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sexta-feira, 3 de junho de 2011

TODOS OS ANJOS E DEMÔNIOS




“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12 ).

Início de ano é sempre oportunidade de desejar coisas boas, renovar votos, tentar arrumar algo que ainda esteja bagunçado na vida. São incontáveis as vezes que muitos de nós estivemos envolvidos em balanços da vida, do que foi (o bom e o ruim) e do que será (os projetos, os sonhos). Nem sempre logramos êxito nestas investidas.
Do ponto de vista eclesiástico, a chegada de 2011 pode ser símbolo de uma era que passou e esperança de que algo novo venha no alvorecer da nova década. Mas, para tristeza de muitos e consciência de alguns os anjos e os demônios continuarão a atuar assim como sempre.
Isso porque a nossa vida é direcionada por quem deixamos governar nossas ações. O Apóstolo Paulo fala de uma “batalha espiritual” (Ef 6). Já Pedro recomenda: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1Pe 5.8).
Como no ano que findou, no que virá e para todo o sempre em meio a esta humanidade decaída, teremos os que vão ouvir a voz de Deus e os que darão atenção máxima aos prazeres desta vida, às tentações satânicas, aos apelos do mundo. E você?
Que haja pecados, escândalos, facções, dissidências, sobre isso não precisamos nos assustar. Reflita na palavra de Jesus: “E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!” (Lc 17.1). Nossa preocupação e ocupação deve ser: Que não seja eu! Se cada um de nós nos ocuparmos em fazer o bem em 2011, sendo instrumentos nas mãos de Deus para sua paz, com certeza vamos ajudar o mundo a ser melhor.
Mas estejamos atentos, Satanás não desiste nunca! Seus asseclas, os demônios, potestades e demais subalternos vão continuar a agir. Estejamos preparados com toda a armadura de Deus. Sejamos vencedores sobre tudo isso. Que não tenha sido nós a causa dos problemas que muitos enfrentaram em 2010 e que não sejamos causadores de problemas para ninguém em 2011. Embora Satanás vá querer fazer isso.
Ah, mas fique tranqüilo. Diante das lutas, das batalhas espirituais, se você é de Deus, se está empenhado em dar o seu melhor para o Reino, se está comprometido com a Obra e o Deus da Obra, você pode contar com os anjos de Deus que também continuarão a agir, pois, “o anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Sl 34.7). Que bom saber que podemos ser mais que vencedores com a ajuda de Deus. FELIZ 2011!

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES V



Já caminhando para o encerramento desta série sobre as religiões em nosso país, vamos focalizar nesta edição os movimentos de tendência profética. São movimentos que se utilizam do apego dos crentes pelas questões relativas à Volta de Jesus Cristo para fazer interpretações equivocadas do que a Bíblia fala sobre o assunto e, também, criar doutrinas e práticas que se prestam a manutenção do movimento religioso em si, mas que destoam profundamente da verdade bíblica.
São movimentos proselitistas que se criam nos meios religiosos, pois confundem a cabeça dos incautos com interpretações errôneas da Palavra de Deus. Mas, como disse Jesus, não é possível enganar os escolhidos (MT 24.24). Vamos analisar, então, estas tendências proféticas e procurar entender em que elas crêem.

Os movimentos religiosos proféticos
Esta categoria de movimento religioso engloba uma gama de seitas e denominações, sendo necessário muito espaço para falar de todas. Oriundas das denominações históricas, que surgiram exatamente para preservar o cristianismo em sua forma bíblica, elas são frutos de cisões, rachas, a partir de visões, revelações tidas por alguém, um líder geralmente, que então, parte para um novo movimento. Passam a ter esse enquadramento pela impropriedade de entendimento do que seja profecia, já que associam ao termo idéias de adivinhação, vidência, futurismo, que não estão presentes em sua origem bíblica.
Nesta categoria, podemos alistar as mais conhecidas como: Adventismo do Sétimo Dia, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (os mórmons), Ciência Cristã, Testemunhas de Jeová, Congregação Cristã no Brasil, dentre outras.
Os cuidados que precisamos ter com estes movimentos decorrem de sua tentativa de marcar a volta de Jesus Cristo (Adventistas e Mórmons), fato este não revelado pela Palavra de Deus (Mt 24.36); a anulação da salvação em Cristo Jesus, ao não reconhecê-lo como Deus (Testemunhas de Jeová), o que se constitui em heresia combatida pela maioria dos evangélicos (At 4.12; Jo 14.6,10,11); o batismo pelos mortos e a salvação da mulher atrelada ao casamento (Mórmons); a rejeição do ministério pastoral, do dízimo e da pregação (Congregação Cristã no Brasil); dentre outras aberrações. Estas são influências nocivas que precisamos delas nos prevenir para estarmos no centro da vontade de Deus.
Ressaltamos a recomendação bíblica de Jesus sobre a vigilância. Nosso Soberano Deus quer encontrar em seus discípulos profundos conhecedores de sua Palavra. Que Deus nos oriente a ficarmos firmes.

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES IV



O Brasil do final do séc. XX até nossos dias é para os movimentos religiosos o que foi os Estados Unidos do fim do séc. XIX: um celeiro de tendências e experimentos. Contingências sócio-econômicas, com acentuadas desigualdades sociais; fracasso da política em apresentar soluções; decepção com religiosidade nominal que não propõe mudanças; tudo isso, num cenário débil como o foi à década de 80 do séc. XX (para muitos, a “década perdida”), corroborou para o surgimento de religiões e seitas de vários matizes.
Do Oriente vieram seitas que encontraram no país um terreno propício para disseminação de suas ideias. Vamos analisar hoje estas tendências vindas do Oriente e procurar entender o que elas pretendem.

Os movimentos religiosos orientais
Além do Budismo que tem crescido muito no mundo ocidental, inclusive no Brasil, com monges e mosteiros de origem tibetana instalados no país, os movimentos orientais são facilmente perceptíveis em seitas como: Perfect Liberty, Seicho-no-iê e Igreja Messiânica.
Destas, a mais nociva é a Igreja Messiânica, visto que muitos evangélicos a tem confundido com uma denominação cristã - por causa do nome -, sem saber que este "messias" não é Jesus Cristo, mas o fundador da seita, um japonês, que publica uma revista mensal, com artigos vários para doutrinar seus fiéis e atrair novos adeptos. Trata-se de uma religião do corpo e da mente. A idéia é alcançar satisfação pessoal através de orações ritualistas que tem a finalidade de apaziguar o coração.
Mas ainda há a Seita da Unificação, do reverendo coreano S. M. Moon, que auto-intitula-se o novo messias, enviado por Deus em substituição a Jesus Cristo, já que este teria fracassado em seu plano para salvar a humanidade. Também muito nociva esta seita, procura-se identificar como cristã, algo impossível, a partir do momento em que invalida a salvação que vem da cruz de Cristo. Presente no Brasil a seita está muito ligada a grandes conglomerados econômicos mundiais, fato este que tem gerado alguns processos ao seu fundador.
A recomendação bíblica de Jesus deve continuar sendo a tônica dos verdadeiros cristãos: ser vigilantes! (MT 24). Deus que encontrar em seus discípulos verdadeiros seguidores que não se iludem com os modismos nem com o ilusionismo de religiões que atendem o corpo, a psique, mas não suficientes para resolver os problemas da alma.

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES II



Outro movimento que é muito forte no Brasil é o movimento voltado para tendências espíritas e espiritualistas. Quando na França, país de origem do kardecismo, tal tendência é nula, inexpressiva; no Brasil, terra fértil para novidades, o brasileiro fez o espiritismo se enraizar. Também aqui ele misturou tudo. Até uma aproximação de valores cristãos existe.
A mídia também vende o espiritismo como algo moderno, cult. Novelas da tevê Globo, além dos últimos filmes sobre Chico Xavier, têm contribuído para a glamorização do espiritismo, que sabemos ser contrário as verdades das Escrituras Sagradas.
Vamos analisar as várias correntes desse movimento religioso que afeta o povo de Deus em nossos dias.

Os movimentos religiosos espíritas
A outra influência que queremos analisar é a que vem das seitas espíritas. Este segmento religioso é muito forte no Brasil, onde encontrou no catolicismo um aliado importante para desenvolver-se. Muitos brasileiros que se dizem católicos são assíduos freqüentadores de terreiros de macumba e centros espíritas. Este sincretismo religioso encontrado em larga escala no país é nocivo a qualquer religião que se preza e revelador do afastamento do homem de Deus.
Mas a influência espírita está presente não só nas religiões de origem afro (candomblé, umbanda), mas também no kardecismo, esta falácia filosófico-religiosa que engoda milhares de brasileiros com a sua pretensão de ter resposta para tudo. Além disso, está presente em instituições que se apresentam de maneira simpática, como a LBV (Legião da Boa Vontade), mas que não passam de artifícios satânicos para fazer desaparecer o valor da cruz de Cristo.
A influência espírita com seu uso de expedientes de magia negra, mesa branca, despachos e macumbarias, cartas e tarots e tudo o que diga respeito a este magismo religioso é algo que deve ser expurgado com firmeza, pois várias seitas neo-pentecostais têm se utilizado dos recursos de origem espírita para, de forma modificada, fazer a troca do ritual, de fonte espírita para uma fonte que se suponha cristã-evangélica. Práticas de sal grosso, galhos de arruda, óleos e saramaleques outros, são de origem espírita e tem sido usadas em larga escala no meio neo-pentecostal.
Mas, o que precisamos combater é o uso da caridade, boas obras, como forma de se comprar a salvação, contrapondo-se ao sacrifício vicário de Cristo e a afirmação de que "a salvação é pela graça e não por obras" (cf. Ef 2,8,9). Além disso, precisamos combater a crença na suposta reencarnação da alma como uma segunda chance para o indivíduo que voltará tantas vezes a terra quantas forem necessárias para a sua purificação. A Bíblia condena tal crença (Hb 9.27).
Continuamos a afirmar: Precisamos ter cuidado com as aparências. Ajudar os outros, fazer caridade, ter repostas prontas sobre o além e sobre males desta vida, muitas vezes é atraente, mas é um engodo de Satanás para afastar as pessoas da verdade salvadora em Cristo Jesus. Que Deus nos abençoe e permita que sejamos verdadeiros crentes fiéis.

COMO SER CRENTE EM MEIO A TANTAS RELIGIÕES I



O poder da mídia se expandiu de uma forma avassaladora na segunda metade do Século XX e tornou-se o grande instrumento das seitas e religiões diversas para divulgar suas doutrinas e práticas. Dessa forma, a população e os crentes de modo geral passaram a receber uma gama enorme de informação religiosa que antes só tinham acesso de "ficar sabendo" por alguém.
Some-se a isso a própria filosofia existencialista que demarca a sociedade moderna, em que um leque de opções se apresenta aos indivíduos que passam a poder fazer a escolha sobre o que melhor lhe interessa na prateleira do supermercado da fé - é o que se chama de "sociedade plural" - e temos os ingredientes necessários para provocar inquietação, dúvidas e incertezas.
Assim sendo, o indivíduo crente, que no passado recebia influência apenas da liderança de sua Igreja local, quando muito, através da participação em algum congresso denominacional; hoje é "pastoreado" por meio de várias fontes e diversos líderes: rádio, tevê, fitas, vídeos etc. O que contribui em muito para a desorganização da identidade eclesiástica, a crença em heresias como se fora verdade e outros males.
Esta multiplicidade de influência que é bombardeada sobre o crente todo dia, nesta geração, inquieta a todos os que buscam uma religiosidade sadia, séria, calcada nas Escrituras Sagradas.
Vamos analisar as várias correntes de movimentos religiosos que afetam o povo de Deus em nossos dias.

Os movimentos religiosos católicos
Até bem pouco tempo atrás a influência católica era proveniente de suas lutas de classes, seu envolvimento com o operariado, fruto das "comunidades eclesiais de base" e sua adesão à Teologia da Libertação. Os tempos passaram e este enfoque mudou. Todavia, do catolicismo tradicional podia-se perceber a insistência no culto de imagens, idolatria, condenada pela Bíblia (Ex 20.1-5; Sl 115.1-18), a veneração a Maria como mediadora (1Tm 2.5); o atrelamento da salvação à participação na Igreja (At.4.12); tudo isto, ferindo frontalmente as recomendações bíblicas conforme demonstrado pelos textos bíblicos.
Hoje, a RCC, Renovação Carismática Católica, é a maior fonte de influência negativa sobre os cristãos sinceros, a partir do momento em que uma ala do catolicismo vestiu esta capa evangélica e procura conquistar adeptos incautos dentre a comunidade evangélica. O problema maior é que este tipo de catolicismo da RCC mudou seu comportamento litúrgico, mas continua insistindo em aspectos que os verdadeiros evangélicos condenam, tais como idolatria e culto à Maria.
Precisamos ter cuidado com as aparências. Cantar hinos ditos “gospel” e portar a Bíblia debaixo do braço não é sinal de fé e fidelidade nem lá nem em nossos arraiais. Que Deus nos abençoe e permita que sejamos verdadeiros e fiéis crentes.

EM QUEM NÃO VOU VOTAR...



Hoje é dia de eleições gerais no Brasil. Vou votar. Vamos eleger os novos representantes no Legislativo e no Executivo Estadual e Federal. Serão seis cargos a serem preenchidos: Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador 1, Senador 2, Governador e Presidente. Mas em quem votarei? Esta é uma pergunta de difícil resposta, pois a escolha também não é fácil. Entra eleição e sai eleição e vai ficando cada vez mais difícil escolher candidatos aos vários cargos eletivos. A dificuldade é por conta da escassez de candidatos comprometidos com os valores cristãos.
De uma coisa tenho certeza, e isso posso compartilhar sem causar espécie: sei em quem não votarei! Não votarei em...
a) Candidatos que não tenham a ficha limpa; que sabidamente são corruptos e locupletam-se do cargo para favores pessoais ou conchavos e barganhas políticas vis.
b) Candidatos que se utilizam do povo como massa de manobra e que só aparecem em tempos de eleição para amealhar os votos dos incautos e perpetuar seus interesses.
c) Candidatos que, identificando-se como evangélicos (mesmo que pertencendo a qualquer uma das várias denominações religiosas registradas no país) têm comportamento de utilizar a fé como trampolim para seus interesses.
d) Candidatos que estejam associados a movimentos religiosos que contrariam a minha fé, sejam católicos, pentecostais, espíritas e neo-pentecostais, não por conta de sua fé em Deus que deve ser respeitada, mas por causa de sua prática (idolatria, charlatanismo, misticismo, reencarnacionismo, ilusionismo) que deve ser devidamente rejeitada à luz da Bíblia.
e) Candidatos que defendam bandeiras contrárias aos ensinamentos bíblicos tais como: aborto, casamento homossexual, cerceamento da liberdade de expressão, invasão de propriedade privada, libertinagem sexual, oposição à Bíblia e ao cristianismo.
Poderia elencar ainda outros “tipos” de candidatos nos quais não votaria, mas, creio que estes resumem os cuidados que devemos tomar na hora de escolher nossos candidatos. Ainda duas observações: 1ª) Não se esqueça de privilegiar o critério da competência e do chamado (vocação) para a política sobre outros. Bons evangélicos, podem ser péssimos políticos dando mau testemunho. 2ª) Há casos em que as opções realmente são poucas e no cruzamento dos dados percebe-se que não se tem muito por onde caminhar. Vote com determinação, inteligência, oração e dependência de Deus. Que Deus para tanto nos abençoe e que o Brasil seja verdadeiramente feliz.

A Igreja de Cristo Pode Ser Instrumento da Paz



No mundo em que vivemos: de tantas agressões gratuitas, destemperos verbais, truculências e ódio; as famílias cristãs podem e devem ser identificadas como portadoras da paz de Deus. Jesus disse: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou" (Jo 14.27). Temos a paz de Cristo. Ele no-la deu. Saibamos vivê-la e espalhá-la por onde quer que andemos.
É óbvio que cada crente vai levar a “paz de Cristo” ao mundo, a partir de seu lar e de sua vida. Corações em paz produzem semblantes alegres e convivência agradável. Os crentes precisam ser portadores de uma tranqüilidade, dessa harmonia que só a comunhão com Deus proporciona.
Esta paz de Cristo é inigualável, insuperável. É algo de dentro para fora; é algo do coração. As circunstâncias podem estar difíceis, mas se temos a Deus, tudo vai bem. Com ela, alcançamos as condições necessárias para superar os embates da vida. Como receptáculo desta paz, a família cristã precisa estar disposta a contribuir para a melhoria da qualidade de vida do mundo.
Interessante que esta paz está associada ao Reino de Deus. O que é o Reino de Deus? Muita gente se pergunta e filosofa! Mas, é simples. Tão simples como três palavras: justiça, paz e alegria. Tudo no Espírito (Rm 14.17). O mundo verá o Reino de Deus neste mundo quando puder vislumbrar esta paz em nós, mesmo em meio às dificuldades da vida.
A Bíblia afirma que o nosso Deus não é um Deus de confusão, mas um Deus de paz (1Co 14.33). Assim sendo, o nosso compromisso é seguir, viver, espalhar esta paz (Rm 12.18; 1Co 7.15; Hb 12.14). Façamos a nossa parte na pacificação do mundo. Vivamos em paz e façamos de nossa casa, nossa rua, nosso bairro e nossa cidade bem melhores, porque nós existimos e estamos lá para marcar esta diferença em Cristo Jesus, Aquele que é a nossa paz (Ef 2.14).
Que Deus abençoe as nossas vidas e tenha misericórdia de nossa Igreja neste mês de seu aniversário, para que possamos viver em paz com Deus, com a sociedade, com os irmãos em Cristo, com os familiares e conosco mesmos.

sábado, 14 de maio de 2011

A FAMÍLIA EM FACE DA MODERNIDADE



Se há uma instituição que sofreu com as grandes transformações ocorridas no mundo a partir das décadas finais do século XIX e ao longo de todo o século XX esta instituição foi a família. Os novos valores, a industrialização crescente, a busca desenfreada por progresso, as doutrinas humanistas e materialistas, a ode a um tipo de liberdade que se opõe à moral cristã, tudo isso contribuiu para desajustes internos que levaram a uma nova formulação do “ser família” e, em muitos casos, às perdas irreparáveis para aqueles que não conseguiram se adequar aos novos tempos.

Dentre tantas influências e resultados impostos à família pela modernidade, vamos destacar alguns que marcaram este momento e de alguma forma engendraram mudanças no contexto familiar.

a) Perda do referencial - A família sempre foi o lugar do “eterno retorno”. Podíamos sair para trabalhar, estudar, viajar e nos divertir, mas sabíamos que tínhamos um lar para onde, ao voltar, tudo se ajustaria novamente a uma normalidade tranqüilizadora. A modernidade trouxe alternativas. O indivíduo ampliou o seu mundo e de uma visão intra-lar, passou a cultivar uma visão exo-lar ou extra-lar. A casa já não mais é acolhedora, ela é conservadora e conseqüentemente inibidora de descobertas, de crescimento, de expansão, como o mundo de ofertas lá de fora insiste em nos alcançar. Então, a família passou a ser o epicentro de abalos morais e relacionais que expulsavam o indivíduo para fora - num sentindo inverso de sua vocação -, instigado que era pelas tentações advindas do poder desmantelador das seduções da modernidade sobre sua vida.

b) Superficialidade - A perda do referencial familiar - numa transição sutil do poder de influência, principalmente sobre os mais novos membros da família (crianças, adolescentes e jovens) -, transição esta do poder de coerção da família para o poder liberalizador da sociedade, da mídia e do dinheiro, fez com que surgisse uma era de relacionamentos superficiais, descartáveis, bem ao gosto de cada um e de interesses menos nobres. Esta superficialidade gerou novos relacionamentos intra-lar dos tipos: “cada-qual-vive-como-quer” e “ninguém-é-de-ninguém”, onde relacionamentos frios, distantes, vivendo-se sob a sombra do amor e da comunhão do passado, vão transformar a residência em mero dormitório ou lugar de passagem para voltar a ganhar o mundo de fora no dia seguinte.

c) Descompromisso - Nessa modernidade detentora de novos valores, os membros da família passam a ter compromisso somente com a sua satisfação pessoal. O hedonismo marcante dos nossos dias - em que a satisfação e o prazer pessoais precisam ser alcançados a qualquer custo - é também decorrente dessa modernidade que, ao promover uma superficialidade de relacionamentos, também impõem um total descompromisso para com o outro. O próximo como alvo de atenção humanitária e cristã {como no exemplo do “Bom Samaritano” (Lc 10.25-37) ou do ensino de “amar ao próximo como a si mesmo” (Mc 12.28-34)} deixou de ser a quintessência da virtude solidária, para ser “o inimigo”, “o competidor”, “o frustrador de sonhos”. Ninguém quer se comprometer com nada nem com ninguém. Já temos problemas demais para resolver.

d) Competitividade - Então, estes tempos modernos nos jogam dentro do cruel alçapão da competitividade. Temos que ser bons para prevalecer. Mais que isto, temos que ser os melhores. E isto não só com relação ao mercado de trabalho, mas também em todos os demais aspectos da vida: cultura, sociedade, esportes e até família. Foi deflagrado um processo de competição geral em que estamos sempre nos medindo, comparando, batendo com o outro para conferir quem sabe, quem faz e acontece e quem é o melhor. Então o outro deixa de ser parceiro para ser adversário. E a vida vai se tornando cada vez mais árida e atroz.

e) Urgência - Paralelo a tudo isto se impõe um angustiante sentido de urgência. O que precisa ser feito deve ser feito já. Vivemos uma sociedade apressada, onde a correria é sua marca e o frenesi sua paixão. Não paramos, pensamos, ponderamos. Agimos. E no agir desavisado e tresloucado, nem sempre a presença da sensatez e do equilíbrio, mas a ânsia da realização para se conquistar um lugar ao sol. E muitas vezes isto contamina as famílias cristãs e a própria igreja que cai num ativismo “emburrecedor” que consome energia e aniquila esperanças.

A modernidade, com sua herança nem sempre bendita, precisa ser avaliada face aos problemas enfrentados pelas famílias de nossos dias a fim de que não haja maiores prejuízos do que os que já estão ocorrendo.
Que Deus abençoe cada um de nós a vivermos de acordo com sua vontade e a construirmos famílias biblicamente ajustadas.

O PROJETO ORIGINAL DE DEUS PARA A FAMÍLIA



O modelo de família de Deus para a humanidade e, mais especificamente para os seus filhos, é o modelo de relacionamento responsável, união estável, amor conjugal, interesse mútuo, paternidade e maternidade responsável, participação solidária na vida familiar.

No projeto original de Deus, sua percepção de que não era bom o homem estar só, o leva a formar a mulher, com o propósito de que esta viesse a ser sua companheira, sua ajudadora (Gn 2.18-25). Daí se originou os primeiros filhos. Estava formado o primeiro núcleo familiar no mundo, dentro dos padrões de Deus.

A família que nasce em Deus, é uma família voltada para a satisfação do ser: "Não é bom que o homem esteja só" (Gn 2.18). Esta constatação, por si mesma, evidencia que Deus estava interessado no bem estar da sua criatura. Família, portanto, surgiu para trazer satisfação, complementação, ajuste, prazer, alegria, plenitude e todos os outros sentimentos inerentes a própria condição de ser família. Ou seja, família é para ser bênção segundo a intenção original de Deus. Daí, os servos do Senhor não deverem se contentar com nada menos que uma família bem estabelecida, ajustada, onde reine a paz e o amor. Se não experimentam esta realidade por algum motivo circunstancial, devem lutar diante de Deus, corrigir seus erros (2Cr 7.14) e arrependidos procurar elevar a sua família à condição original para a qual Deus a estabeleceu.

No plano divino a família é formada de um só parceiro/a, por isso Deus providenciou apenas uma companheira para Adão (Gn 2.18) e recomendou que os líderes fossem maridos de uma só mulher (1Tm 3.2). Ele estabeleceu que o casamento fosse o lugar para procriação e que o casal teria essa tarefa de povoar a terra (Gn 1.28). Estabeleceu que o relacionamento entre marido e mulher fosse de submissão, por parte dela (Ef 5.22) e amor, por parte dele (Ef 5.25). Ele definiu que os filhos são bênçãos, heranças, do Senhor (Sl 127.3-5) e que por isso, os pais deveriam zelar por eles, aplicando disciplina, se necessário, com amor (Ef 6.4). Também definiu que os filhos fossem obedientes a seus pais (Ef 6.1) e que a eles deveriam honrar, prometendo longevidade para aqueles que assim procedessem (Ex 20.12). Qualquer constituição familiar que fuja a este padrão divino é pecado, pois contraria frontalmente a intenção de Deus, caracterizando-se como desobediência aos seus ensinamentos. Todo servo de Deus deve primar por uma família dentro dos padrões divinos.

Se necessário, a família deve optar pelos ajustes, mas nunca incorrer em embustes, fugindo daquilo que é recomendado pelas Sagradas Escrituras. O servo do Senhor quererá agir e viver em conformidade com a vontade de seu Deus. Que Deus abençoe cada um de nós a vivermos de acordo com sua vontade e a construirmos famílias biblicamente ajustadas.

COMPREENDENDO O LUGAR DA FAMÍLIA CRISTÃ NO MUNDO



Que papel deve desempenhar uma família cristã hoje? De que forma esta família pode ser significativa para a sociedade em que vive? O que será que os outros, os não-cristãos, esperam das famílias cristãs? Estas são perguntas de grande relevo, posto que nos levam a refletir sobre a participação que devemos ter como famílias cristãs em nossos dias. E o que Deus espera de nós? Vivemos o eterno conflito do "estar no mundo sem ser do mundo" (Jo 15.19). Isto nos aponta dois aspectos básicos que precisam ser experenciados com sabedoria:

1º) Somos família como qualquer outra. Ou seja, somos uma família normal. Temos direito de nos angustiar, quando alguma coisa nos aflige; chorar, quando estamos entristecidos; sorrir, quando há alegria; divertir, quando há motivo para isso.
Vivemos a experiência da vida dentro dos parâmetros normais da humanidade que em nós ainda fala alto e por isso: amamos, cantamos, gritamos, corremos, saltamos, nos cansamos, comemos, bebemos e dormimos.

Somos o que somos nos louvores ou nos folguedos; nas ambições ou nos fracassos; nas conquistas ou nas esperas. Enfrentamos as filas do INSS; o aperto do salário pequeno; o desgaste das filas de banco; a dor da perda de um ente querido; as derrotas do Fluminense (rsrsrs); o cansaço de um dia fastiento; as inseguranças de um filho; as doenças de um familiar e muito mais.

Ser família para nós possui todos os componentes naturais de uma família moderna que precisa acordar cedo para o trabalho ou a escola, que precisa ser responsável e ter o seu ganha-pão, que precisa se imbuir de esperança, coragem e forças para enfrentar todas as vicissitudes da vida. Nada foge à regra da existência comum debaixo desse sol que continua sempre o mesmo: a brilhar e a aquentar maus e bons desde a fundação dos tempos (Ec 1.9; Mt 5.45).

2º) Somos família de uma forma diferente. Quer dizer, não dá para anunciar que somos salvos, que temos a Cristo como nosso Salvador pessoal, e não mostrar para o mundo, e para a vizinhança de forma especial, a nova vida em Cristo. É preciso que nossa vivência familiar na rua em que moramos e no bairro de nossa residência demonstre alguma coisa diferente que é exatamente esta presença restauradora de Cristo em nós.

Seremos famílias normais, mas famílias que se pautam por um diferencial: O reinado de Cristo sobre suas vidas. Famílias onde há lutas e há dificuldades; mas há força de vontade, há comunhão, há harmonia, há desejo de superação, há expectativas, tudo isso a partir da atuação vitoriosa de Deus em nossas vidas.

As pessoas lá fora, quando têm problemas, enchem a cara de cachaça, se drogam, se prostituem e tornam suas vidas mais caóticas ainda. Nós, pela presença do Espírito de Deus, enfrentamos as crises familiares com joelhos no chão, em oração; com dependência de Deus, em submissão à sua vontade.

Temos este grande desafio de compreender o nosso papel como famílias cristãs, vivermos o Evangelho condignamente e ser sal e luz para aqueles que precisam do nosso testemunho para se encontrar com Deus.

Que Deus abençoe cada família da Igreja na busca dessa vivência espiritual do ser família cristã.

O QUE HÁ DE BOM E DE RUIM NO INDIVIDUALISMO



Vamos tentar identificar aspectos do individualismo que poderiam ser classificados de positivos ou negativos. Como tudo na vida, precisamos saber definir o que presta e o que não vale a pena. Rechaçar o ruim; e absorver o bom. Seguir a instrução bíblica: "Examinai tudo. Retende o bem" (1Ts 5.21).

De ruim, no individualismo, podemos destacar os seguintes aspectos:

1º) A extrema valorização dos interesses pessoais sobre os coletivos. Isto se torna altamente prejudicial, à medida que promove um sentimento egoísta, voltado para a realização pessoal e o esquecimento da coletividade.

2º) O indivíduo gravitando em torno de si mesmo. Como decorrência, vamos encontrar um indivíduo focado no seu próprio umbigo, atento ao que lhe interessa, despreocupado com o semelhante, mais interessado no que lhe agrada, a despeito da recomendação paulina - "não busca o seu próprio interesse" -, numa antítese do amor (1Co 13.5). Esta concepção do indivíduo centrado em si mesmo prejudica a visão cristã de família, de corpo.

3º) A obcecada luta para alcançar resultados a qualquer custo. Um esforço sobre-humano para obtenção de resultados satisfatórios na vida pode levar a desastres iminentes. Querer romper com os obstáculos sem domesticá-los pode não ser o melhor caminho. É preciso ter-se equilíbrio, e o individualismo, por privilegiar a valorização do individual em detrimento do coletivo, põe a perder, muitas vezes, os aspectos mais caros da vida em sociedade como: companheirismo, solidariedade, participação, envolvimento e comunhão.

De bom, no individualismo, podemos destacar os seguintes aspectos:

1º) A força interior que impulsiona o indivíduo para a vitória. Desse aspecto não se pode reclamar do individualismo. Essa qualidade de injetar na pessoa um ânimo redobrado para ser tornar uma vencedora. À medida que o indivíduo tem nessa doutrina seu valor mais elevado, ele passa a envidar todos os esforços necessários para, superando-se, alcançar seus objetivos.

2º) Uma visão mais humana da vida. Não se pode negar que o individualismo está muito ligado ao humanismo. A concepção do humanismo também é de valorização do ser humano, embora sem tanta carga no individualismo. Ela pode descambar num ateísmo, se não prover para si uma base cristã de valorização do ser humano a partir da sua existência em Deus. À medida que ressalta a importância do ser humano, o individualismo contribui para este aspecto humanizador da vida, tão desgastado na sociedade tecnocrática em que vivemos.

3º) O reconhecimento da responsabilidade do indivíduo. O individualismo faz o caminho oposto ao dos movimentos contraditórios de massa. Se estes escondem o ser na multidão, e jogam a culpa na sociedade pelos seus fracassos; aquele responsabiliza o indivíduo pelos seus insucessos.

Os cristãos acreditam na possibilidade de restauração do mais cruel indivíduo. Não fora assim, de há muito teria sido melhor interromper a pregação do Evangelho. A Bíblia afirma claramente que "cada um dará conta de si mesmo a Deus" (Rm 14.12; Mt 12.36; 1Pe 4.5), e o individualismo, ao enfatizar a importância do indivíduo acaba corroborando esta idéia que precisa estar mais realçada para a humanidade contemporânea.

Que Deus abençoe a nossa Igreja e que cada irmão esteja cônscio de suas responsabilidades diante da humanidade e, acima de tudo, de Deus.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O PAPEL DAS MULHERES NO REINO DE DEUS



“Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus
(Gálatas 3.28).


É sabido o desprestígio que a mulher gozava nos tempos antigos; mormente em meio a culturas em que o homem exercia o domínio com mão de ferro. Entre os judeus não era diferente. Esta era uma concepção típica dos tempos primitivos. Jesus, porém, com seu senso de unidade, de igualdade e de integração veio derrubar o desfavorecimento da mulher, reunindo a humanidade numa só família e reconstruindo a imagem desfigurada de Deus no ser humano.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos crentes da Galácia, salienta esta verdade, mostrando que todos somos iguais diante da Cruz. Se o pecado iguala a humanidade em uma condição de condenação (Jo 3.18), a fé em Cristo possibilita uma outra afinidade (Ef 2.8,9), agora pelo viés espiritual.

O Século XX trouxe a luta da mulher por um espaço maior na sociedade, a conquista de postos no mercado de trabalho, o reconhecimento de seu valor e a equiparação de sua força de trabalho e de ideias. O movimento feminista prestou grande serviço neste sentido, embora a mulher tenha também perdido alguns valores nesta busca insana por reconhecimento.

A pílula anticoncepcional é símbolo desta liberdade e deste novo momento vivido pela mulher. Mas, a mulher cristã, a mulher que reconhece os valores do lar, da maternidade, da família e do cristianismo - ao lado das conquistas incontáveis que a Sociedade capitalizou para ela -, perdeu muito da sua feminilidade, da sua identidade e aspectos importantes de caráter e princípios que os tempos modernos corromperam.

A mulher conquistou seu espaço. Ai da Sociedade e da Igreja se dispensar a força da mulher. A Igreja tem nas mulheres um forte esteio de espiritualidade, de oração, de amor a missões, de fortalecimento da família, pelos vínculos que o ser-mulher projeta dentro dos papéis sociais definidos. Diante de tudo isso, vale destacar a importância de Cristo no resgate da mulher e de seu papel no mundo. O valor da mulher para a consecução do Reino de Deus na terra é de vital importância. No ministério de Jesus não faltaram mulheres; que estavam por todo lado, recheando as páginas dos evangelhos com sua atuação, seu fervor, seu carinho e sua dedicação.

Neste 8 de Março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, somos gratos a Deus pela vida de cada irmã da Igreja. Que Deus abençoe cada uma e que cada qual cumpra a sua missão com temor e fé.