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sexta-feira, 3 de junho de 2011

TODOS OS ANJOS E DEMÔNIOS




“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12 ).

Início de ano é sempre oportunidade de desejar coisas boas, renovar votos, tentar arrumar algo que ainda esteja bagunçado na vida. São incontáveis as vezes que muitos de nós estivemos envolvidos em balanços da vida, do que foi (o bom e o ruim) e do que será (os projetos, os sonhos). Nem sempre logramos êxito nestas investidas.
Do ponto de vista eclesiástico, a chegada de 2011 pode ser símbolo de uma era que passou e esperança de que algo novo venha no alvorecer da nova década. Mas, para tristeza de muitos e consciência de alguns os anjos e os demônios continuarão a atuar assim como sempre.
Isso porque a nossa vida é direcionada por quem deixamos governar nossas ações. O Apóstolo Paulo fala de uma “batalha espiritual” (Ef 6). Já Pedro recomenda: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1Pe 5.8).
Como no ano que findou, no que virá e para todo o sempre em meio a esta humanidade decaída, teremos os que vão ouvir a voz de Deus e os que darão atenção máxima aos prazeres desta vida, às tentações satânicas, aos apelos do mundo. E você?
Que haja pecados, escândalos, facções, dissidências, sobre isso não precisamos nos assustar. Reflita na palavra de Jesus: “E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!” (Lc 17.1). Nossa preocupação e ocupação deve ser: Que não seja eu! Se cada um de nós nos ocuparmos em fazer o bem em 2011, sendo instrumentos nas mãos de Deus para sua paz, com certeza vamos ajudar o mundo a ser melhor.
Mas estejamos atentos, Satanás não desiste nunca! Seus asseclas, os demônios, potestades e demais subalternos vão continuar a agir. Estejamos preparados com toda a armadura de Deus. Sejamos vencedores sobre tudo isso. Que não tenha sido nós a causa dos problemas que muitos enfrentaram em 2010 e que não sejamos causadores de problemas para ninguém em 2011. Embora Satanás vá querer fazer isso.
Ah, mas fique tranqüilo. Diante das lutas, das batalhas espirituais, se você é de Deus, se está empenhado em dar o seu melhor para o Reino, se está comprometido com a Obra e o Deus da Obra, você pode contar com os anjos de Deus que também continuarão a agir, pois, “o anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Sl 34.7). Que bom saber que podemos ser mais que vencedores com a ajuda de Deus. FELIZ 2011!

VERDE, VERMELHO E BRANCO



“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor,
estes três, mas o maior destes é o amor”
(1Co 13.13).

Assim como os números, as cores também carregam em si significações. Estas significações agem no inconsciente das pessoas e podem produzir certos efeitos. Existe até uma ciência que trata do assunto, a Cromoterapia que pode ser definida como a prática da utilização das cores na cura de doenças. Também, podemos falar em associação de ideias com relação as cores. Daí as significações de paz, para o branco; riqueza, para o amarelo; natureza e esperança, para o verde, dentre outras.
Decoradores recomendam cores claras para ambientes que se pretendam tranquilos e repousantes como quartos de hospital e ambientes que já apresentam forte carga de estresse. As cores ajudariam a amenizar os apelos emocionais de ambientes como Delegacias, Fóruns, certas repartições públicas. Os templos também devem receber cores claras para ajudar na construção de um ambiente que seja em si mesmo um convite à calmaria e reflexão.
Pensando na clássica afirmação do Apóstolo Paulo, que está em epígrafe (sobre a fé, a esperança e o amor); busquei relacionar as cores que representariam as verdades nela contidas.
Para a “fé” poderíamos relacionar o vermelho. Cor forte, faz alusão imediata ao sangue e sugere a ideia de força e garra. Para nós cristãos, remete ao sangue de Cristo na cruz do Calvário derramado em nosso favor. É a crença neste sacrifício vicário que nos oferece a salvação.
Para a “esperança”, o verde. Por remeter-nos à Natureza, o verde lembra renovação, transformação, o novo. Daí a ideia de esperança presente na cor. O crente é um ser essencialmente tomado de esperança. A esperança cristã é tríplice, como nos afirma o Apóstolo João: 1ª) Jesus vai voltar; 2ª) Nós o veremos; 3ª) Seremos semelhantes a ele (1Jo 3.1-3).
Já, para o “amor” tomamos a cor branca. Um coração só é pacificado quando o amor o domina. A cor branca é a cor da paz. Este é um símbolo universal. É o amor de Deus em Cristo Jesus que pacifica os nossos corações. É o amor que estabelece a harmonia no lar, a relação conjugal ordeira e feliz, o relacionamento com filhos sem turbulências.
A importante tríade destacada pelo Apóstolo Paulo possui significação de valor para nós cristãos. Afinal, não vivemos neste mundo sem esperança, não chegaremos ao céu sem fé e não habitaremos com Deus sem amor.
Que possamos, neste dia em que comemoramos a Palavra de Deus, nos apropriar destas verdades e vivê-las intensamente.

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES V



Já caminhando para o encerramento desta série sobre as religiões em nosso país, vamos focalizar nesta edição os movimentos de tendência profética. São movimentos que se utilizam do apego dos crentes pelas questões relativas à Volta de Jesus Cristo para fazer interpretações equivocadas do que a Bíblia fala sobre o assunto e, também, criar doutrinas e práticas que se prestam a manutenção do movimento religioso em si, mas que destoam profundamente da verdade bíblica.
São movimentos proselitistas que se criam nos meios religiosos, pois confundem a cabeça dos incautos com interpretações errôneas da Palavra de Deus. Mas, como disse Jesus, não é possível enganar os escolhidos (MT 24.24). Vamos analisar, então, estas tendências proféticas e procurar entender em que elas crêem.

Os movimentos religiosos proféticos
Esta categoria de movimento religioso engloba uma gama de seitas e denominações, sendo necessário muito espaço para falar de todas. Oriundas das denominações históricas, que surgiram exatamente para preservar o cristianismo em sua forma bíblica, elas são frutos de cisões, rachas, a partir de visões, revelações tidas por alguém, um líder geralmente, que então, parte para um novo movimento. Passam a ter esse enquadramento pela impropriedade de entendimento do que seja profecia, já que associam ao termo idéias de adivinhação, vidência, futurismo, que não estão presentes em sua origem bíblica.
Nesta categoria, podemos alistar as mais conhecidas como: Adventismo do Sétimo Dia, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (os mórmons), Ciência Cristã, Testemunhas de Jeová, Congregação Cristã no Brasil, dentre outras.
Os cuidados que precisamos ter com estes movimentos decorrem de sua tentativa de marcar a volta de Jesus Cristo (Adventistas e Mórmons), fato este não revelado pela Palavra de Deus (Mt 24.36); a anulação da salvação em Cristo Jesus, ao não reconhecê-lo como Deus (Testemunhas de Jeová), o que se constitui em heresia combatida pela maioria dos evangélicos (At 4.12; Jo 14.6,10,11); o batismo pelos mortos e a salvação da mulher atrelada ao casamento (Mórmons); a rejeição do ministério pastoral, do dízimo e da pregação (Congregação Cristã no Brasil); dentre outras aberrações. Estas são influências nocivas que precisamos delas nos prevenir para estarmos no centro da vontade de Deus.
Ressaltamos a recomendação bíblica de Jesus sobre a vigilância. Nosso Soberano Deus quer encontrar em seus discípulos profundos conhecedores de sua Palavra. Que Deus nos oriente a ficarmos firmes.

JOSÉ LINO, CONSTRUTOR!



“Ama a modesta profissão que aprendeste e contenta-te com ela.”
MARCO AURÉLIO


Emocionei-me ao ver o irmão José Lino segurando um tijolo na segunda que passou. Ele é construtor. Muitas casas já brotaram do nada (saíram do chão cru e se erigiram nos céus de Nova Friburgo), a partir de sua intervenção. Mas, dessa feita, ele não estava construindo para a vida, para habitação, mas para a morte, para o fim...
Quem diria que o jovem que aprendeu a profissão de pedreiro, um dia faria uso de sua profissão para despedir-se de forma digna do pai? Lá atrás, naquele passado em que a carreira profissional despontou, ele jamais poderia imaginar que estaria vivendo este momento. Mas aconteceu. Seu pai, falecido nos seus braços no domingo anterior, baixava a sepultura e tinha o túmulo lacrado com tijolos fornecidos pelo filho construtor.
A imagem recolhida por minha retina no cemitério da pacata Cambiasca, RJ, emocionou-me porque o José Lino, construtor, estava firme, resoluto, cônscio dos últimos acontecimentos, convicto de sua fé e certo de que o pai agora descansava com Deus. José Lino cumpriu com galhardia sua missão e prestou todos os cuidados e despendeu toda a atenção necessária nos últimos meses de vida do pai; já bastante alquebrado pela cruel doença.
Interessante que ele não fez isso por obrigação. Os homens, funcionários públicos, estavam ali para isso. Mas, ele não se olvidou em participar. Força do hábito? Agiu instintivamente? Em parte sim, mas, por tudo o que ele demonstrou nestes últimos meses, muito mais. Quis o desenrolar da vida que ele ali estivesse; como estava; e na expressão que se pode enxergar. O fato é que o construtor virou servente. Apenas ia entregando os tijolos aos funcionários que se apressavam em cumprir sua sina.
Irmão José Lino passou, nestes momentos de despedida do pai, a mensagem de que na vida precisamos estar preparados para o momento derradeiro dos que amamos. Além disso, demonstrou que o que aprendemos será sempre útil nos momentos mais inusitados, e que é preciso dividir com o outro aquilo de bom que vamos recolhendo na estrada da vida. Some-se a isso o fato de que não importa o que somos e o que fazemos, mas precisamos estar sempre prontos para o serviço, para a ajuda, para a contribuição, por pequena que seja, no sentido de fazer funcionar a existência.
Os tijolos nas mãos do irmão José Lino, ali em Cambiasca, ficarão para sempre em minha memória, a ensinar-me que é preciso ajudar: “um ao outro ajudou, e ao seu irmão disse: Esforça-te!” (Is 41.6). Que Deus nos abençoe e nos ensine a sermos cooperadores do seu Reino.

CONFLITOS...



Pensando nos conflitos que muitas vezes nos acometem, lembrei-me dessa instigante história: Um velho índio descreveu certa vez seus conflitos internos da seguinte maneira: “Dentro de mim existem dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando”. Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: “Aquele que eu alimento mais”.
Esta história nos faz lembrar sábios ensinamentos bíblicos, que muitas vezes estão esquecidos:
1º) O tesouro do coração depende do nosso investimento – A lógica funciona muito bem aqui: só entesoura o bem aquele que vive do bem. O que armazenamos no coração é o que nos motiva. Como disse Jesus: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca” (Lc 6.45). O que você tem entesourado no coração? Coisas boas ou ruins?
2º) Aquilo que nos atrai é o que nos impulsiona a viver – Só nos voltamos e nos envolvemos com aquilo por que nos sentimos seduzidos. Se o Evangelho não está abrasando em nosso coração é porque ele não é chama que queima no peito e nos leva a cumplicidade e ao compromisso. Jesus disse: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21). Faz-se necessária uma reavaliação de nosso compromisso com Deus.
3º) A escolha das coisas espirituais em lugar das materiais é certeza de vitória – Comete grande equívoco aquele que tem por preocupação os bens desta vida e o progresso material. Ganha aqui, perde no além. E, muitas vezes, nem aqui ganha. Jesus disse: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). Você tem priorizado o Reino e a Justiça de Deus em sua vida?
4º) Existe uma batalha interna em nossas vidas que precisa ser vencida por nós – O Apóstolo Tiago demonstra esta ideia de guerra espiritual que o crente enfrenta em seu dia-a-dia. Ele diz: “De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” (Tg 4.1). É preciso sair vencedor deste embate.
5ª) Nossa luta é essencialmente espiritual e precisamos estar prevenidos disso – O Apóstolo Paulo nos adverte acerca do foco da nossa luta: é contra iniimgos espirituais, das hostes satânicas. Ele diz: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12). Quem não está apercebido disto, está sujeito a cair.
6º) O pecado propõe sempre a maldade, mas Cristo nos contrange ao amor – Ainda Paulo testemunhava dessa luta interior, confessando: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço” (Rm 7.19). Nossa natureza decaída nos induz ao cometimento do pecado. Mas, Cristo em nós precisa ser a força que nos leva à rejeição das iniquidades.
Vence em nós e nos leva para onde quer, aquele que alimentamos em nossas vidas. Como está sua vida espiritual. Você tem vencido o conflito diário de ser cristão num mundo tão pecaminoso? Vença todos os conflitos pela presença segura do Espírito Santo dirigindo sua vida. Que Deus para tanto o abençoe rica e poderosamente.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

DE BARRANCOS, CHUVAS E DESLIZAMENTOS...



“E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha” (Mt 7.25).

Desde que o mundo é mundo tem chuva caindo, rios correndo e ventos soprando... Ruim é quando estas chuvas, estes rios e estes ventos nos pegam desprevenidos. Pior quando somos castigados por eles e nos tornamos vítimas de nossa própria insensatez.

No ensinamento em epígrafe, Jesus trata de um tema que nos assusta em função dos dias que vivemos. Estamos entristecidos com os episódios em todo o país em que aguaceiros despencam dos céus, rios transbordam, barrancos deslizam e casas, pousadas, pessoas são soterradas; gente é levada pelas enxurradas de águas que correm desenfreadas.

As chuvas são bênçãos! Não podemos ter outro sentimento acerca disso. A Natureza não erra. Ela tem o seu lugar no ecossistema. A intervenção desordenada do homem é que submete a civilização a calamidades. E mesmo quando os fenômenos da Natureza sobrepõem à intervenção humana, como seres dotados de inteligência, dada pelo próprio Criador, podemos e devemos agir e refletir de duas formas: primeira, usar esta inteligência para interagir com a Natureza para dela extrair benefícios e conter o avanço das catástrofes e, segunda, retirar os ensinamentos necessários diante de situações menos afortunadas a fim de nos havermos melhor diante do Deus Soberano.

Não são todos que assim pensam! A humanidade está afastada de seu Deus e por isso doente. A cegueira espiritual impede o ser humano de enxergar que precisa voltar-se para Deus e consertar-se diante do Criador.

Há um ensinamento espiritual em tudo isso. Se diante das catástrofes nem sempre somos o suficientemente fortes para escapar, do ponto de vista espiritual a escolha é nossa. Vidas espirituais construídas sobre a Rocha que é Cristo vencem os abalos da existência.

Podem sobrevir sobre o Povo de Deus os mais terríveis dissabores, mas, quando estamos firmados e fortalecidos em Deus que é a nossa Rocha, não somos abalados.

Que Deus nos proteja das intempéries e que não sejamos como o insensato que constrói sua casa espiritual sobre a areia, mas como o prudente que, construindo sobre a Rocha, permanece inabalável.

COMUNICAR É PRECISO!



Com grande alegria publicamos semanalmente o nosso Boletim Eclesiástico. Ele é dinâmico, em formato funcional, com o uso de cores, diagramação atraente e informações úteis para o bom desenvolvimento dos trabalhos da Igreja. É a Igreja se comunicando e motivando seus membros através da informação, dando resultados imediatos para a nossa comunidade eclesiástica.

Por vivemos em um mundo onde a comunicação é indispensável, a Igreja não pode ficar longe desse desafio. Já se chamou nosso tempo de “era da comunicação”. As diferentes mídias dão suporte para o trânsito de milhares de informações que são consumidas pelas pessoas vorazmente.

A Igreja dá um passo fundamental para tornar mais acessível às informações que dizem respeito às suas atividades eclesiásticas. Queremos agilizar a veiculação das informações da Igreja, mas, também, registrar para a posteridade os atos de Deus através do povo da IBP.

Sim, comunicar é preciso! Comunicaremos tudo o que seja relevante para a Igreja através desse boletim, que passa a ter o caráter informativo, além de cúltico, por isso essa cara de jornalzinho. Mas, não podemos nos esquecer que a nossa principal comunicação é a do Evangelho. Afinal, Evangelho significa “boas novas”. Então, compartilhe, comunique. Se você não é daqueles que gostam de guardar papel, use o seu boletim para divulgar a sua Igreja. Após o culto da noite, leve o boletim para casa e entregue a um amigo, durante a semana, convidando-o para vir conhecer a sua Igreja.

Use o boletim como uma forma de comunicar o Evangelho. Ele será seu ponto de contato para a Evangelização. Que Deus o abençoe ricamente.

PARA A GLÓRIA DE DEUS!



O grande poeta português, Fernando Pessoa, disse algo assim: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena!” Na nossa visão cristã, as coisas valem à pena quando estão submetidas à vontade de Deus. Dele mesmo temos aprendido que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”.

“Almas pequenas” expressam a pequenez, a mentalidade tacanha, a falta de visão, o medo do novo, a recuada ante os desafios da vida, daqueles que preferem levar uma vida medíocre a ter que se aventurar pelos caminhos do desconhecido e do inusitado.

Certo é, porém, que quem assim se fecha, impõe para si certos limites, certos enquadramentos, que fazem com que sua vida não alce vôos mais altos, não alcance novos patamares e não veja a luz de um dia mais interessante, mais radiante, com novas esperanças e oportunidades.

Há até um ditado popular que assegura que “quem não arrisca, não petisca!” Ou seja, as conquistas são próprias de corações inquietos que estão sempre em busca de novos desafios e novos horizontes.

No plano espiritual, tudo o que fizermos neste mundo deve estar condicionado à glorificação de Deus, nosso Pai. Esta é a recomendação bíblica. O que fizermos, deve objetivar a exaltação do nome de Jesus Cristo (a quem toda língua confessará e todo joelho se dobrará) e a glorificação do nome de Deus.

Fazer qualquer coisa nesta vida para buscar a glória deste mundo é vaidade e morre na própria ação (como os hipócritas que ao orarem em pé, nas esquinas, recebiam no ato o próprio galardão). Mas nós, cristãos deste século, queremos a glorificação do nome de Deus e o governo de Cristo sobre todos. Daí que nos esmeramos em fazer o melhor para o Reino de Deus, sabedores de que nos aguarda algo muito melhor junto ao Pai.

Que Deus abençoe a nossa Igreja e que possamos fazer muitas coisas para honrar e glorificar o nome de Deus na terra. Coloque sua vida ainda mais no altar do Senhor.

O CULTO: COMUNICAÇÃO COLETIVA COM O SAGRADO



O ser humano é um ser em santificação. Obviamente, estamos nos referindo a quem já tenha sido alcançado pela graça salvadora de Cristo Jesus. Ou seja, já tendo sido salvo, ainda precisa trilhar a estrada do aperfeiçoamento espiritual, deixando para trás coisas velhas (2Co 5.17). A este processo de crescimento espiritual, chamamos de santificação.

Se na nossa comunicação com o Sagrado, Deus reverte toda a nossa incapacidade de expressão e transforma gemidos, gestos mal-esboçados e lágrimas em oração intercessória, atendendo-nos conforme a dispensação da sua graça e misericórdia e as nossas necessidades; na nossa comunicação com o Ele, que é mediada pela coletividade, precisamos de uma linguagem adequada, porque falamos a dois públicos distintos: Adoramos a Deus e comunicamos com o irmão de fé!

Daí que é preciso distinguir entre a adoração individual e a adoração coletiva. A forma como eu me porto diante de Deus no recôndito do meu lar (“entra no teu quarto e, fechando a porta” - Mt 6.6), não interessa a mais ninguém do que ao adorador e a Deus. É algo íntimo, pessoal! Mas, a forma como adoramos coletivamente, no Templo ou em quaisquer outras formas de culto comunitário (lares, empresas, ginásios, colégios) interessa a quem mais esteja aproximando-se para tentar expressar um esboço que seja de fé a um Deus de que tanto necessita para sua vida.

A individualidade, vestindo-se da virtude da humildade, deve despojar-se de qualquer interesse mesquinho, egoísta, para assumir o interesse comunitário da adoração coletiva, quando estão em ação expressões de fé não só de um indivíduo, mas de um povo que atende pelo nome de Povo de Deus. Assim sendo, é preciso haver muita sabedoria para que a forma individual de adoração não fira, constranja ou magoe a quem não possui a mesma forma de adorar.

Que Deus nos abençoe na busca e encontro de formas de expressão de fé que somem na adoração comunitária e levem a Igreja a uma harmonia de fé abençoadora.

COMPROMISSOS ESPIRITUAIS



Num mundo materialista como o nosso, mundo de resultados e de experiências, em que se tem que sentir, ver, tocar, experimentar - para crer, desejar, sonhar e realizar - os crentes somos chamados a assumir certos compromissos espirituais conosco mesmos.

Nesse mundo materialista, somos instados a valorizar posses, propriedades, aquisições, realizações, relacionamentos; em busca de vantagens, apreços e reconhecimentos que nem sempre fazem bem ao espírito, conquanto possam trazer algum conforto ao corpo.

Se nos postamos desavisados diante dos fatos da vida, somos tragados pela roda-gigante do mundo e quando vamos dar conta, estamos nos movimentando em altos e baixos, levados pela máquina do mundo e sem qualquer controle sobre nossas ações. E o pior: estamos rindo, às gargalhadas, das sensações amargas dos friozinhos na barriga, provocados pela insegurança do existir.

O primeiro compromisso que temos é com nosso Deus. O crente não pode trocar sua comunhão com Deus, por nada deste mundo (Sl 37.4,5; Mt 6.33). Quando começamos a nos animar com situações terrenas e a enxergar nelas desejos e realizações, acabamos por substituir Deus e sua presença marcante em nós por tais coisas e, à exemplo de Israel, nos afastamos de nosso Libertador, erigindo altares a deuses estranhos.

O segundo compromisso espiritual que temos é com a nossa família. Não podemos nos descuidar da espiritualidade em família. Educação é um conjunto de ações que não prescinde do exemplo e da moral. Educamos quando acordamos e damos o nosso primeiro passo. Educamos quando abrimos a boca e proferimos uma palavra. Educamos quando ligamos um aparelho de televisão e nos postamos diante de um programa. É preciso ter o zelo do Senhor a regular as nossas relações familiares.

O terceiro compromisso é com a Igreja de Deus. A Igreja foi instituída para ser bênção em nossas vidas. Quando dela nos afastamos, pomos em risco nossa fé, porque já comprometemos nossa comunhão. Se já é difícil ser crente e vencer o mundo estando na Igreja, muito mais fora dela.

Que possamos assumir estes compromissos espirituais em nossas vidas e permitirmos a ação de Deus em nós para uma vida vitoriosa.

domingo, 8 de maio de 2011

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 04



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro depende dos afagos de seu pastor;
o discípulo está determinado a servir a Deus."


Neste quarto princípio acerca do discipulado, iremos trabalhar a idéia subjacente ao serviço cristão: O que motiva um crente a fazer a Obra de Deus? Será que precisamos de estímulos humanos ou exteriores para a realização da missão que a nós foi confiada? Ou devemos, tão-somente, deixar-nos mover por motivações interiores, espirituais, provenientes da própria comunhão com Deus? Vale a pena analisar tais questionamentos, visto que encontramos diferentes modos de se perceber esta realidade.

Um membro normal de Igreja, habitué contumaz de certos modismos evangélicos, pode, ao longo de sua carreira eclesiástica, perder a noção do Evangelho e seu valor. A rotina da vida religiosa pode levá-lo a tornar-se frio, improdutivo, árido, na expressão de sua fé. Daí, a passar a realizar atividades religiosas para a busca de apreciação pessoal, promoção individual ou vaidade própria, é um passo. Vencer a tentação de ser visto e reconhecido pelos homens é engrossar as fileiras dos que buscam a pureza e a integridade do Evangelho (Mt 6.2).

Infelizmente, muitos membros de Igreja criam uma total dependência de "bajulação pastoral" para realizarem a Obra que, em primeira e última instância, seria da competência de cada um e de todos os cristãos realizarem, sem necessidade outra que não do impulso dado pelo amor de Cristo (2Co 5.14). Ou seja, precisamos ser mais vibrantes e entusiastas da Obra do Senhor, independentes de reconhecimento humano.

Daí, a diferença muitas vezes existente entre um membro de Igreja que tem por interesse trabalhar para conseguir os aplausos dos homens, do discípulo verdadeiro que quer obter tão somente a aprovação de seu Mestre. A determinação do discípulo é prestar um serviço cristão que seja do agrado de Deus. Como diz o hino sacro: "No serviço do meu Rei eu sou feliz!" O discípulo encontra sua satisfação no próprio serviço à Deus. A recompensa do discípulo está no seu Senhor, a quem ele procura agradar de todo o coração, à semelhança do salmista que declarou: "Deleita-te também no Senhor e ele te concederá o que deseja o seu coração" (Sl 37.4).

Com certeza quem procura agradar aos homens, já ganhou o seu galardão, a sua recompensa, que é esse reconhecimento das pessoas, essa vanglória mundana. O discípulo trabalha com dedicação na Obra do Mestre, cumpre o seu dever, regozija-se em estar sendo útil na Obra e ressente-se de não poder fazer ainda mais para o seu Senhor. Sua alegria é ver vidas sendo restauradas, pessoas sendo edificadas e almas sendo resgatadas das trevas. Está feliz no serviço de Deus e tem como anelo a aprovação do Mestre.

Que Deus nos abençoe a sermos discípulos verdadeiros que procuram honrar o seu chamado e satisfazem-se na Obra do Mestre.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!