípulos depende do grau de relacionamento que cada discípulo-discipulador tem com seu Mestre. O relacionamento sadio entre discípulo e Mestre será objeto de atenção e imitação por parte dos novos discípulos.

Daí vamos aprender que fazer discípulos também é uma arte: A arte daqueles que se apaixonaram por Jesus e vivem de lapidar vidas para que elas reproduzam o caráter do Salvador. Isso exige dedicação, amor, empenho. Para se construir um discípulo é preciso atenção voltada para a grande missão que é tal empreitada. Discípulos se fazem através do exemplo. Os futuros nunca serão melhores do que os atuais, pois discipulado é acima de tudo reprodução de um estilo de vida. Somos, então, responsáveis pela vivência fiel do Evangelho para que através de nós sejam feitos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo que o amam e, com dedicação, testemunham de sua vida.

Que Deus nos abençoe no cumprimento desta tarefa tão envolvente de fazer discípulos, pois foi isto que Jesus nos ensinou: "Ide, fazei discípulos de todas as nações...".

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 02



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro luta por crescer; o discípulo luta para reproduzir-se."

Neste segundo princípio acerca do discipulado, quero destacar a diferença de enfoque que existe na vida de um membro de Igreja que não está engajado na Obra do Discipulado, e na vida daquele que abraçou o chamado de Jesus e está envolvido em sua Obra.

O membro de Igreja, na sua sinceridade - talvez fruto de um aprendizado equivocado -, está investindo seu tempo, seus talentos, seus recursos, buscando crescer. Esta é a sua luta: Dar o máximo de si para que experimente um crescimento pessoal que seja nítido, visível, palpável, e isto nas mais diversas áreas da sua vida, contemplando, com certeza, o espiritual.

Nenhum problema com isto. Crescer, desenvolver-se, deve ser meta na vida de qualquer indivíduo. Aprendemos isto desde cedo, pois o sentido evolutivo da vida, nos impulsiona à busca do melhor, do maior, num projeto pessoal ambicioso que nos faça progredir sempre.

Também na Igreja, temos ensinado isto sempre. Cada cristão deve "crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo", como, aliás, é recomendação apostólica. Nenhum mal nisto, pelo contrário, quem não cresce - e, do ponto de vista espiritual, precisa de comunhão, leitura bíblica, oração, serviço cristão, evangelização para que isto aconteça - tende a estagnar-se, acomodar-se, murchar e morrer. Então o crescimento não é só recomendável, mas acima de tudo desejável e, um imperativo, na vida do crente.

Então qual o problema? Onde reside a questão? No enfoque. Quando o membro de Igreja "luta por crescer", existe aí toda uma visão egoísta. No fundo é ele quem está crescendo. Este crescimento, muitas vezes, á auto-centralizado, voltado para a satisfação pessoal. Porém, se deve haver o crescimento na vida do crente, este crescimento, além de ser para dentro, deve ser, também, para fora. Esta é a visão do discípulo, diferentemente da visão de um mero membro de Igreja, que não está engajado na Obra do Senhor.

O discípulo não quer apenas crescer; ele quer multiplicar-se. Então, sua visão, seu enfoque, é altruísta. Ele quer crescer para expandir. Ele quer crescer para gerar novos discípulos. Ele quer crescer para que através de sua vida o Reino de Deus se expanda na face da terra.

Então a luta do discípulo não é só para crescer. Sua luta é para reproduzir-se, dar frutos, tornar sua vida e testemunho exemplos a serem seguidos para que a mensagem do Cristo se perpetue na história, no tempo e no espaço, e faça um novo traço - desenho rabiscado de amor -, das ações benfazejas de Deus sopradas em sua vida.

Para tanto, o discípulo tem como lema a recomendação paulina: "E o que de mim ouviste, diante de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros" (2Tm 2.2). Nessa cadeia de transmissão sistemática do Evangelho, o discípulo se multiplica e vê os efeitos do amor de Deus contagiando a humanidade.

É tempo de agir, de mudar o enfoque, de crescer para fora. De expandir e perceber os efeitos multiplicadores do Evangelho em nossa sociedade. Que sejamos estes canais, instrumentos do divino, para levar esta mensagem de fé, esperança e amor até outros.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 01



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro espera pães e peixes; o discípulo é um pescador."

Este é o primeiro princípio acerca do discipulado que quero destacar para os irmãos nesta série de pastorais sobre o tema. Lembremo-nos que um princípio é uma regra, lei, preceito. Ou, então, um ditame moral, sentença, máxima. É neste sentido que queremos usá-los, algo que tem ensinamentos a serem transmitidos.

O principal problema da Igreja contemporânea não está na mudança do conteúdo da sua fé, mas na forma de vivência dela por parte de seus membros. Todos os irmãos sabem o quanto estamos trabalhando no sentido de formar uma Igreja com a marca do discipulado. Queremos transformarmo-nos na "Igreja do Discípulo" e, para tanto, precisamos mudar de mentalidade; deixar a idéia mesquinha, tacanha, de uma Igreja voltada para si mesma, para a satisfação de seus interesses, no lugar de se construir uma exo-Igreja, voltada para fora, em direção aos que precisam ser salvos e carecem da nossa atuação.

Deixar de ser mero membro de igreja para alcançar o status de discípulo deve ser o ideal de cada crente. Foi para isso que Deus nos chamou. Precisamos honrar este chamado, apresentando-nos voluntariamente para a obra do Evangelho.

No princípio que queremos destacar hoje, tomamos o exemplo da multiplicação dos pães e peixes por Jesus para extrair esta lição tão importante acerca do comportamento humano. A atitude da multidão que, faminta, acomodou-se na inércia do não-fazer, do esperar acontecer, só porque Jesus era Deus, tinha poder, e, por certo providenciaria um milagre - fizera tantos, mais um não lhe seria demais - é típico de muitos crentes hoje em dia.

Vivemos uma geração acomodada. Queremos tudo pronto a tempo e a hora. Queremos receber as coisas "de bandeja", servidos nababescamente na sombra refrescante da mordomia eclesiástica. É a lei do menor esforço. Mas esta pode ser a postura do crente acomodado, aquele que tem sido identificado pela alcunha perversa de "esquenta banco", inativo, desanimado, desinteressado e tanto mais. Nunca, o comportamento de um verdadeiro discípulo de Jesus.

Se o simples membro vai a Igreja para receber, nunca para dar, doar-se de si mesmo para Deus, para o próximo, para o irmão em Cristo, no clássico exemplo de quem espera receber das mãos do Senhor os "pães e peixes" da sua acomodação; o discípulo, ao contrário, se dispõe a ser um trabalhador, a estar na equipe, a formar um conjunto harmônico com os outros, a tomar a vara de pescar na mão e, com a ajuda do Mestre, ser preparado para tornar-se um pescador.

O discípulo trabalha. Ele é pró-ativo, luta, esforça-se e conquista. Não espera acontecer. Ele faz a hora. Vai à luta, e, conseqüentemente, alcança vitórias. Se o irmão quer ser um discípulo verdadeiro, que floresce e frutifica, parta para a ação concreta no Reino de Deus. Seja um agente de transformações no mundo, dando a sua parcela de contribuição para o crescimento do Reino de Deus.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!