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sábado, 21 de janeiro de 2012


CULTOS: CELEBRAÇÃO COMUNITÁRIA

    Hoje, vamos abordar o quarto elemento essencial à vida cristã que precisamos encontrar, de forma mais intensa nos cultos comunitários, que é o amor à Causa Missionária.

    4º) MISSÕES – Missões, e seu irmão gêmeo, o Evangelismo, são de fundamental importância no cumprimento da missão da Igreja. Alguns estudiosos têm definido a missão da Igreja pelo binômio Adoração/Evan-gelismo, entendendo que “o mais” está nele incluído. O evangelismo é localizado: mais pessoal; tarefa do dia a dia. As missões são mais abrangentes: envolvem o aqui e o agora; mas também o acolá e o depois.

    O evangelismo precisa ser vivencial, experimental, evidenciado no cotidiano. As missões precisam ser planejadas; postas a funcionar sob estratégias de Deus em nós. Acostumamo-nos a trabalhar com ênfase em três missões: Estaduais, Nacionais e Mundiais. Vamos continuar a enfatizar estas missões e incluir outra, que de certa forma realizamos, porém não enfatizamos: Missões Urbanas.

    Nossa querida IBP precisa caracterizar-se ainda mais como uma Igreja que ama missões. Esta tem sido uma de nossas marcas. Vamos valorizá-la e incrementá-la. Mais que isto, precisamos ser um celeiro de missões. Nossa Igreja precisa começar a produzir vocacionados para atender não só o seu campo de atuação, mas também o Brasil e o Mundo.

    Vamos clamar para Deus levantar vocacionados; moças e rapazes, que queiram consagrar suas vidas para a Obra do Senhor preparando-se para serem futuros pastores, missionários, ministros de Deus em nossa Igreja ou noutra, onde Deus os chamar. Nossos “Encontros de Celebração” precisam sempre enfatizar missões, vocação, evangelismo e temas afins, independentemente da época das campanhas especiais que realizamos.

    Segundo nossa estratégia dos PGs, vamos invadir Nova Friburgo com Pequenos Grupos de preguem a Palavra e levem as pessoas à uma vida de verdadeira comunhão com Deus. Dos PGs originar-se-ão Pontos de Pregação, Missões Batistas, Congregações que darão origem a novas igrejas batistas na cidade. Quem serão os futuros pastores dessas novas igrejas? Aqueles que Deus chamar e nós prepararmos em nosso ministério.

    Nossa querida IBP organizou recentemente uma filha, a IBCP (Conselheiro Paulino); estamos nos preparando para organizar a segunda, a IBCC (Campo do Coelho) e a IBR (Riograndina). Nossa tarefa não termina aí. Temos ainda Bom Jardim, Rui Sanglard e os novos lugares que Deus nos mandar para disseminar sua Igreja. Precisamos amar missões, evangelizar e preparar líderes para este novo tempo.

    Que o amor a missões, e a evangelização como estilo de vida, também sejam marcas fundantes de nossa querida IBP. Vamos estar empenhados em fazer de nossos Encontros de Celebração, lugar e momento de ênfase em missões, de pregação evangelística e de despertamento de vocações, em cultos alegres e dinâmico. Ah, você já declarou para o Pai, hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então o faça agora!

ELEMENTOS ESSENCIAIS À VIDA CRISTÃ – PARTE II – II


CULTOS: CELEBRAÇÃO COMUNITÁRIA

    Hoje, vamos abordar o segundo elemento essencial à vida cristã que precisamos encontrar, de forma mais intensa nos cultos comunitários, que é a Contribuição.

    2º) CONTRIBUIÇÃO – O discípulo reconhece que o que ele é e possui é tão somente resultante da graça e do poder de Deus em sua vida. Já aprendeu que o crente verdadeiro é como um mordomo que tendo ao seu dispor todos os pertences da casa e a autoridade para o ordenamento do funcionamento dos recursos, dos bens imóveis e dos demais semelhantes a ele; nada é dele, mas tão somente recebeu delegação de confiança para fazer funcionar corretamente tudo que está sob seu comando.

    A função do mordomo é a função de um comandante que não tem autoridade própria, mas consentida. O discípulo verdadeiro não se engana quanto aos valores que lhe foram agregados ao longo de sua vida e que constituem os bens materiais e imateriais de sua existência: dons e talentos, beleza e vigor físicos, inteligência e conhecimento cumulativo, relacionamentos interpessoais e patrimônio de influência ou de bens, tudo isto está em suas mãos por vontade divina e a Deus pertence.

    Ele precisa zelar por este tesouro como quem um dia vai prestar contas (Ec 12.14; Hb 4.13; 1Pe 4.5) dele a Deus e precisa ser achado fiel (Mt 25.21,23). O tema dinheiro é um assunto altamente espiritual. A Igreja não está comprometida com o governo temporal deste mundo, não recebe dele favores nem a ele deve favores.

    O Reino de Deus se realiza e se expande na face da Terra por meio dos recursos de Deus que estão sob administração dos seus discípulos na face da Terra (Sl 24). Tudo é do Senhor como diz o Salmo 24 e, conseqüentemente, nós também o somos (1Co 3.21-23). Isto posto, vamos concluir que a contribuição é de vital importância para se auferir os recursos legítimos indispensáveis ao funcionamento material e espiritual da Igreja na Terra.     Contribuir não é uma opção; é um imperativo. Mandamento que é; desobedece quem não o pratica (Ml 3.8-10). Deve-se fazê-lo, todavia, com alegria, pois Deus ama a quem assim procede (2Co 9.7). Esta contribuição não é apenas nos dízimos – cujo conceito já está declarado na acepção da palavra, dez por cento (qualquer valor menor que este é roubo; maior é consciência de servo) – mas também nas ditas “ofertas alçadas” (Ml 3.8), que em nossos dias se concretizam através das campanhas missionárias, das campanhas para construção de templo ou aquisição de algum objeto móvel ou imóvel para o serviço religioso ou mesmo para ação social que se faz relevante no resgate de vidas.

    Cada “Encontro de Celebração” deve dar oportunidade aos discípulos de porem em prática o mandamento bíblico da contribuição com alegria.

    Que a gratidão a Deus por tudo o que tem feito por nós nos leve a ser fiéis na entrega dos dízimos e das ofertas alçadas, sendo generosos na prática da vida cristã. Vamos estar empenhados em fazer de nossos Encontros de Celebração, lugar e momento de gratidão verdadeira e intensa. Ah, você já declarou para o Pai, hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então o faça agora!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PAI, EU PERTENÇO A TI!


“Ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai...” (Lc 11.2a). Que bom quando podemos reconhecer em Deus um Pai querido. Não um pai qualquer, mas o Pai de Cristo que nos adota como filhos e nos torna pertencentes à sua família. Jesus Cristo divide conosco seu Pai e nos ensina a relacionarmo-nos com Ele, mostrando que quando orarmos, devemos fazê-lo chamando a Deus de Pai. Chamar a Deus de Pai é algo especial por alguns motivos:

1º) PERTENCER AO PAI NOS DÁ CONFORTO – Assim como precisamos de uma família na Terra e isto nos dá conforto para vários momentos da vida; pertencer a Deus, e tê-lo como Pai, nos assegura o conforto espiritual de que precisamos para a nossa vida terrena. O conforto da presença de alguém que nos assiste, que nos acaricia, que nos ama. Como é bom ter a Deus como Pai e poder expressarmo-nos dessa maneira, declarando de forma clara e contundente que é bom pertencer a um Pai presente, atuante, amável. 

2º) PERTENCER AO PAI NOS DÁ SEGURANÇA – Outro aspecto muito reconfortante de pertencer a Deus é a segurança que dele advém. Quem está com o Pai está seguro. O Pai protege, ampara, cuida. Debaixo de sua proteção divina estamos realmente seguros. Não há o que temer vindo de onde for, quando for, e por quem for. Nosso Pai celeste propicia a segurança que nos dá condições de viver em paz. Seja espanto da noite ou surpresa do dia, qualquer situação pode ser enfrentada quando desfrutamos da segurança do Pai.

3º) PERTENCER AO PAI NOS DÁ SENTIDO DE VIDA – No meio de tanta gente perdida neste mundo, que não sabe o que está fazendo aqui; não tem noção de onde veio nem para onde vai, podemos ter razão de existência. Este sentido de vida é decorrente da idéia de pertencimento que temos quando nos sentimos acolhidos pelo Pai em sua família e desfrutamos da alegria da comunhão da família de Deus.

4º) PERTENCER AO PAI NOS DÁ ESPERANÇA DE FUTURO – Além de tudo que já vimos, pertencer ao Pai nos assegura um futuro de glória. A esperança cristã aponta para a vida eterna, para o futuro com Deus nos céus. Podemos viver o que for neste tempo presente que nossa morada o Pai assegura. Essa esperança de futuro não existe mais na vida de milhões de jovens que querem viver intensamente o presente sem preocupar-se com o amanhã. Nosso amanhã o Pai já preparou e é bom.

Que o Pai nos abençoe sempre e que saibamos manter esta relação de amor com Ele. Ah, você já declarou para ele hoje: “Pai, eu pertenço a Ti!” Não?! Então faça agora!

sábado, 14 de maio de 2011

APROVEITANDO AS OPORTUNIDADES DE DEUS PARA A NOSSA VIDA



Muitas oportunidades se apresentam para os crentes nos dias de hoje. Cada um deve aproveitar ao máximo as que lhe são possíveis e desenvolver aquelas em que está falhando para que a presença do cristianismo no mundo, através de nossas vidas e famílias, seja cada vez mais significativa neste mundo desesperançado. Vamos avaliar algumas dessas oportunidades, lembrando que todas elas precisam ser postas em prática já.

1ª) O crente pode ser o sustentáculo de um mundo sem Deus - Nossa sociedade se tornou materialista a tal ponto que repete em nossos dias os interesses terrenais dos tempos de Noé em que: "comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento", despreocupados da vida até que o Dilúvio os consumiu (Lc 17.27); o mesmo ocorrendo nos tempos de Ló, quando o enxofre os destruiu (Lc 17.28,29). Pela fé, vivendo em santidade e piedade, podemos servir de referencial e sustentáculo neste mundo até o dia em que aprouver a Deus nos chamar.

2ª) O crente pode ser um amante de missões - A obra missionária começa no lar. Lares que hospedam pastores, missionários, evangelistas, repassam para as crianças as alegrias e venturas da vida abençoada pela Obra. Despertam e aguçam o interesse por missões e, conseqüentemente, tornam-se celeiros de onde sairão os novos missionários. Que bênção!

3ª) O crente pode ajudar a minorar a dor do mundo - É na família que ensinamos que a vida não é algo que nos advém de forma mágica. Existir e subsistir são frutos de dedicação e trabalho. Cada coisa deve ser valorizada no tamanho e na dimensão certa. A criança precisa descobrir quanto custa cada objeto e valorizar a mordomia cristã. Assim, ela também aprenderá que "amar ao próximo" é mais factível do que se possa imaginar (Mt 5.43,44). Quando somos solidários e nos apresentamos a Deus para servir, podemos abençoar outras vidas que dependem dessa demonstração de carinho e amor do povo de Deus.

4ª) O crente pode representar o fiel da balança num mundo perdido - O ceticismo impera em muitos corações que perderam o referencial de vida. Desacreditados e desesperançados com os políticos e líderes, muitos cidadãos ainda têm a chance de encontrar na Igreja de Cristo, um baluarte da fé. Não podemos decepcionar. Ser fiel (Ap 2.10) é o desafio para cada crente e, dessa forma, contribuímos positivamente para a construção de uma sociedade melhor.

Que Deus proteja as nossas vidas e que possamos aceitar os desafios de sermos cristãos conforme o padrão de Deus e as necessidades do mundo perdido.

UMA SOCIEDADE EM CONSTANTE MUTAÇÃO



Uma marca dos tempos modernos é a sua facilidade em promover mudanças rápidas. Esta mutabilidade apressada destes dias, também provoca desajustes internos na família, visto que esta possui um perfil mais conservador e caracteriza-se por ser um espaço de afirmação de valores. Mas a sociedade moderna não está preocupada com isto, principalmente em se tratando de valores e princípios cristãos, que para o mundo são inibidores do prazer e da satisfação pessoal.

Vamos considerar alguns aspectos dessas mudanças ocorridas no mundo moderno que, de alguma forma, afetam a família.

a) A rápida obsolescência dos equipamentos - A sociedade em constante mutação que nos abriga e nos acolhe nos dias de hoje possui como ponta visível desse iceberg destrutivo, a rápida obsolescência das máquinas e equipamentos por ela criados. Nada é duradouro. As novas fabricações possuem caráter efêmero, passageiro, com a marca cruel da descartabilidade. Tudo isto leva a uma substituição contínua das posses da família, por novas acumulações que tomam o lugar das anteriores. Uma geração viu surgir o DVD e o CD e assistiu o ocaso das fitas e vídeos cassete e dos LPs. A mesma geração viu o surgimento da internet, do celular e a derrocada do aparelho de fax. Os agora obsoletos celulares da primeira fabricação deram lugar aos modernos aparelhos que acessam a internet. O que esta sociedade em constante mutação ensina à família, por via indireta, também é a descartabilidade das pessoas. Objetos descartáveis influíram na fragilização das relações humanas. O conceito de “bens duráveis” se reduziu minimamente. E neste pacote a família se misturou.

b) O avanço avassalador da tecnologia - O que está por trás desta rápida saturação dos produtos - e a necessidade imposta pelas leis de mercado para o surgimento e a oferta de novos, com um plus sedutor -, é o avanço espetacular das descobertas tecnológicas. O ser humano evoluiu no aspecto tecnológico e se brutalizou nas relações sociais. Como nunca as sociedades experimentam o terror da violência e das drogas. Até parece que o progresso almejado intensamente e parido a fórceps, não gerou outra coisa senão o desgaste, a superficialidade e a frustração em lugar do conforto, da tranqüilidade e do bem-estar tão desejados.

c) A incômoda pluralidade das idéias - Paralelo a tudo isto, a modernidade viu surgir um novo tempo em que as idéias se intercambiam e se espraiam pela sociedade como se fossem produtos de consumo da prateleira do supermercado da mente e da alma. Cada um segue o que quer, pensa o que quer, acredita ou deixa de acreditar no que quiser e ninguém tem nada a ver com isso. A sociedade, então, começou a perder suas raízes e a viver sob a égide do “hoje”, segundo a vã filosofia dos que não acreditavam na ressurreição: “comamos e bebamos, pois amanhã morreremos” (1Co 15.32). Mas esta idéia imediatista e utilitarista da vida só ajudou a solapar com os valores cristãos e a minar a influência benéfica da família na formação dos indivíduos para viver em sociedade.

d) A rejeição angustiante aos valores morais - Como conseqüência, esse mundo plural impôs uma nova ética e uma nova moral onde se “é proibido proibir”. Vivemos numa verdadeira sociedade do “vale tudo”, em que qualquer intervenção no sentido de disciplinar, corrigir, é vista de forma atravessada, não sendo bem recebida, inclusive dentro das igrejas. Assim, estes novos tempos experimentados pela família, viram aparecer uma avalanche de violência, uma onda de drogadependentes, uma exaltação ao homossexualismo, o aumento do índice de gravidez na adolescência e tantos outros males que comprometem a vida futura de gente que se perde sem rumo e não se dá conta do poço sem fundo em que está se metendo.

Que Deus proteja as famílias cristãs das influências nocivas do mundo presente e que saibamos dar a resposta adequada aos clamores do mundo.

O DESAFIO DA MANUTENÇÃO DE VALORES



Outro desafio para a família cristã, que nos levará a ser mais do que vencedores sobre os problemas deste mundo (Rm 8.31-39), é a manutenção dos valores cristãos. Também, neste ponto, poderemos ser tidos como "esquisitões" pelos lá de fora; taxados de "extra-terrestres espirituais" ou alcunhas semelhantes, mas disso não poderemos escapar e isto não devemos temer.

A Bíblia já revela que o homem natural não consegue compreender as coisas de Deus: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucuras; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (1Co 2.14). Então, de certa forma, haveremos de ser diferentes do padrão normal vigente em nossa sociedade.

Muitos devem estranhar a nossa forma de "guardar" o Dia do Senhor. Devem se perguntar: "Estes crentes não se cansam de ir à Igreja todos os domingos não?" Para eles, este é um costume enfadonho. Quando você, como crente, começa a se perguntar assim: "Será que tenho que ir todo domingo à Igreja mesmo?", é sinal de que está começando a haver um problema em sua vida espiritual que precisa ser resolvido logo.

É de bom tom que a Igreja, mesmo em pleno Século XXI, continue a condenar o uso de bebidas alcoólicas (a bebida mata mais que as drogas, e a sociedade finge não ver!); o cigarro e derivados; qualquer espécie de droga; as jogatinas, sejam elas legalizadas (Baú da Felicidade, raspadinhas, loto, loteria, loteca, loto-mania etc) sejam clandestinas (nem tanto: jogo do bicho, bingos, cassinos, máquinas caça-níqueis); os bailes, as danças e similares. E todo comportamento inadequado para o cristão, que menospreze sua fé e embote a atuação de seu Deus.

O crente não pode gostar das coisas que o não-crente gosta. A palavra nos adverte que a amizade do mundo é inimizade contra Deus. Tanto Paulo quanto Tiago advertem sobre esta questão. Paulo diz: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser” (Rm 8.7) Já Tiago é mais contundente. Ele afirma: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).

Permanecer nos valores do amor, da graça, da misericórdia, da piedade, da justiça e de tantas outras virtudes como exemplificadas no "fruto do Espírito" (Gl 5.22,23), deve ser o objetivo da família cristã que quer vencer este mundo presente. Que Deus abençoe cada irmão na sua luta em prol da manutenção dos valores bíblico-cristãos.

A CRENÇA NA SATISFAÇÃO PESSOAL COMO RAZÃO PRIMEIRA DA EXISTÊNCIA



A visão utilitarista, pragmática, hedonista da vida, comportamento este ressaltado pelo individualismo exacerbado de uma sociedade voltada para a satisfação própria, para a busca intensa do prazer a qualquer custo; tem sido extremamente desagregadora e tem contribuído para a coisificação da vida e dos relacionamentos.

Há uma busca insana de ganhos, lucros, de se extrair vantagens pessoais em tudo o que se faz e se envolve, caso contrário, mantém-se alheio ao que acontece ao redor. É o que ficou conhecido no Brasil como a "Lei de Gérson", famoso tri-campeão mundial de futebol que num infeliz comercial de tevê do final da década de 70, usava a seguinte expressão: "Leve vantagem em tudo!"

Se o individualismo proclama a busca da satisfação pessoal como a razão primeira da existência - e nossa sociedade imoral abraçou a idéia com afinco, pois as oportunidades desviantes de caráter são inúmeras nos dias atuais -, por outro lado vemos que as pessoas que levaram esta filosofia de vida às últimas conseqüências, caíram num vazio existencial que levou muitas delas à obtenção e convivência com doenças de profunda correlação psicossomática, tais como: angústia, depressão, ansiedade, stress; marcando várias gerações que recorreram aos divãs psicanalíticos para desafogar suas mágoas, resolver suas relações intra-existenciais e inter-humanas.

O individualismo peca por colocar o indivíduo no lado oposto da vida em sociedade: primeiro o "eu", depois, se sobrar, o "nós". É o que já se tem dito com relação a muitos que procuram a religião e a Deus apenas nos momentos de necessidade: Só quer o "venha a nós", porém, "a vosso Reino, nada!" Esta crença na satisfação pessoal como algo que se tenha que conseguir a qualquer custo, nega a realidade deste mundo, muitas vezes aflitiva, como declarou Jesus (Jo 16.33) e que deve pautar-se por uma vida de humildade e valorização das pequenas coisas que, no somatório da existência, são as que mais contribuem para a satisfação do "ser" (Mt 5.1-12; Fp 2.1-11; Ef 4.1-16).

Podemos concluir este ressaltando que o segredo para ser um vencedor sem ser um individualista inveterado, é buscar o equilíbrio relacional. Como alcançar este equilíbrio? Vejamos algumas sugestões práticas:

1ª) É preciso cumprir o mandamento do "amor ao próximo" - Ninguém que obedeça a este mandamento (cf. Mc 12.28-34), cairá na esparrela degradante de um individualismo que sufoca e que desrespeita os valores mais caros de vida comunitária.

2ª) É preciso reconhecer a dimensão social e comunitária do Evangelho - Como já temos aprendido, ninguém é salvo para o nada, para o vazio. Somos salvos para Deus, para seus propósitos, e o cristão, convicto de sua fé, há de querer cumprir a vontade do Pai (cf. Jo 15.14). Somos salvos, então, para o serviço. Por isso que cada crente deve cantar o velho hino: "No serviço do meu Rei eu sou feliz" com redobrada satisfação e trabalhar para mostrar pelas obras a fé que tem (Tg 2.14-26).

3ª) É preciso seguir o exemplo do Mestre - Nada melhor do que nos espelharmos em Cristo para fugir dos perigos do individualismo. Se há alguém que sempre pensou no outro este alguém foi Jesus. Sua compaixão, sua atenção para com os mais pobres e marginalizados, a dispensação de favores aos desvalidos deste mundo, tudo mostra como Jesus focou seu ministério não em sua satisfação própria, mas no outro. O texto de Filipenses 2.1-11 demonstra esta renúncia de Jesus visando a humanidade. O esvaziamento de suas prerrogativas divinas, fazendo-se homem e servo para resgatar a humanidade, levou Cristo à exaltação. Se quisermos ser bem-sucedidos, o caminho é este: do serviço, da humildade; o oposto do que a sociedade busca (Mt 23.12).

Que Deus abençoe cada um de nós a vivermos de acordo com sua vontade e na medida certa do amor cristão.

BUSCANDO A VERDADEIRA SATISFAÇÃO DA VIDA



Por vivermos numa sociedade tão voltada para a aparência, que valoriza tanto os aspectos não essenciais da vida, onde estaria a verdadeira satisfação para o indivíduo? A sanha de consumo pode representar um tipo de fuga pela trivialidade, em que o indivíduo se esconde atrás de uma posse qualquer, seja uma roupa nova, um sapato, um artigo mais caro ou mesmo em frivolidades como jogos eletrônicos, lanches fast-food ou quinquilharias chinesas ou paraguaias de pouca utilidade e durabilidade.

Ou seja, o consumismo pode estar a revelar uma insatisfação ou inadequação de alguém ao seu modus vivend. Isso gera insegurança, medos, complexos e temores. E o indivíduo pode estar trocando sua razão de existir das coisas essenciais como o ser humano, a cultura, a fé, para as descartáveis, em uma sociedade de consumo que sempre se aprestará em nos oferecer a melhor opção, mesmo que à luz dos interesses de quem vende. Há todo um jogo de sedução na arte do consumo. O vendedor - esteja ele representado por que indivíduo seja na escala da transação -, está interessado em fazer transferir o dinheiro do seu bolso para o dele. Em última instância, é dessa máxima que se estabelece o comércio.

O crente deve ter muito cuidado com as investidas falaciosas de nossa sociedade de consumo. Se as propagandas prometem realização, felicidade, alegria, satisfação, sedução, conforto, prazer e muito mais; em apelativos comerciais para convencimento dos incautos, os cristãos devemos ter consciência de que nossa satisfação maior não está nas coisas desta vida. Há bênçãos que nos são distribuídas desde a nossa conversão e aquelas que nos são prometidas para a vida futura.

O Apóstolo Paulo alerta no sentido de que nossa expectativa em Deus deve ser maior do que qualquer coisa que venhamos a ter ou experimentar neste mundo: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens" (1Co 15.19). Além disso, Paulo mostra que o que Deus tem para nós não tem nada a ver com aquilo que muitas vezes ficamos ambicionando, cobiçando, nesta vida, ao afirmar: "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam" (1Co 2.9). O mesmo Paulo que assim cria e vivia era o que podia também declarar: "Porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (1Tm 1.12). É o mesmo que ouviu de Deus esta especial afirmação: "A minha graça te basta" (2Co 12.9).

Que possamos estar envolvidos na busca da verdadeira satisfação da vida que é viver em conformidade com a vontade de Deus, agradando-lhe em tudo. Que Deus abençoe a nossa Igreja e que cada irmão se envolva na busca de uma vida plena e piedosa diante da humanidade e, acima de tudo, de Deus.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

CRER E OBSERVAR



Existe em nossos dias uma grande tendência a se viver uma fé superficial. Tem-se religião por uma necessidade familiar, uma imposição do sistema, uma pressão da história ou da tradição. A religião é produto do meio e não resultado da busca do ser por uma reconciliação com o divino.

Dessa forma, ocorre que a religião passa a ser uma prática dissociada do cotidiano: é mero apêndice na trajetória da vida; um esbarrão de começo ou fim de semana; uma coadjuvante inconveniente das vivências no mundo contemporâneo. Daí que a fé deixa de ser um produto de consumo indispensável para ser apenas experiência descartável de um momento da vida.

Uma fé assim experenciada resulta em fracasso da moral, da espiritualidade, da religião e dos valores bíblico-cristãos. Uma fé assim vivida é causa do descalabro moral, da violência e da imoralidade que campeia no país e no mundo. O afastamento do indivíduo de Deus o leva a relativizar sua existência e suas relações sociais. Não há valores balizadores que conduzam cada ser para uma vida mais ordeira, honesta e voltada para a espiritualidade.

Essa influência nociva atinge também os cristãos, tornando sua experiência de fé vazia e sua vivência eclesiástica amorfa. A paixão pelas almas perdidas fica apagada e já não se evangeliza ou testemunha do amor de Deus como deveria acontecer.

Isso é decorrência da impossibilidade de se pregar o que não se vive. Só pode falar aquele que vive, que vibra com Deus, que tem acesa no coração a chama da fé, que caminha por esta vida conduzido pelos braços divinos.

Daí a importância do binômio: fé e observância. Já bem diz a letra do velho hino: “Crer e observar, tudo quanto ordenar. O fiel obedece ao que Cristo mandar.” Que possamos estar vivendo a fé intensamente e observando-a ardentemente em nossas vidas. Que vida e fé sejam partes de um todo espiritual que nos envolve e emociona. Que crença e prática sejam extensões de uma vida totalmente consagrada no altar de Deus e submissa à sua vontade. Amém!

CONVOCAÇÃO DOS TRINTA



“E disse o SENHOR a Gideão: Muito é o povo que está contigo, para eu dar aos midianitas em sua mão; a fim de que Israel não se glorie contra mim, dizendo: A minha mão me livrou” (Jz 7.3).

A história de Israel registra um momento importante de desafio e vitória tendo a Gideão como líder. Gideão, também conhecido como Jerubaal (7.1) era um líder nato em quem o povo confiava. Foi levantado por Deus para organizar o povo e prepará-lo para o enfrentamento dos inimigos. Mas, o povo era orgulhoso e, muitas vezes, confiava em seu próprio potencial, esquecido de que do Senhor vem a vitória. Daí a orientação de Deus para que Gideão diminuísse a quantidade dos guerreiros.

Os que vão à frente, os que lideram, não podem ser muitos. Mas precisam ser preparados. Deus orientou que se fizesse um teste. Antes, porém, os medrosos e tímidos (7. 3) deveriam assumir sua condição e retirar-se. Mesmo com a desistência dos 22 mil, Deus ainda achou muito e, então, propôs o teste: quem se abaixar para beber a água, ajoelhando-se, não estaria apto para ir, pois a batalha exige precisão, eficácia e pressa (7.4-6). Foram eliminados, com o teste, quase 10 mil. Sobraram 300. Era o que Deus precisava para dar a vitória a Israel naquela batalha contra os midianitas.

Não preciso de 300, mas de 30 homens e mulheres que estejam dispostos a um novo desafio do Senhor para suas vidas. 30 crentes que Deus vai usar para transformar vidas e alcançar novas pessoas para Cristo Jesus. Como o exemplo bíblico, não podem ser medrosos e tímidos. Não podem ser descansados e desinteressados. Precisam ser voluntários dispostos a deixar Deus agir em suas vidas e tornarem-se canais de bênçãos para sua família, igreja e comunidade.

Assim como os 300 de Gideão deram a vitória ao povo de Israel sendo instrumentos nas mãos de Deus, os 30 que se apresentarem como voluntários dessa convocação serão canais de bênçãos do Senhor para dar vitórias a nossa Igreja. Feita a escolha dos 300, sob o comando de Deus, Gideão partiu com eles para a vitória sobre os midianitas (7.9).

Se o irmão quer ser um voluntário de Deus para um novo desafio na vida da Igreja, apresente-se após o culto, quando vamos ter uma breve reunião para exposição do Projeto. Após a seleção dos 30, sob a orientação divina, vamos partir para a conquista das bênçãos que o Senhor tem para nós.
Que Deus abençoe sua vida e que durante este culto o irmão esteja orando sobre a possibilidade de apresentar-se como um dos que Deus quer usar para este novo desafio na vida da Igreja.

DECISÕES PARA UM NOVO ANO!



Neste ano serei diferente! Vou tomar decisões que irão mudar completamente minha vida. Afinal de contas, quero experimentar novidades que possam trazer-me uma maior satisfação espiritual e, consequentemente, mudanças significativas em todas as áreas da minha vida. Posso alistar algumas destas decisões que estão em meu pensamento agora:

1ª) Quero ter maior comunhão com Deus. A vida é muito breve e não quero perder-me com o não-essencial. Vou priorizar Deus e o seu Reino em minha vida.

2ª) Vou ler mais a Bíblia. Quem sabe, até ler a Bíblia toda durante este ano de 2010. Isso vai me ajudar na primeira decisão de ter uma maior comunhão com Deus. Será estudando a Bíblia que vou conhecê-lo mais e poder fazer melhor a sua vontade.

3ª) Vou orar mais. Esta decisão também tem a ver com meu desejo de ter mais comunhão com Deus. Mas, quero orar com qualidade. Não só pedir, mas também agradecer. Além disso, vou mudar o foco das minhas orações. Quero louvar, adorar, confessar. Não necessariamente nesta ordem, mas quero abrir meu coração diante de Deus e permitir o fruir de sua graça incomparável.

4ª) Vou participar mais assiduamente das atividades da Igreja. Entendo que minha Igreja precisa de mim e eu dela. E que meu Deus quer ver-me envolvido no progresso do seu Reino.

5ª) Vou tornar-me aluno da EBD. Ou, quem sabe, ser um aluno com melhor freqüência. Esta é uma resolução que vai me levar a um melhor conhecimento da Palavra e a uma maior comunhão com meus irmãos em Cristo.

6ª) Quero contribuir para que o Culto de quarta-feira seja dinâmico. Tenho feito tanta coisa nas minhas noites e não me custa nada dedicar a noite de quarta-feira para estar na Casa de Deus. Desta forma darei minha contribuição para que as atividades da Igreja possam ser mais bem realizadas.

7ª) Não perderei nenhum encontro do Projeto “A Igreja em Sua Casa”. Entendo que esta é uma forma de comunhão que Deus tem usado nos últimos tempos em nossa grei, e não quero ficar de fora. Vencerei todos os obstáculos, o cansaço é um deles, para não perder estes encontros.

8ª) Serei um dizimista fiel. Sei que tudo que tenho é do Senhor e que devolver a décima parte é mais do que minha obrigação como cristão. Não quero ser achado reprovado na fidelidade a Deus.

Ah, quantos de nós tomamos decisões como estas! Mas, quantos realmente as cumprimos? Precisamos entrar no novo ano com resoluções que nos levem a uma vida de qualidade e ao crescimento da Igreja. Que todos possamos almejar e buscar incessantemente coisas boas para este novo ano.

PARA A GLÓRIA DE DEUS!



O grande poeta português, Fernando Pessoa, disse algo assim: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena!” Na nossa visão cristã, as coisas valem à pena quando estão submetidas à vontade de Deus. Dele mesmo temos aprendido que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”.

“Almas pequenas” expressam a pequenez, a mentalidade tacanha, a falta de visão, o medo do novo, a recuada ante os desafios da vida, daqueles que preferem levar uma vida medíocre a ter que se aventurar pelos caminhos do desconhecido e do inusitado.

Certo é, porém, que quem assim se fecha, impõe para si certos limites, certos enquadramentos, que fazem com que sua vida não alce vôos mais altos, não alcance novos patamares e não veja a luz de um dia mais interessante, mais radiante, com novas esperanças e oportunidades.

Há até um ditado popular que assegura que “quem não arrisca, não petisca!” Ou seja, as conquistas são próprias de corações inquietos que estão sempre em busca de novos desafios e novos horizontes.

No plano espiritual, tudo o que fizermos neste mundo deve estar condicionado à glorificação de Deus, nosso Pai. Esta é a recomendação bíblica. O que fizermos, deve objetivar a exaltação do nome de Jesus Cristo (a quem toda língua confessará e todo joelho se dobrará) e a glorificação do nome de Deus.

Fazer qualquer coisa nesta vida para buscar a glória deste mundo é vaidade e morre na própria ação (como os hipócritas que ao orarem em pé, nas esquinas, recebiam no ato o próprio galardão). Mas nós, cristãos deste século, queremos a glorificação do nome de Deus e o governo de Cristo sobre todos. Daí que nos esmeramos em fazer o melhor para o Reino de Deus, sabedores de que nos aguarda algo muito melhor junto ao Pai.

Que Deus abençoe a nossa Igreja e que possamos fazer muitas coisas para honrar e glorificar o nome de Deus na terra. Coloque sua vida ainda mais no altar do Senhor.

domingo, 8 de maio de 2011

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 06



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro entrega parte de suas finanças;
o discípulo entrega toda a sua vida."


Este sexto princípio acerca do discipulado, trata da questão das finanças. Ele procura estabelecer o enfoque correto acerca dos bens e das posses. De quem somos? A quem pertence o que temos? Para que servem os bens que possuímos? Com que finalidade Deus coloca sob nossa administração valores? O que existe de melhor neste mundo? Quais riquezas vale a pena acumular?

Jesus advertiu seriamente sobre o cuidado para não se ocupar em guardar tesouros nesta vida, mas acumulá-los nos céus (Mt 6.19-21). Muitos há que passam a sua vida de forma atarefada e estressante, ocupados em angariar bens e multiplicar dinheiro, sem se dar conta de que nada do que angariarem neste mundo poderão levar para a eternidade. Muitos se enriquecem sem desfrutar do resultado do seu trabalho, repassando para filhos heranças que irão dilapidar sem remorso, pois não lhes custou o suor.

Apesar dessas experiências, há crentes que ainda não se deram conta do valor do Salmo 24, quando prega acerca do Senhorio de Deus sobre todas as coisas: "Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam." Recusam-se a serem liberais para a Igreja, generosos com o Reino, contribuintes de missões, colaboradores da causa social e sustentadores de projetos edificantes na Obra do Senhor.

Novamente vamos detectar um diferencial de motivação dentro da Igreja. O membro entrega parte de suas finanças para a Igreja: O dízimo, alguma oferta alçada, seja para missões ou um projeto de construção. Fazendo assim, acha que está fazendo muito. Mas o discípulo, além de disponibilizar os seus recursos para o Reino de Deus, doa-se para a Causa. Ele sabe que sua vida não lhe pertence, mas sim a Deus, por isso, entrega-se totalmente ao seu Criador.

Lembro da história de uma menina que estava sendo ensinada pelo pai a ser dizimista e, quando ganhou seu primeiro dinheirinho - uma nota de dez reais -, pediu para que o pai trocasse por notas de um real. Quando estava com o dinheiro trocado, pegou duas notas de um, e colocou no envelope de dízimo. O pai retrucou dizendo que ela havia errado. Mas ela disse que não. E perguntou: "Pai, mas o dízimo não é de Deus?" "Sim, minha filha!" "Pois eu estou devolvendo a Deus o que é dele e estou dando uma parte minha!" E acrescentou: "Eu quero fazer alguma coisa para o Reino de Deus. Se eu der só os dez por cento, não estou fazendo nada, apenas entregando a Deus aquilo que lhe pertence..."

Quantos crentes precisam aprender com esta menina... Aprender que se formos fiéis na entrega dos dízimos não estamos fazendo nada. Apenas devolvendo a Deus o que lhe pertence. Você quer ser um real participante da Obra de Deus? Você quer dar uma contribuição de valor para o crescimento da Igreja, a edificação de vidas, a salvação de almas e o sustento de missões? Então, coloque sua vida no altar de Deus e deixe-se tomar de liberalidade e amor cristão.

A diferença do membro de Igreja para o discípulo é que aquele faz as coisas por obrigação e por um sentimento vazio de amor. Mas este, o discípulo, sabe que tudo o que tem e é pertence a Deus e que toda a sua vida deve ser consagrada no altar do Mestre. Por isso que ele não só contribui para o sustento da Obra - e o faz de coração alegre, usufruindo da bem-aventurança daquele que é generoso -, mas entrega a própria vida, por sabê-la posse de seu Deus e quer gastá-la na Seara do Mestre.

Que Deus nos abençoe a não termos qualquer tipo de apego aos bens dessa vida, mas a nos despojarmos do que temos para consagrarmo-nos totalmente ao nosso Deus. Sejamos discípulos verdadeiros, honrando o chamado do Mestre.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 05



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro gosta de elogios; o discípulo do sacrifício vivo."

Este quinto princípio acerca do discipulado, volta a tratar da questão da motivação. A pergunta que está por trás deste princípio é: O que motiva o crente a fazer a Obra de Deus? Sabemos que o ser humano é movido a motivação. Com certeza, todos nós precisamos deste combustível para funcionar. A questão é se estamos usando a motivação certa para trabalharmos na Seara do Mestre.

Novamente vamos detectar um diferencial de motivação dentro da Igreja. Como o discípulo verdadeiro possui motivações corretas, concluímos que muito dos problemas encontrados nas igrejas tem a ver com membros, que simplesmente cumprem sua função domingueira sem vivenciarem a verdadeira vida discipular.

"Gostar de elogios" talvez não seja o problema maior. Afinal de contas quem não gosta?! A própria Psicologia trata, com destaque, da importância do elogio na motivação de um funcionário, por exemplo. A questão se complica, quando se depende dos elogios para sobreviver como pessoa e como cristão. Ou seja, tornar-se um viciado, um dependente de elogios.

Crente que é movido a elogios ainda não compreendeu o significado pleno da Graça. Precisa voltar a freqüentar os primeiros passos da fé, quando se busca objetivamente o conhecimento do Sagrado e se abre, de coração sincero, para a experiência da fé, tal qual criança que se maravilha com o afago dos céus. Paulo ouviu de Deus o que precisava ouvir: "A minha graça te basta!" Quem precisa de algo mais?

Se muitas vezes o indivíduo que é tão somente um mero membro de igreja, freqüentador de cultos, depende de elogios para sobreviver espiritualmente; o discípulo verdadeiro, aquele que compreende todas as implicações de se viver debaixo da graça de Deus, dependente de seu amor e sob sua proteção, cumprindo a missão que lhe foi confiada, este, almeja, com todas as forças de sua fé, o sacrifício vivo do culto e do serviço cristão que agrada a Deus.

Foi o Apóstolo Paulo quem disse: Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm 12.1). O discípulo se apresenta como voluntário da fé para fazer a Obra de Deus. E o faz na consciência de que está apresentando um sacrifício vivo, verdadeiro, sincero, do mais profundo da alma, como oferta ao Deus de amor que tudo faz por ele.

A atuação do discípulo em prol do crescimento e da expansão do Reino de Deus na terra, é decorrente de sacrifício como oferta voluntária a um Deus de amor que tem feito tanto por nós que nunca chegaremos a fazer tudo o que seria razoável para expressar um pouco de gratidão. O sacrifício do discípulo, além de ser vivo (lembre-se que há muita gente disposta a morrer por Cristo, mas o que ele quer mesmo é que vivamos por ele...), também é santo e agradável a Deus.

O trabalho do discípulo é uma dedicação honesta ao Deus de amor que o salvou. Ele não depende de nada mais. Ele simplesmente compreende que o mínimo que pode oferecer ao Deus que o resgatou é uma vida de serviço cristão, na experiência de uma vida discipuladora e abençoada.

Que Deus nos abençoe a não dependermos de elogios para sobreviver espiritualmente, e que sejamos discípulos verdadeiros, honrando o chamado do Mestre.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 03



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro se ganha; o discípulo se faz."

Neste terceiro princípio acerca do discipulado, vamos destacar a forma como se origina um discípulo. Queremos ver valores que estão por trás da origem e formação do discípulo.

Como muitas igrejas, em não raros casos, estão preocupadas com a ampliação de sua membresia, tal investimento, por si só, acaba tornando-se motivo de enfraquecimento da Igreja como um todo.

Não há nenhum mal intrínseco no fato de se buscar o crescimento - a expansão faz parte da proposta de crescimento da Igreja - o problema é quando se quer crescer a qualquer custo, de qualquer maneira.

Membros se ganham no atacadão da fé. Para tanto, basta um pouco mais de esforço evangelístico, um atrativo, uma boa programação musical, a oferta pura e simples dos periféricos da fé, tais como: simpatia, qualidade patrimonial, amizades, confraternização, eventos. Então, membro se conquista pela oferta de serviços religiosos de qualidade, na prateleira de escolha da multiplicidade religiosa de nossos dias.

Agora, discípulo é outra coisa. Discípulo verdadeiro - aquele que reproduz em sua vida o exemplo de Cristo -, este não se ganha; se faz. Discípulo se faz. Discípulo se constrói. É preciso esforço. É preciso empenho. É preciso dedicação. É preciso vontade.

Para se fazer um discípulo, faz-se necessário todo o investimento que o discípulo que o antecedeu pode fazer para tal tarefa. Aprendemos então que discípulo é feito por discípulo. "Queres formar um discípulo? Torne-te um deles!" Ser discípulo acontece primeiramente em nós. É a partir de cada um, que se formam discípulos sadios.

A boa formação de discípulos depende do grau de relacionamento que cada discípulo-discipulador tem com seu Mestre. O relacionamento sadio entre discípulo e Mestre será objeto de atenção e imitação por parte dos novos discípulos.

Daí vamos aprender que fazer discípulos também é uma arte: A arte daqueles que se apaixonaram por Jesus e vivem de lapidar vidas para que elas reproduzam o caráter do Salvador. Isso exige dedicação, amor, empenho. Para se construir um discípulo é preciso atenção voltada para a grande missão que é tal empreitada. Discípulos se fazem através do exemplo. Os futuros nunca serão melhores do que os atuais, pois discipulado é acima de tudo reprodução de um estilo de vida. Somos, então, responsáveis pela vivência fiel do Evangelho para que através de nós sejam feitos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo que o amam e, com dedicação, testemunham de sua vida.

Que Deus nos abençoe no cumprimento desta tarefa tão envolvente de fazer discípulos, pois foi isto que Jesus nos ensinou: "Ide, fazei discípulos de todas as nações...".

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 02



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro luta por crescer; o discípulo luta para reproduzir-se."

Neste segundo princípio acerca do discipulado, quero destacar a diferença de enfoque que existe na vida de um membro de Igreja que não está engajado na Obra do Discipulado, e na vida daquele que abraçou o chamado de Jesus e está envolvido em sua Obra.

O membro de Igreja, na sua sinceridade - talvez fruto de um aprendizado equivocado -, está investindo seu tempo, seus talentos, seus recursos, buscando crescer. Esta é a sua luta: Dar o máximo de si para que experimente um crescimento pessoal que seja nítido, visível, palpável, e isto nas mais diversas áreas da sua vida, contemplando, com certeza, o espiritual.

Nenhum problema com isto. Crescer, desenvolver-se, deve ser meta na vida de qualquer indivíduo. Aprendemos isto desde cedo, pois o sentido evolutivo da vida, nos impulsiona à busca do melhor, do maior, num projeto pessoal ambicioso que nos faça progredir sempre.

Também na Igreja, temos ensinado isto sempre. Cada cristão deve "crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo", como, aliás, é recomendação apostólica. Nenhum mal nisto, pelo contrário, quem não cresce - e, do ponto de vista espiritual, precisa de comunhão, leitura bíblica, oração, serviço cristão, evangelização para que isto aconteça - tende a estagnar-se, acomodar-se, murchar e morrer. Então o crescimento não é só recomendável, mas acima de tudo desejável e, um imperativo, na vida do crente.

Então qual o problema? Onde reside a questão? No enfoque. Quando o membro de Igreja "luta por crescer", existe aí toda uma visão egoísta. No fundo é ele quem está crescendo. Este crescimento, muitas vezes, á auto-centralizado, voltado para a satisfação pessoal. Porém, se deve haver o crescimento na vida do crente, este crescimento, além de ser para dentro, deve ser, também, para fora. Esta é a visão do discípulo, diferentemente da visão de um mero membro de Igreja, que não está engajado na Obra do Senhor.

O discípulo não quer apenas crescer; ele quer multiplicar-se. Então, sua visão, seu enfoque, é altruísta. Ele quer crescer para expandir. Ele quer crescer para gerar novos discípulos. Ele quer crescer para que através de sua vida o Reino de Deus se expanda na face da terra.

Então a luta do discípulo não é só para crescer. Sua luta é para reproduzir-se, dar frutos, tornar sua vida e testemunho exemplos a serem seguidos para que a mensagem do Cristo se perpetue na história, no tempo e no espaço, e faça um novo traço - desenho rabiscado de amor -, das ações benfazejas de Deus sopradas em sua vida.

Para tanto, o discípulo tem como lema a recomendação paulina: "E o que de mim ouviste, diante de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros" (2Tm 2.2). Nessa cadeia de transmissão sistemática do Evangelho, o discípulo se multiplica e vê os efeitos do amor de Deus contagiando a humanidade.

É tempo de agir, de mudar o enfoque, de crescer para fora. De expandir e perceber os efeitos multiplicadores do Evangelho em nossa sociedade. Que sejamos estes canais, instrumentos do divino, para levar esta mensagem de fé, esperança e amor até outros.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!

A DIFERENÇA ENTRE O MEMBRO DE IGREJA E O DISCÍPULO DE JESUS - 01



Todo discípulo é um membro da igreja, mas nem todo
membro de igreja é um discípulo de Jesus. Sabe porquê?

"O membro espera pães e peixes; o discípulo é um pescador."

Este é o primeiro princípio acerca do discipulado que quero destacar para os irmãos nesta série de pastorais sobre o tema. Lembremo-nos que um princípio é uma regra, lei, preceito. Ou, então, um ditame moral, sentença, máxima. É neste sentido que queremos usá-los, algo que tem ensinamentos a serem transmitidos.

O principal problema da Igreja contemporânea não está na mudança do conteúdo da sua fé, mas na forma de vivência dela por parte de seus membros. Todos os irmãos sabem o quanto estamos trabalhando no sentido de formar uma Igreja com a marca do discipulado. Queremos transformarmo-nos na "Igreja do Discípulo" e, para tanto, precisamos mudar de mentalidade; deixar a idéia mesquinha, tacanha, de uma Igreja voltada para si mesma, para a satisfação de seus interesses, no lugar de se construir uma exo-Igreja, voltada para fora, em direção aos que precisam ser salvos e carecem da nossa atuação.

Deixar de ser mero membro de igreja para alcançar o status de discípulo deve ser o ideal de cada crente. Foi para isso que Deus nos chamou. Precisamos honrar este chamado, apresentando-nos voluntariamente para a obra do Evangelho.

No princípio que queremos destacar hoje, tomamos o exemplo da multiplicação dos pães e peixes por Jesus para extrair esta lição tão importante acerca do comportamento humano. A atitude da multidão que, faminta, acomodou-se na inércia do não-fazer, do esperar acontecer, só porque Jesus era Deus, tinha poder, e, por certo providenciaria um milagre - fizera tantos, mais um não lhe seria demais - é típico de muitos crentes hoje em dia.

Vivemos uma geração acomodada. Queremos tudo pronto a tempo e a hora. Queremos receber as coisas "de bandeja", servidos nababescamente na sombra refrescante da mordomia eclesiástica. É a lei do menor esforço. Mas esta pode ser a postura do crente acomodado, aquele que tem sido identificado pela alcunha perversa de "esquenta banco", inativo, desanimado, desinteressado e tanto mais. Nunca, o comportamento de um verdadeiro discípulo de Jesus.

Se o simples membro vai a Igreja para receber, nunca para dar, doar-se de si mesmo para Deus, para o próximo, para o irmão em Cristo, no clássico exemplo de quem espera receber das mãos do Senhor os "pães e peixes" da sua acomodação; o discípulo, ao contrário, se dispõe a ser um trabalhador, a estar na equipe, a formar um conjunto harmônico com os outros, a tomar a vara de pescar na mão e, com a ajuda do Mestre, ser preparado para tornar-se um pescador.

O discípulo trabalha. Ele é pró-ativo, luta, esforça-se e conquista. Não espera acontecer. Ele faz a hora. Vai à luta, e, conseqüentemente, alcança vitórias. Se o irmão quer ser um discípulo verdadeiro, que floresce e frutifica, parta para a ação concreta no Reino de Deus. Seja um agente de transformações no mundo, dando a sua parcela de contribuição para o crescimento do Reino de Deus.

Que para tanto, o Senhor nos abençoe!