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sexta-feira, 3 de junho de 2011

TODOS OS ANJOS E DEMÔNIOS




“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12 ).

Início de ano é sempre oportunidade de desejar coisas boas, renovar votos, tentar arrumar algo que ainda esteja bagunçado na vida. São incontáveis as vezes que muitos de nós estivemos envolvidos em balanços da vida, do que foi (o bom e o ruim) e do que será (os projetos, os sonhos). Nem sempre logramos êxito nestas investidas.
Do ponto de vista eclesiástico, a chegada de 2011 pode ser símbolo de uma era que passou e esperança de que algo novo venha no alvorecer da nova década. Mas, para tristeza de muitos e consciência de alguns os anjos e os demônios continuarão a atuar assim como sempre.
Isso porque a nossa vida é direcionada por quem deixamos governar nossas ações. O Apóstolo Paulo fala de uma “batalha espiritual” (Ef 6). Já Pedro recomenda: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1Pe 5.8).
Como no ano que findou, no que virá e para todo o sempre em meio a esta humanidade decaída, teremos os que vão ouvir a voz de Deus e os que darão atenção máxima aos prazeres desta vida, às tentações satânicas, aos apelos do mundo. E você?
Que haja pecados, escândalos, facções, dissidências, sobre isso não precisamos nos assustar. Reflita na palavra de Jesus: “E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!” (Lc 17.1). Nossa preocupação e ocupação deve ser: Que não seja eu! Se cada um de nós nos ocuparmos em fazer o bem em 2011, sendo instrumentos nas mãos de Deus para sua paz, com certeza vamos ajudar o mundo a ser melhor.
Mas estejamos atentos, Satanás não desiste nunca! Seus asseclas, os demônios, potestades e demais subalternos vão continuar a agir. Estejamos preparados com toda a armadura de Deus. Sejamos vencedores sobre tudo isso. Que não tenha sido nós a causa dos problemas que muitos enfrentaram em 2010 e que não sejamos causadores de problemas para ninguém em 2011. Embora Satanás vá querer fazer isso.
Ah, mas fique tranqüilo. Diante das lutas, das batalhas espirituais, se você é de Deus, se está empenhado em dar o seu melhor para o Reino, se está comprometido com a Obra e o Deus da Obra, você pode contar com os anjos de Deus que também continuarão a agir, pois, “o anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Sl 34.7). Que bom saber que podemos ser mais que vencedores com a ajuda de Deus. FELIZ 2011!

A CULTURA DA FOFOCA E DA NOVIDADE



“(Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade)”
[Atos 17:21].


A busca por novidades e, conseqüentemente, por se ter o que ouvir e o que contar, é mais antiga do que se pensa. Na verdade, todas as práticas correlatas têm a idade da humanidade por causa do pecado que se instalou na vida humana desde o primeiro homem, Adão.
O Apóstolo Paulo fazendo uma análise psicológica dos cidadãos atenienses (incluindo os imigrantes) conclui que sua ocupação primordial era a fofocagem: “de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade”. (Leia a Reflexão sobre o "Teste do Filtro Triplo".)
Nossos dias não são diferentes! As pessoas estão ávidas por novidades e, nesta gana, acabam por incorrer em sério erros. O pior, é que muitos crentes estão envolvidos nesta prática. Tanto quem fala quanto quem dá ouvidos a “disse-me-disse” são culpados de quebra do mandamento: “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19 ).
A busca por novidade não é só por aquela que se ouve e se repassa adiante sem raciocinar direito se a informação que se está recebendo é verídica ou não. A Internet está cheia dessas mensagens forjadas, falsas, mentirosas e caluniadoras. E-mails são excelentes oportunidades para receber e repassar mentiras. O crente deve ter cuidado com isso.
Também esta buca por novidade tem a ver com o dia-a-dia. Eventos, shows, festas e programações atraem o crente que prefere ir para um evento em que possa ficar desfilando moda, olhando e comentando o comportamento dos outros, distraindo-se e matando o tempo no lugar de estar na casa de Deus louvando ao Senhor.
A televisão, o cinema e a Internet são armas de Satanás para apresentar novidades que tiram o crente de seu propósito. Afinal, que faz o crente numa noite de quarta-feira que não comparece ao Culto de meio de semana de sua Igreja? Que faz o crente que não está na comunhão dos salvos no domingo pela manhã ou à noite?
Para o crente comprometido com o Senhor e sua Obra, a comunhão com ele e a adoração ao seu nome sempre será a novidade que o atrai. Como disse o salmista: “Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outros lugares mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios” (Sl 84.10).
Quer melhor novidade do que a de que o Messias chegou? Conte-a para seus amigos. Esta é a melhor notícia que a humanidade já ouviu. Insuperável! Que possamos, neste dia em que comemoramos o Natal, viver e comunicar esta mensagem.

VERDE, VERMELHO E BRANCO



“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor,
estes três, mas o maior destes é o amor”
(1Co 13.13).

Assim como os números, as cores também carregam em si significações. Estas significações agem no inconsciente das pessoas e podem produzir certos efeitos. Existe até uma ciência que trata do assunto, a Cromoterapia que pode ser definida como a prática da utilização das cores na cura de doenças. Também, podemos falar em associação de ideias com relação as cores. Daí as significações de paz, para o branco; riqueza, para o amarelo; natureza e esperança, para o verde, dentre outras.
Decoradores recomendam cores claras para ambientes que se pretendam tranquilos e repousantes como quartos de hospital e ambientes que já apresentam forte carga de estresse. As cores ajudariam a amenizar os apelos emocionais de ambientes como Delegacias, Fóruns, certas repartições públicas. Os templos também devem receber cores claras para ajudar na construção de um ambiente que seja em si mesmo um convite à calmaria e reflexão.
Pensando na clássica afirmação do Apóstolo Paulo, que está em epígrafe (sobre a fé, a esperança e o amor); busquei relacionar as cores que representariam as verdades nela contidas.
Para a “fé” poderíamos relacionar o vermelho. Cor forte, faz alusão imediata ao sangue e sugere a ideia de força e garra. Para nós cristãos, remete ao sangue de Cristo na cruz do Calvário derramado em nosso favor. É a crença neste sacrifício vicário que nos oferece a salvação.
Para a “esperança”, o verde. Por remeter-nos à Natureza, o verde lembra renovação, transformação, o novo. Daí a ideia de esperança presente na cor. O crente é um ser essencialmente tomado de esperança. A esperança cristã é tríplice, como nos afirma o Apóstolo João: 1ª) Jesus vai voltar; 2ª) Nós o veremos; 3ª) Seremos semelhantes a ele (1Jo 3.1-3).
Já, para o “amor” tomamos a cor branca. Um coração só é pacificado quando o amor o domina. A cor branca é a cor da paz. Este é um símbolo universal. É o amor de Deus em Cristo Jesus que pacifica os nossos corações. É o amor que estabelece a harmonia no lar, a relação conjugal ordeira e feliz, o relacionamento com filhos sem turbulências.
A importante tríade destacada pelo Apóstolo Paulo possui significação de valor para nós cristãos. Afinal, não vivemos neste mundo sem esperança, não chegaremos ao céu sem fé e não habitaremos com Deus sem amor.
Que possamos, neste dia em que comemoramos a Palavra de Deus, nos apropriar destas verdades e vivê-las intensamente.

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES V



Já caminhando para o encerramento desta série sobre as religiões em nosso país, vamos focalizar nesta edição os movimentos de tendência profética. São movimentos que se utilizam do apego dos crentes pelas questões relativas à Volta de Jesus Cristo para fazer interpretações equivocadas do que a Bíblia fala sobre o assunto e, também, criar doutrinas e práticas que se prestam a manutenção do movimento religioso em si, mas que destoam profundamente da verdade bíblica.
São movimentos proselitistas que se criam nos meios religiosos, pois confundem a cabeça dos incautos com interpretações errôneas da Palavra de Deus. Mas, como disse Jesus, não é possível enganar os escolhidos (MT 24.24). Vamos analisar, então, estas tendências proféticas e procurar entender em que elas crêem.

Os movimentos religiosos proféticos
Esta categoria de movimento religioso engloba uma gama de seitas e denominações, sendo necessário muito espaço para falar de todas. Oriundas das denominações históricas, que surgiram exatamente para preservar o cristianismo em sua forma bíblica, elas são frutos de cisões, rachas, a partir de visões, revelações tidas por alguém, um líder geralmente, que então, parte para um novo movimento. Passam a ter esse enquadramento pela impropriedade de entendimento do que seja profecia, já que associam ao termo idéias de adivinhação, vidência, futurismo, que não estão presentes em sua origem bíblica.
Nesta categoria, podemos alistar as mais conhecidas como: Adventismo do Sétimo Dia, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (os mórmons), Ciência Cristã, Testemunhas de Jeová, Congregação Cristã no Brasil, dentre outras.
Os cuidados que precisamos ter com estes movimentos decorrem de sua tentativa de marcar a volta de Jesus Cristo (Adventistas e Mórmons), fato este não revelado pela Palavra de Deus (Mt 24.36); a anulação da salvação em Cristo Jesus, ao não reconhecê-lo como Deus (Testemunhas de Jeová), o que se constitui em heresia combatida pela maioria dos evangélicos (At 4.12; Jo 14.6,10,11); o batismo pelos mortos e a salvação da mulher atrelada ao casamento (Mórmons); a rejeição do ministério pastoral, do dízimo e da pregação (Congregação Cristã no Brasil); dentre outras aberrações. Estas são influências nocivas que precisamos delas nos prevenir para estarmos no centro da vontade de Deus.
Ressaltamos a recomendação bíblica de Jesus sobre a vigilância. Nosso Soberano Deus quer encontrar em seus discípulos profundos conhecedores de sua Palavra. Que Deus nos oriente a ficarmos firmes.

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES IV



O Brasil do final do séc. XX até nossos dias é para os movimentos religiosos o que foi os Estados Unidos do fim do séc. XIX: um celeiro de tendências e experimentos. Contingências sócio-econômicas, com acentuadas desigualdades sociais; fracasso da política em apresentar soluções; decepção com religiosidade nominal que não propõe mudanças; tudo isso, num cenário débil como o foi à década de 80 do séc. XX (para muitos, a “década perdida”), corroborou para o surgimento de religiões e seitas de vários matizes.
Do Oriente vieram seitas que encontraram no país um terreno propício para disseminação de suas ideias. Vamos analisar hoje estas tendências vindas do Oriente e procurar entender o que elas pretendem.

Os movimentos religiosos orientais
Além do Budismo que tem crescido muito no mundo ocidental, inclusive no Brasil, com monges e mosteiros de origem tibetana instalados no país, os movimentos orientais são facilmente perceptíveis em seitas como: Perfect Liberty, Seicho-no-iê e Igreja Messiânica.
Destas, a mais nociva é a Igreja Messiânica, visto que muitos evangélicos a tem confundido com uma denominação cristã - por causa do nome -, sem saber que este "messias" não é Jesus Cristo, mas o fundador da seita, um japonês, que publica uma revista mensal, com artigos vários para doutrinar seus fiéis e atrair novos adeptos. Trata-se de uma religião do corpo e da mente. A idéia é alcançar satisfação pessoal através de orações ritualistas que tem a finalidade de apaziguar o coração.
Mas ainda há a Seita da Unificação, do reverendo coreano S. M. Moon, que auto-intitula-se o novo messias, enviado por Deus em substituição a Jesus Cristo, já que este teria fracassado em seu plano para salvar a humanidade. Também muito nociva esta seita, procura-se identificar como cristã, algo impossível, a partir do momento em que invalida a salvação que vem da cruz de Cristo. Presente no Brasil a seita está muito ligada a grandes conglomerados econômicos mundiais, fato este que tem gerado alguns processos ao seu fundador.
A recomendação bíblica de Jesus deve continuar sendo a tônica dos verdadeiros cristãos: ser vigilantes! (MT 24). Deus que encontrar em seus discípulos verdadeiros seguidores que não se iludem com os modismos nem com o ilusionismo de religiões que atendem o corpo, a psique, mas não suficientes para resolver os problemas da alma.

JOSÉ LINO, CONSTRUTOR!



“Ama a modesta profissão que aprendeste e contenta-te com ela.”
MARCO AURÉLIO


Emocionei-me ao ver o irmão José Lino segurando um tijolo na segunda que passou. Ele é construtor. Muitas casas já brotaram do nada (saíram do chão cru e se erigiram nos céus de Nova Friburgo), a partir de sua intervenção. Mas, dessa feita, ele não estava construindo para a vida, para habitação, mas para a morte, para o fim...
Quem diria que o jovem que aprendeu a profissão de pedreiro, um dia faria uso de sua profissão para despedir-se de forma digna do pai? Lá atrás, naquele passado em que a carreira profissional despontou, ele jamais poderia imaginar que estaria vivendo este momento. Mas aconteceu. Seu pai, falecido nos seus braços no domingo anterior, baixava a sepultura e tinha o túmulo lacrado com tijolos fornecidos pelo filho construtor.
A imagem recolhida por minha retina no cemitério da pacata Cambiasca, RJ, emocionou-me porque o José Lino, construtor, estava firme, resoluto, cônscio dos últimos acontecimentos, convicto de sua fé e certo de que o pai agora descansava com Deus. José Lino cumpriu com galhardia sua missão e prestou todos os cuidados e despendeu toda a atenção necessária nos últimos meses de vida do pai; já bastante alquebrado pela cruel doença.
Interessante que ele não fez isso por obrigação. Os homens, funcionários públicos, estavam ali para isso. Mas, ele não se olvidou em participar. Força do hábito? Agiu instintivamente? Em parte sim, mas, por tudo o que ele demonstrou nestes últimos meses, muito mais. Quis o desenrolar da vida que ele ali estivesse; como estava; e na expressão que se pode enxergar. O fato é que o construtor virou servente. Apenas ia entregando os tijolos aos funcionários que se apressavam em cumprir sua sina.
Irmão José Lino passou, nestes momentos de despedida do pai, a mensagem de que na vida precisamos estar preparados para o momento derradeiro dos que amamos. Além disso, demonstrou que o que aprendemos será sempre útil nos momentos mais inusitados, e que é preciso dividir com o outro aquilo de bom que vamos recolhendo na estrada da vida. Some-se a isso o fato de que não importa o que somos e o que fazemos, mas precisamos estar sempre prontos para o serviço, para a ajuda, para a contribuição, por pequena que seja, no sentido de fazer funcionar a existência.
Os tijolos nas mãos do irmão José Lino, ali em Cambiasca, ficarão para sempre em minha memória, a ensinar-me que é preciso ajudar: “um ao outro ajudou, e ao seu irmão disse: Esforça-te!” (Is 41.6). Que Deus nos abençoe e nos ensine a sermos cooperadores do seu Reino.

CONFLITOS...



Pensando nos conflitos que muitas vezes nos acometem, lembrei-me dessa instigante história: Um velho índio descreveu certa vez seus conflitos internos da seguinte maneira: “Dentro de mim existem dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando”. Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: “Aquele que eu alimento mais”.
Esta história nos faz lembrar sábios ensinamentos bíblicos, que muitas vezes estão esquecidos:
1º) O tesouro do coração depende do nosso investimento – A lógica funciona muito bem aqui: só entesoura o bem aquele que vive do bem. O que armazenamos no coração é o que nos motiva. Como disse Jesus: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca” (Lc 6.45). O que você tem entesourado no coração? Coisas boas ou ruins?
2º) Aquilo que nos atrai é o que nos impulsiona a viver – Só nos voltamos e nos envolvemos com aquilo por que nos sentimos seduzidos. Se o Evangelho não está abrasando em nosso coração é porque ele não é chama que queima no peito e nos leva a cumplicidade e ao compromisso. Jesus disse: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21). Faz-se necessária uma reavaliação de nosso compromisso com Deus.
3º) A escolha das coisas espirituais em lugar das materiais é certeza de vitória – Comete grande equívoco aquele que tem por preocupação os bens desta vida e o progresso material. Ganha aqui, perde no além. E, muitas vezes, nem aqui ganha. Jesus disse: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). Você tem priorizado o Reino e a Justiça de Deus em sua vida?
4º) Existe uma batalha interna em nossas vidas que precisa ser vencida por nós – O Apóstolo Tiago demonstra esta ideia de guerra espiritual que o crente enfrenta em seu dia-a-dia. Ele diz: “De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” (Tg 4.1). É preciso sair vencedor deste embate.
5ª) Nossa luta é essencialmente espiritual e precisamos estar prevenidos disso – O Apóstolo Paulo nos adverte acerca do foco da nossa luta: é contra iniimgos espirituais, das hostes satânicas. Ele diz: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12). Quem não está apercebido disto, está sujeito a cair.
6º) O pecado propõe sempre a maldade, mas Cristo nos contrange ao amor – Ainda Paulo testemunhava dessa luta interior, confessando: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço” (Rm 7.19). Nossa natureza decaída nos induz ao cometimento do pecado. Mas, Cristo em nós precisa ser a força que nos leva à rejeição das iniquidades.
Vence em nós e nos leva para onde quer, aquele que alimentamos em nossas vidas. Como está sua vida espiritual. Você tem vencido o conflito diário de ser cristão num mundo tão pecaminoso? Vença todos os conflitos pela presença segura do Espírito Santo dirigindo sua vida. Que Deus para tanto o abençoe rica e poderosamente.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

CRER E OBSERVAR



Existe em nossos dias uma grande tendência a se viver uma fé superficial. Tem-se religião por uma necessidade familiar, uma imposição do sistema, uma pressão da história ou da tradição. A religião é produto do meio e não resultado da busca do ser por uma reconciliação com o divino.

Dessa forma, ocorre que a religião passa a ser uma prática dissociada do cotidiano: é mero apêndice na trajetória da vida; um esbarrão de começo ou fim de semana; uma coadjuvante inconveniente das vivências no mundo contemporâneo. Daí que a fé deixa de ser um produto de consumo indispensável para ser apenas experiência descartável de um momento da vida.

Uma fé assim experenciada resulta em fracasso da moral, da espiritualidade, da religião e dos valores bíblico-cristãos. Uma fé assim vivida é causa do descalabro moral, da violência e da imoralidade que campeia no país e no mundo. O afastamento do indivíduo de Deus o leva a relativizar sua existência e suas relações sociais. Não há valores balizadores que conduzam cada ser para uma vida mais ordeira, honesta e voltada para a espiritualidade.

Essa influência nociva atinge também os cristãos, tornando sua experiência de fé vazia e sua vivência eclesiástica amorfa. A paixão pelas almas perdidas fica apagada e já não se evangeliza ou testemunha do amor de Deus como deveria acontecer.

Isso é decorrência da impossibilidade de se pregar o que não se vive. Só pode falar aquele que vive, que vibra com Deus, que tem acesa no coração a chama da fé, que caminha por esta vida conduzido pelos braços divinos.

Daí a importância do binômio: fé e observância. Já bem diz a letra do velho hino: “Crer e observar, tudo quanto ordenar. O fiel obedece ao que Cristo mandar.” Que possamos estar vivendo a fé intensamente e observando-a ardentemente em nossas vidas. Que vida e fé sejam partes de um todo espiritual que nos envolve e emociona. Que crença e prática sejam extensões de uma vida totalmente consagrada no altar de Deus e submissa à sua vontade. Amém!

PARA A GLÓRIA DE DEUS!



O grande poeta português, Fernando Pessoa, disse algo assim: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena!” Na nossa visão cristã, as coisas valem à pena quando estão submetidas à vontade de Deus. Dele mesmo temos aprendido que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”.

“Almas pequenas” expressam a pequenez, a mentalidade tacanha, a falta de visão, o medo do novo, a recuada ante os desafios da vida, daqueles que preferem levar uma vida medíocre a ter que se aventurar pelos caminhos do desconhecido e do inusitado.

Certo é, porém, que quem assim se fecha, impõe para si certos limites, certos enquadramentos, que fazem com que sua vida não alce vôos mais altos, não alcance novos patamares e não veja a luz de um dia mais interessante, mais radiante, com novas esperanças e oportunidades.

Há até um ditado popular que assegura que “quem não arrisca, não petisca!” Ou seja, as conquistas são próprias de corações inquietos que estão sempre em busca de novos desafios e novos horizontes.

No plano espiritual, tudo o que fizermos neste mundo deve estar condicionado à glorificação de Deus, nosso Pai. Esta é a recomendação bíblica. O que fizermos, deve objetivar a exaltação do nome de Jesus Cristo (a quem toda língua confessará e todo joelho se dobrará) e a glorificação do nome de Deus.

Fazer qualquer coisa nesta vida para buscar a glória deste mundo é vaidade e morre na própria ação (como os hipócritas que ao orarem em pé, nas esquinas, recebiam no ato o próprio galardão). Mas nós, cristãos deste século, queremos a glorificação do nome de Deus e o governo de Cristo sobre todos. Daí que nos esmeramos em fazer o melhor para o Reino de Deus, sabedores de que nos aguarda algo muito melhor junto ao Pai.

Que Deus abençoe a nossa Igreja e que possamos fazer muitas coisas para honrar e glorificar o nome de Deus na terra. Coloque sua vida ainda mais no altar do Senhor.

COMPROMISSOS ESPIRITUAIS



Num mundo materialista como o nosso, mundo de resultados e de experiências, em que se tem que sentir, ver, tocar, experimentar - para crer, desejar, sonhar e realizar - os crentes somos chamados a assumir certos compromissos espirituais conosco mesmos.

Nesse mundo materialista, somos instados a valorizar posses, propriedades, aquisições, realizações, relacionamentos; em busca de vantagens, apreços e reconhecimentos que nem sempre fazem bem ao espírito, conquanto possam trazer algum conforto ao corpo.

Se nos postamos desavisados diante dos fatos da vida, somos tragados pela roda-gigante do mundo e quando vamos dar conta, estamos nos movimentando em altos e baixos, levados pela máquina do mundo e sem qualquer controle sobre nossas ações. E o pior: estamos rindo, às gargalhadas, das sensações amargas dos friozinhos na barriga, provocados pela insegurança do existir.

O primeiro compromisso que temos é com nosso Deus. O crente não pode trocar sua comunhão com Deus, por nada deste mundo (Sl 37.4,5; Mt 6.33). Quando começamos a nos animar com situações terrenas e a enxergar nelas desejos e realizações, acabamos por substituir Deus e sua presença marcante em nós por tais coisas e, à exemplo de Israel, nos afastamos de nosso Libertador, erigindo altares a deuses estranhos.

O segundo compromisso espiritual que temos é com a nossa família. Não podemos nos descuidar da espiritualidade em família. Educação é um conjunto de ações que não prescinde do exemplo e da moral. Educamos quando acordamos e damos o nosso primeiro passo. Educamos quando abrimos a boca e proferimos uma palavra. Educamos quando ligamos um aparelho de televisão e nos postamos diante de um programa. É preciso ter o zelo do Senhor a regular as nossas relações familiares.

O terceiro compromisso é com a Igreja de Deus. A Igreja foi instituída para ser bênção em nossas vidas. Quando dela nos afastamos, pomos em risco nossa fé, porque já comprometemos nossa comunhão. Se já é difícil ser crente e vencer o mundo estando na Igreja, muito mais fora dela.

Que possamos assumir estes compromissos espirituais em nossas vidas e permitirmos a ação de Deus em nós para uma vida vitoriosa.