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sexta-feira, 3 de junho de 2011

JOSÉ LINO, CONSTRUTOR!



“Ama a modesta profissão que aprendeste e contenta-te com ela.”
MARCO AURÉLIO


Emocionei-me ao ver o irmão José Lino segurando um tijolo na segunda que passou. Ele é construtor. Muitas casas já brotaram do nada (saíram do chão cru e se erigiram nos céus de Nova Friburgo), a partir de sua intervenção. Mas, dessa feita, ele não estava construindo para a vida, para habitação, mas para a morte, para o fim...
Quem diria que o jovem que aprendeu a profissão de pedreiro, um dia faria uso de sua profissão para despedir-se de forma digna do pai? Lá atrás, naquele passado em que a carreira profissional despontou, ele jamais poderia imaginar que estaria vivendo este momento. Mas aconteceu. Seu pai, falecido nos seus braços no domingo anterior, baixava a sepultura e tinha o túmulo lacrado com tijolos fornecidos pelo filho construtor.
A imagem recolhida por minha retina no cemitério da pacata Cambiasca, RJ, emocionou-me porque o José Lino, construtor, estava firme, resoluto, cônscio dos últimos acontecimentos, convicto de sua fé e certo de que o pai agora descansava com Deus. José Lino cumpriu com galhardia sua missão e prestou todos os cuidados e despendeu toda a atenção necessária nos últimos meses de vida do pai; já bastante alquebrado pela cruel doença.
Interessante que ele não fez isso por obrigação. Os homens, funcionários públicos, estavam ali para isso. Mas, ele não se olvidou em participar. Força do hábito? Agiu instintivamente? Em parte sim, mas, por tudo o que ele demonstrou nestes últimos meses, muito mais. Quis o desenrolar da vida que ele ali estivesse; como estava; e na expressão que se pode enxergar. O fato é que o construtor virou servente. Apenas ia entregando os tijolos aos funcionários que se apressavam em cumprir sua sina.
Irmão José Lino passou, nestes momentos de despedida do pai, a mensagem de que na vida precisamos estar preparados para o momento derradeiro dos que amamos. Além disso, demonstrou que o que aprendemos será sempre útil nos momentos mais inusitados, e que é preciso dividir com o outro aquilo de bom que vamos recolhendo na estrada da vida. Some-se a isso o fato de que não importa o que somos e o que fazemos, mas precisamos estar sempre prontos para o serviço, para a ajuda, para a contribuição, por pequena que seja, no sentido de fazer funcionar a existência.
Os tijolos nas mãos do irmão José Lino, ali em Cambiasca, ficarão para sempre em minha memória, a ensinar-me que é preciso ajudar: “um ao outro ajudou, e ao seu irmão disse: Esforça-te!” (Is 41.6). Que Deus nos abençoe e nos ensine a sermos cooperadores do seu Reino.

sábado, 14 de maio de 2011

APROVEITANDO AS OPORTUNIDADES DE DEUS PARA A NOSSA VIDA



Muitas oportunidades se apresentam para os crentes nos dias de hoje. Cada um deve aproveitar ao máximo as que lhe são possíveis e desenvolver aquelas em que está falhando para que a presença do cristianismo no mundo, através de nossas vidas e famílias, seja cada vez mais significativa neste mundo desesperançado. Vamos avaliar algumas dessas oportunidades, lembrando que todas elas precisam ser postas em prática já.

1ª) O crente pode ser o sustentáculo de um mundo sem Deus - Nossa sociedade se tornou materialista a tal ponto que repete em nossos dias os interesses terrenais dos tempos de Noé em que: "comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento", despreocupados da vida até que o Dilúvio os consumiu (Lc 17.27); o mesmo ocorrendo nos tempos de Ló, quando o enxofre os destruiu (Lc 17.28,29). Pela fé, vivendo em santidade e piedade, podemos servir de referencial e sustentáculo neste mundo até o dia em que aprouver a Deus nos chamar.

2ª) O crente pode ser um amante de missões - A obra missionária começa no lar. Lares que hospedam pastores, missionários, evangelistas, repassam para as crianças as alegrias e venturas da vida abençoada pela Obra. Despertam e aguçam o interesse por missões e, conseqüentemente, tornam-se celeiros de onde sairão os novos missionários. Que bênção!

3ª) O crente pode ajudar a minorar a dor do mundo - É na família que ensinamos que a vida não é algo que nos advém de forma mágica. Existir e subsistir são frutos de dedicação e trabalho. Cada coisa deve ser valorizada no tamanho e na dimensão certa. A criança precisa descobrir quanto custa cada objeto e valorizar a mordomia cristã. Assim, ela também aprenderá que "amar ao próximo" é mais factível do que se possa imaginar (Mt 5.43,44). Quando somos solidários e nos apresentamos a Deus para servir, podemos abençoar outras vidas que dependem dessa demonstração de carinho e amor do povo de Deus.

4ª) O crente pode representar o fiel da balança num mundo perdido - O ceticismo impera em muitos corações que perderam o referencial de vida. Desacreditados e desesperançados com os políticos e líderes, muitos cidadãos ainda têm a chance de encontrar na Igreja de Cristo, um baluarte da fé. Não podemos decepcionar. Ser fiel (Ap 2.10) é o desafio para cada crente e, dessa forma, contribuímos positivamente para a construção de uma sociedade melhor.

Que Deus proteja as nossas vidas e que possamos aceitar os desafios de sermos cristãos conforme o padrão de Deus e as necessidades do mundo perdido.