Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de junho de 2011

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES V



Já caminhando para o encerramento desta série sobre as religiões em nosso país, vamos focalizar nesta edição os movimentos de tendência profética. São movimentos que se utilizam do apego dos crentes pelas questões relativas à Volta de Jesus Cristo para fazer interpretações equivocadas do que a Bíblia fala sobre o assunto e, também, criar doutrinas e práticas que se prestam a manutenção do movimento religioso em si, mas que destoam profundamente da verdade bíblica.
São movimentos proselitistas que se criam nos meios religiosos, pois confundem a cabeça dos incautos com interpretações errôneas da Palavra de Deus. Mas, como disse Jesus, não é possível enganar os escolhidos (MT 24.24). Vamos analisar, então, estas tendências proféticas e procurar entender em que elas crêem.

Os movimentos religiosos proféticos
Esta categoria de movimento religioso engloba uma gama de seitas e denominações, sendo necessário muito espaço para falar de todas. Oriundas das denominações históricas, que surgiram exatamente para preservar o cristianismo em sua forma bíblica, elas são frutos de cisões, rachas, a partir de visões, revelações tidas por alguém, um líder geralmente, que então, parte para um novo movimento. Passam a ter esse enquadramento pela impropriedade de entendimento do que seja profecia, já que associam ao termo idéias de adivinhação, vidência, futurismo, que não estão presentes em sua origem bíblica.
Nesta categoria, podemos alistar as mais conhecidas como: Adventismo do Sétimo Dia, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (os mórmons), Ciência Cristã, Testemunhas de Jeová, Congregação Cristã no Brasil, dentre outras.
Os cuidados que precisamos ter com estes movimentos decorrem de sua tentativa de marcar a volta de Jesus Cristo (Adventistas e Mórmons), fato este não revelado pela Palavra de Deus (Mt 24.36); a anulação da salvação em Cristo Jesus, ao não reconhecê-lo como Deus (Testemunhas de Jeová), o que se constitui em heresia combatida pela maioria dos evangélicos (At 4.12; Jo 14.6,10,11); o batismo pelos mortos e a salvação da mulher atrelada ao casamento (Mórmons); a rejeição do ministério pastoral, do dízimo e da pregação (Congregação Cristã no Brasil); dentre outras aberrações. Estas são influências nocivas que precisamos delas nos prevenir para estarmos no centro da vontade de Deus.
Ressaltamos a recomendação bíblica de Jesus sobre a vigilância. Nosso Soberano Deus quer encontrar em seus discípulos profundos conhecedores de sua Palavra. Que Deus nos oriente a ficarmos firmes.

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES IV



O Brasil do final do séc. XX até nossos dias é para os movimentos religiosos o que foi os Estados Unidos do fim do séc. XIX: um celeiro de tendências e experimentos. Contingências sócio-econômicas, com acentuadas desigualdades sociais; fracasso da política em apresentar soluções; decepção com religiosidade nominal que não propõe mudanças; tudo isso, num cenário débil como o foi à década de 80 do séc. XX (para muitos, a “década perdida”), corroborou para o surgimento de religiões e seitas de vários matizes.
Do Oriente vieram seitas que encontraram no país um terreno propício para disseminação de suas ideias. Vamos analisar hoje estas tendências vindas do Oriente e procurar entender o que elas pretendem.

Os movimentos religiosos orientais
Além do Budismo que tem crescido muito no mundo ocidental, inclusive no Brasil, com monges e mosteiros de origem tibetana instalados no país, os movimentos orientais são facilmente perceptíveis em seitas como: Perfect Liberty, Seicho-no-iê e Igreja Messiânica.
Destas, a mais nociva é a Igreja Messiânica, visto que muitos evangélicos a tem confundido com uma denominação cristã - por causa do nome -, sem saber que este "messias" não é Jesus Cristo, mas o fundador da seita, um japonês, que publica uma revista mensal, com artigos vários para doutrinar seus fiéis e atrair novos adeptos. Trata-se de uma religião do corpo e da mente. A idéia é alcançar satisfação pessoal através de orações ritualistas que tem a finalidade de apaziguar o coração.
Mas ainda há a Seita da Unificação, do reverendo coreano S. M. Moon, que auto-intitula-se o novo messias, enviado por Deus em substituição a Jesus Cristo, já que este teria fracassado em seu plano para salvar a humanidade. Também muito nociva esta seita, procura-se identificar como cristã, algo impossível, a partir do momento em que invalida a salvação que vem da cruz de Cristo. Presente no Brasil a seita está muito ligada a grandes conglomerados econômicos mundiais, fato este que tem gerado alguns processos ao seu fundador.
A recomendação bíblica de Jesus deve continuar sendo a tônica dos verdadeiros cristãos: ser vigilantes! (MT 24). Deus que encontrar em seus discípulos verdadeiros seguidores que não se iludem com os modismos nem com o ilusionismo de religiões que atendem o corpo, a psique, mas não suficientes para resolver os problemas da alma.

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES II



Outro movimento que é muito forte no Brasil é o movimento voltado para tendências espíritas e espiritualistas. Quando na França, país de origem do kardecismo, tal tendência é nula, inexpressiva; no Brasil, terra fértil para novidades, o brasileiro fez o espiritismo se enraizar. Também aqui ele misturou tudo. Até uma aproximação de valores cristãos existe.
A mídia também vende o espiritismo como algo moderno, cult. Novelas da tevê Globo, além dos últimos filmes sobre Chico Xavier, têm contribuído para a glamorização do espiritismo, que sabemos ser contrário as verdades das Escrituras Sagradas.
Vamos analisar as várias correntes desse movimento religioso que afeta o povo de Deus em nossos dias.

Os movimentos religiosos espíritas
A outra influência que queremos analisar é a que vem das seitas espíritas. Este segmento religioso é muito forte no Brasil, onde encontrou no catolicismo um aliado importante para desenvolver-se. Muitos brasileiros que se dizem católicos são assíduos freqüentadores de terreiros de macumba e centros espíritas. Este sincretismo religioso encontrado em larga escala no país é nocivo a qualquer religião que se preza e revelador do afastamento do homem de Deus.
Mas a influência espírita está presente não só nas religiões de origem afro (candomblé, umbanda), mas também no kardecismo, esta falácia filosófico-religiosa que engoda milhares de brasileiros com a sua pretensão de ter resposta para tudo. Além disso, está presente em instituições que se apresentam de maneira simpática, como a LBV (Legião da Boa Vontade), mas que não passam de artifícios satânicos para fazer desaparecer o valor da cruz de Cristo.
A influência espírita com seu uso de expedientes de magia negra, mesa branca, despachos e macumbarias, cartas e tarots e tudo o que diga respeito a este magismo religioso é algo que deve ser expurgado com firmeza, pois várias seitas neo-pentecostais têm se utilizado dos recursos de origem espírita para, de forma modificada, fazer a troca do ritual, de fonte espírita para uma fonte que se suponha cristã-evangélica. Práticas de sal grosso, galhos de arruda, óleos e saramaleques outros, são de origem espírita e tem sido usadas em larga escala no meio neo-pentecostal.
Mas, o que precisamos combater é o uso da caridade, boas obras, como forma de se comprar a salvação, contrapondo-se ao sacrifício vicário de Cristo e a afirmação de que "a salvação é pela graça e não por obras" (cf. Ef 2,8,9). Além disso, precisamos combater a crença na suposta reencarnação da alma como uma segunda chance para o indivíduo que voltará tantas vezes a terra quantas forem necessárias para a sua purificação. A Bíblia condena tal crença (Hb 9.27).
Continuamos a afirmar: Precisamos ter cuidado com as aparências. Ajudar os outros, fazer caridade, ter repostas prontas sobre o além e sobre males desta vida, muitas vezes é atraente, mas é um engodo de Satanás para afastar as pessoas da verdade salvadora em Cristo Jesus. Que Deus nos abençoe e permita que sejamos verdadeiros crentes fiéis.

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES I



O poder da mídia se expandiu de uma forma avassaladora na segunda metade do Século XX e tornou-se o grande instrumento das seitas e religiões diversas para divulgar suas doutrinas e práticas. Dessa forma, a população e os crentes de modo geral passaram a receber uma gama enorme de informação religiosa que antes só tinham acesso de "ficar sabendo" por alguém.
Some-se a isso a própria filosofia existencialista que demarca a sociedade moderna, em que um leque de opções se apresenta aos indivíduos que passam a poder fazer a escolha sobre o que melhor lhe interessa na prateleira do supermercado da fé - é o que se chama de "sociedade plural" - e temos os ingredientes necessários para provocar inquietação, dúvidas e incertezas.
Assim sendo, o indivíduo crente, que no passado recebia influência apenas da liderança de sua Igreja local, quando muito, através da participação em algum congresso denominacional; hoje é "pastoreado" por meio de várias fontes e diversos líderes: rádio, tevê, fitas, vídeos etc. O que contribui em muito para a desorganização da identidade eclesiástica, a crença em heresias como se fora verdade e outros males.
Esta multiplicidade de influência que é bombardeada sobre o crente todo dia, nesta geração, inquieta a todos os que buscam uma religiosidade sadia, séria, calcada nas Escrituras Sagradas.
Vamos analisar as várias correntes de movimentos religiosos que afetam o povo de Deus em nossos dias.

Os movimentos religiosos católicos
Até bem pouco tempo atrás a influência católica era proveniente de suas lutas de classes, seu envolvimento com o operariado, fruto das "comunidades eclesiais de base" e sua adesão à Teologia da Libertação. Os tempos passaram e este enfoque mudou. Todavia, do catolicismo tradicional podia-se perceber a insistência no culto de imagens, idolatria, condenada pela Bíblia (Ex 20.1-5; Sl 115.1-18), a veneração a Maria como mediadora (1Tm 2.5); o atrelamento da salvação à participação na Igreja (At.4.12); tudo isto, ferindo frontalmente as recomendações bíblicas conforme demonstrado pelos textos bíblicos.
Hoje, a RCC, Renovação Carismática Católica, é a maior fonte de influência negativa sobre os cristãos sinceros, a partir do momento em que uma ala do catolicismo vestiu esta capa evangélica e procura conquistar adeptos incautos dentre a comunidade evangélica. O problema maior é que este tipo de catolicismo da RCC mudou seu comportamento litúrgico, mas continua insistindo em aspectos que os verdadeiros evangélicos condenam, tais como idolatria e culto à Maria.
Precisamos ter cuidado com as aparências. Cantar hinos ditos “gospel” e portar a Bíblia debaixo do braço não é sinal de fé e fidelidade nem lá nem em nossos arraiais. Que Deus nos abençoe e permita que sejamos verdadeiros e fiéis crentes.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

CRER E OBSERVAR



Existe em nossos dias uma grande tendência a se viver uma fé superficial. Tem-se religião por uma necessidade familiar, uma imposição do sistema, uma pressão da história ou da tradição. A religião é produto do meio e não resultado da busca do ser por uma reconciliação com o divino.

Dessa forma, ocorre que a religião passa a ser uma prática dissociada do cotidiano: é mero apêndice na trajetória da vida; um esbarrão de começo ou fim de semana; uma coadjuvante inconveniente das vivências no mundo contemporâneo. Daí que a fé deixa de ser um produto de consumo indispensável para ser apenas experiência descartável de um momento da vida.

Uma fé assim experenciada resulta em fracasso da moral, da espiritualidade, da religião e dos valores bíblico-cristãos. Uma fé assim vivida é causa do descalabro moral, da violência e da imoralidade que campeia no país e no mundo. O afastamento do indivíduo de Deus o leva a relativizar sua existência e suas relações sociais. Não há valores balizadores que conduzam cada ser para uma vida mais ordeira, honesta e voltada para a espiritualidade.

Essa influência nociva atinge também os cristãos, tornando sua experiência de fé vazia e sua vivência eclesiástica amorfa. A paixão pelas almas perdidas fica apagada e já não se evangeliza ou testemunha do amor de Deus como deveria acontecer.

Isso é decorrência da impossibilidade de se pregar o que não se vive. Só pode falar aquele que vive, que vibra com Deus, que tem acesa no coração a chama da fé, que caminha por esta vida conduzido pelos braços divinos.

Daí a importância do binômio: fé e observância. Já bem diz a letra do velho hino: “Crer e observar, tudo quanto ordenar. O fiel obedece ao que Cristo mandar.” Que possamos estar vivendo a fé intensamente e observando-a ardentemente em nossas vidas. Que vida e fé sejam partes de um todo espiritual que nos envolve e emociona. Que crença e prática sejam extensões de uma vida totalmente consagrada no altar de Deus e submissa à sua vontade. Amém!