sábado, 14 de maio de 2011

COMPREENDENDO O LUGAR DA FAMÍLIA CRISTÃ NO MUNDO



Que papel deve desempenhar uma família cristã hoje? De que forma esta família pode ser significativa para a sociedade em que vive? O que será que os outros, os não-cristãos, esperam das famílias cristãs? Estas são perguntas de grande relevo, posto que nos levam a refletir sobre a participação que devemos ter como famílias cristãs em nossos dias. E o que Deus espera de nós? Vivemos o eterno conflito do "estar no mundo sem ser do mundo" (Jo 15.19). Isto nos aponta dois aspectos básicos que precisam ser experenciados com sabedoria:

1º) Somos família como qualquer outra. Ou seja, somos uma família normal. Temos direito de nos angustiar, quando alguma coisa nos aflige; chorar, quando estamos entristecidos; sorrir, quando há alegria; divertir, quando há motivo para isso.
Vivemos a experiência da vida dentro dos parâmetros normais da humanidade que em nós ainda fala alto e por isso: amamos, cantamos, gritamos, corremos, saltamos, nos cansamos, comemos, bebemos e dormimos.

Somos o que somos nos louvores ou nos folguedos; nas ambições ou nos fracassos; nas conquistas ou nas esperas. Enfrentamos as filas do INSS; o aperto do salário pequeno; o desgaste das filas de banco; a dor da perda de um ente querido; as derrotas do Fluminense (rsrsrs); o cansaço de um dia fastiento; as inseguranças de um filho; as doenças de um familiar e muito mais.

Ser família para nós possui todos os componentes naturais de uma família moderna que precisa acordar cedo para o trabalho ou a escola, que precisa ser responsável e ter o seu ganha-pão, que precisa se imbuir de esperança, coragem e forças para enfrentar todas as vicissitudes da vida. Nada foge à regra da existência comum debaixo desse sol que continua sempre o mesmo: a brilhar e a aquentar maus e bons desde a fundação dos tempos (Ec 1.9; Mt 5.45).

2º) Somos família de uma forma diferente. Quer dizer, não dá para anunciar que somos salvos, que temos a Cristo como nosso Salvador pessoal, e não mostrar para o mundo, e para a vizinhança de forma especial, a nova vida em Cristo. É preciso que nossa vivência familiar na rua em que moramos e no bairro de nossa residência demonstre alguma coisa diferente que é exatamente esta presença restauradora de Cristo em nós.

Seremos famílias normais, mas famílias que se pautam por um diferencial: O reinado de Cristo sobre suas vidas. Famílias onde há lutas e há dificuldades; mas há força de vontade, há comunhão, há harmonia, há desejo de superação, há expectativas, tudo isso a partir da atuação vitoriosa de Deus em nossas vidas.

As pessoas lá fora, quando têm problemas, enchem a cara de cachaça, se drogam, se prostituem e tornam suas vidas mais caóticas ainda. Nós, pela presença do Espírito de Deus, enfrentamos as crises familiares com joelhos no chão, em oração; com dependência de Deus, em submissão à sua vontade.

Temos este grande desafio de compreender o nosso papel como famílias cristãs, vivermos o Evangelho condignamente e ser sal e luz para aqueles que precisam do nosso testemunho para se encontrar com Deus.

Que Deus abençoe cada família da Igreja na busca dessa vivência espiritual do ser família cristã.

BUSCANDO A VERDADEIRA SATISFAÇÃO DA VIDA



Por vivermos numa sociedade tão voltada para a aparência, que valoriza tanto os aspectos não essenciais da vida, onde estaria a verdadeira satisfação para o indivíduo? A sanha de consumo pode representar um tipo de fuga pela trivialidade, em que o indivíduo se esconde atrás de uma posse qualquer, seja uma roupa nova, um sapato, um artigo mais caro ou mesmo em frivolidades como jogos eletrônicos, lanches fast-food ou quinquilharias chinesas ou paraguaias de pouca utilidade e durabilidade.

Ou seja, o consumismo pode estar a revelar uma insatisfação ou inadequação de alguém ao seu modus vivend. Isso gera insegurança, medos, complexos e temores. E o indivíduo pode estar trocando sua razão de existir das coisas essenciais como o ser humano, a cultura, a fé, para as descartáveis, em uma sociedade de consumo que sempre se aprestará em nos oferecer a melhor opção, mesmo que à luz dos interesses de quem vende. Há todo um jogo de sedução na arte do consumo. O vendedor - esteja ele representado por que indivíduo seja na escala da transação -, está interessado em fazer transferir o dinheiro do seu bolso para o dele. Em última instância, é dessa máxima que se estabelece o comércio.

O crente deve ter muito cuidado com as investidas falaciosas de nossa sociedade de consumo. Se as propagandas prometem realização, felicidade, alegria, satisfação, sedução, conforto, prazer e muito mais; em apelativos comerciais para convencimento dos incautos, os cristãos devemos ter consciência de que nossa satisfação maior não está nas coisas desta vida. Há bênçãos que nos são distribuídas desde a nossa conversão e aquelas que nos são prometidas para a vida futura.

O Apóstolo Paulo alerta no sentido de que nossa expectativa em Deus deve ser maior do que qualquer coisa que venhamos a ter ou experimentar neste mundo: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens" (1Co 15.19). Além disso, Paulo mostra que o que Deus tem para nós não tem nada a ver com aquilo que muitas vezes ficamos ambicionando, cobiçando, nesta vida, ao afirmar: "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam" (1Co 2.9). O mesmo Paulo que assim cria e vivia era o que podia também declarar: "Porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (1Tm 1.12). É o mesmo que ouviu de Deus esta especial afirmação: "A minha graça te basta" (2Co 12.9).

Que possamos estar envolvidos na busca da verdadeira satisfação da vida que é viver em conformidade com a vontade de Deus, agradando-lhe em tudo. Que Deus abençoe a nossa Igreja e que cada irmão se envolva na busca de uma vida plena e piedosa diante da humanidade e, acima de tudo, de Deus.

O QUE HÁ DE BOM E DE RUIM NO INDIVIDUALISMO



Vamos tentar identificar aspectos do individualismo que poderiam ser classificados de positivos ou negativos. Como tudo na vida, precisamos saber definir o que presta e o que não vale a pena. Rechaçar o ruim; e absorver o bom. Seguir a instrução bíblica: "Examinai tudo. Retende o bem" (1Ts 5.21).

De ruim, no individualismo, podemos destacar os seguintes aspectos:

1º) A extrema valorização dos interesses pessoais sobre os coletivos. Isto se torna altamente prejudicial, à medida que promove um sentimento egoísta, voltado para a realização pessoal e o esquecimento da coletividade.

2º) O indivíduo gravitando em torno de si mesmo. Como decorrência, vamos encontrar um indivíduo focado no seu próprio umbigo, atento ao que lhe interessa, despreocupado com o semelhante, mais interessado no que lhe agrada, a despeito da recomendação paulina - "não busca o seu próprio interesse" -, numa antítese do amor (1Co 13.5). Esta concepção do indivíduo centrado em si mesmo prejudica a visão cristã de família, de corpo.

3º) A obcecada luta para alcançar resultados a qualquer custo. Um esforço sobre-humano para obtenção de resultados satisfatórios na vida pode levar a desastres iminentes. Querer romper com os obstáculos sem domesticá-los pode não ser o melhor caminho. É preciso ter-se equilíbrio, e o individualismo, por privilegiar a valorização do individual em detrimento do coletivo, põe a perder, muitas vezes, os aspectos mais caros da vida em sociedade como: companheirismo, solidariedade, participação, envolvimento e comunhão.

De bom, no individualismo, podemos destacar os seguintes aspectos:

1º) A força interior que impulsiona o indivíduo para a vitória. Desse aspecto não se pode reclamar do individualismo. Essa qualidade de injetar na pessoa um ânimo redobrado para ser tornar uma vencedora. À medida que o indivíduo tem nessa doutrina seu valor mais elevado, ele passa a envidar todos os esforços necessários para, superando-se, alcançar seus objetivos.

2º) Uma visão mais humana da vida. Não se pode negar que o individualismo está muito ligado ao humanismo. A concepção do humanismo também é de valorização do ser humano, embora sem tanta carga no individualismo. Ela pode descambar num ateísmo, se não prover para si uma base cristã de valorização do ser humano a partir da sua existência em Deus. À medida que ressalta a importância do ser humano, o individualismo contribui para este aspecto humanizador da vida, tão desgastado na sociedade tecnocrática em que vivemos.

3º) O reconhecimento da responsabilidade do indivíduo. O individualismo faz o caminho oposto ao dos movimentos contraditórios de massa. Se estes escondem o ser na multidão, e jogam a culpa na sociedade pelos seus fracassos; aquele responsabiliza o indivíduo pelos seus insucessos.

Os cristãos acreditam na possibilidade de restauração do mais cruel indivíduo. Não fora assim, de há muito teria sido melhor interromper a pregação do Evangelho. A Bíblia afirma claramente que "cada um dará conta de si mesmo a Deus" (Rm 14.12; Mt 12.36; 1Pe 4.5), e o individualismo, ao enfatizar a importância do indivíduo acaba corroborando esta idéia que precisa estar mais realçada para a humanidade contemporânea.

Que Deus abençoe a nossa Igreja e que cada irmão esteja cônscio de suas responsabilidades diante da humanidade e, acima de tudo, de Deus.

O CONFLITO ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA NA FAMÍLIA



Se a fé possui um valor inestimável na construção da solidez do lar e do equilíbrio da família, isso não significa que a sua presença e afirmação diante de outros valores que o mundo tenta impor ao cristão moderno seja fácil. Uma vida de fé verdadeira deve levar: ao amor cristão; à solidariedade; ao serviço na Obra de Deus; ao bom comportamento; à uma vida exemplar; à um linguajar condizente com o temor a Deus; à honestidade nos negócios; à inconformação com a injustiça; à uma vida de piedade; ao desprendimento em prol do Reino de Deus; à paixão pelas almas; à harmonia no lar e tantos outros valores que precisam ser demonstráveis no dia a dia.

A distância que muitas vezes existe entre teoria e prática da fé nas famílias cristãs faz com que se perca muito da sua eficácia. Se os nossos filhos não puderem perceber que o que cremos é o que vivemos, então o que cremos não será tomado como motivação para a vida por eles. Com certeza as gerações mais jovens precisam de valores seguros pelos quais possam viver e ideais pelos quais venham a lutar, mas se não demonstrarmos sentido e significação nos valores de fé que cremos os mesmos perderão toda a sua validade.

A máxima “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”, pode ter sentido num contexto de autoritarismo; mas religião não se impõe pela força a não ser à força da fé, do espírito, da compaixão, da solidariedade e do amor. “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” (Zc 4.6). Se as famílias procurarem estabelecer uma harmonia entre o que se crê e o que se pratica, fazendo uma ponte segura entre teoria e prática, então, os filhos serão abençoados de tal forma que poderão extrair exemplos seguros para o seu futuro.

No ambiente da família estamos todos nus, literalmente. Somos o que somos; sem sombras nem subterfúgios. É no contexto da família que tiramos as máscaras, mostramos a nossa verdadeira face. Nas atividades mais comezinhas da vida, nas questões do cotidiano, o modo como nos defrontamos com os problemas, a capacidade que temos de pedir perdão; voltar atrás, se erramos; aconselhar; conversar; amar e ser amado; dar carinho; tudo isto vai mostrar quem realmente somos. Se ao tirarmos a máscara não aparecer um monstro, seja o monstro da hipocrisia ou mesmo o monstro da indiferença, então nossos filhos, nossos vizinhos e nossos amigos perceberão a sinceridade de nossos compromissos.

A fé que resiste ao teste da família resiste ao teste da vida. Fé combina com família, quando família combina com amor. Na dureza da batalha do dia a dia, quando se vive em harmonia com a fé, a vida sai vitoriosa.

Que Deus abençoe a nossa Igreja e que as famílias que a constituem possam estar edificadas no Senhor.

A FAMÍLIA CRISTÃ PODE MARCAR DIFERENÇA



Embora o Evangelho no Brasil tenha se desenvolvido muito nas últimas décadas e, com o crescimento, a população evangélica tenha invadido os extratos mais altos da sociedade; isto não pode nos fazer esquecer que milhões de nossos irmãos ainda continuam nas classes "D" e "E" e, como tais, ainda sofrem os percalços de muitas necessidades.

A família cristã pode marcar diferença para os "irmãos de fé", colocando em prática a recomendação de Paulo: "Façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé" (Gl 6.10). Porém, pode e deve, marcar diferença para esta sociedade "corrupta e perversa" em que estamos inseridos (Fp 2.15).

Esta diferença engloba várias circunstâncias que não podemos estar esquecidos delas. Se no passado, o crente alimentou certos estereótipos, dos quais lamentamos hoje; todavia, hoje, precisamos ser responsáveis na construção de uma vida cristã autêntica. Nós mesmos somos os culpados por termos "vendido" a imagem que temos para os de fora. Ou quem será que ensinou aos incrédulos que crente era assim, não fazia isto, não participava daquilo? Etc? Fomos nós mesmos!

Mas, se temos que lutar para abolir certos estereótipos desalentadores, por outro lado, há compromissos dos quais não podemos abrir mão. Melhor seria que o crente fosse identificado pelo que ele faz e não pelo que ele não faz. Não fumar, não beber, não ir a festas rave, punk ou funk, pode ser importante do ponto de vista espiritual e de testemunho, mas não representa verdadeiramente a vida cristã, pois há muitos não-crentes que são melhores do que nós nisto. É preciso marcar diferença pela qualidade de vida: amorosa, dedicada, fiel, piedosa, conselheira, amiga, justa, transparente, ordeira. Os valores positivos que pudermos mostrar serão nossa bandeira neste mundo caótico.

Esta vivência da espiritualidade sadia começa em casa e continua entre os vizinhos. Aqueles que convivem mais de perto conosco são as principais testemunhas do que somos. Já se tem dito que a casa é o melhor lugar para se conhecer uma pessoa, tal como ela é. Em casa tiramos as máscaras; somos o que somos. Nossos filhos são testemunhas oculares de nossos destemperos, omissões, sentimentos e emoções.

A família cristã precisa desenvolver uma qualidade de vida tal que a vizinhança tenha prazer em nos ter ali por perto. Sabe aquele vizinho "chato", perturbador, que todos almejam que ele consiga outro emprego, seja transferido, essas coisas, para mudar da rua? Pois é, este vizinho nunca pode ser um crente. Se existe um crente que se enquadre nesta categoria ele está depondo contra o Evangelho da graça de Cristo e está sendo motivo de impedimento a salvação de vidas. Temos que transformar o mundo e não tomar a forma do mundo (Rm 12.1,2).

Costumamos perguntar aos crentes de nossas igrejas quantas vidas eles já levaram para Deus. Com alegria vemos que muitos têm assumido este compromisso da evangelização e têm encaminhado pessoas para os céus. Mas, e se perguntássemos o contrário: Quantas vidas deixaram de se aproximar de Deus por sua causa? Quantos estão ainda perdidos no mundo por sua culpa? Às vezes isso ocorre por causa da nossa omissão na pregação do Evangelho; mas, muitas vezes, por conta de nosso mau testemunho.

Existe o crente "cri" e o crente "cri-cri". O crente cri é aquele do Salmo 116.10: "Cri, por isto falei!" Este tipo de crente, por ter sido alcançado por Deus e estar satisfeito em sua vida cristã, não se cansa de testemunhar e falar do amor de Deus. Está interessado no outro e em sua condição espiritual. Já o crente "cri-cri", bem esta é uma expressão antiga, do meu tempo, que se refere a uma pessoa criadora de casos, ou, como registra Aurélio em seu famoso Dicionário, "pessoa muito tediosa, chatíssima". Pois há crentes que se comportam dessa maneira e em vez de ajudar outros a irem para os céus, são motivo de impedimento. Lembremo-nos da advertência de Jesus: "Ai do mundo, por causa dos tropeços! Pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier! (Mt 18.7). O Apóstolo Paulo recomenda a tolerância para com os fracos na fé, mas orienta no sentido de que não venhamos a "pôr tropeço ou escândalo" ao nosso irmão (Rm 14.13).

Que Deus abençoe a nossa Igreja e que as famílias que a constituem possam estar edificadas no Senhor.

APRENDENDO LIÇÕES COM AS FAMÍLIAS BÍBLICAS - II



Dando seqüência ao que apresentamos no domingo passado, vamos avaliar mais algumas lições que as famílias constituídas na Bíblia podem nos deixar. Está em nossas mãos aplicarmos isto para nossas famílias hoje. O que aprendemos com as famílias da Bíblia?

8º) Aprendemos que devemos constituir uma família monogâmica. Com Isaque aprendemos que o amor de um homem é para uma mulher e vice-versa, assim como a Bíblia registra deve ser o casamento dos servos de Deus, “marido de uma só mulher” (1Tm 3.2). Qualquer comportamento diferente desse traz pecado e confusão.

9º) Aprendemos que o amor é a base da família. Sem amor não há família, porque sem amor não há casamento. Isaque amou Rebeca, que amou Isaque. Jacó demonstrou amar intensamente Raquel. O amor é fundamental para a sobrevivência do lar.

10º) Aprendemos que não devemos ser impacientes com relação aos assuntos de família. Se há um lugar onde a paciência deve reinar, este lugar é o lar. A paciência é companheira do amor. Diz o apóstolo Paulo que “o amor é paciente” (1Co 13.4-7). Jacó teve a paciência necessária para desposar-se com sua amada Raquel. O mesmo aconteceu com José em relação à Maria.

11º) Aprendemos que não pode faltar fidelidade na família. São muitas as tentações para não se viver a vida familiar e o casamento de maneira fiel. Que o diga José e as tentações que sofreu da mulher de Potifar. Porém, em tudo José foi fiel, tanto ao seu Deus, à sua família, aos seus patrões e aos seus princípios. Sem fidelidade de ambas as partes não há como se sustentar um casamento.

12º) Aprendemos que a família precisa desenvolver uma relação fraterna. Os sentimentos de fraternidade encontram no ambiente do lar o único espaço (fora o da Igreja) onde podem ser expressos de maneira plena. Se não os encontrarmos nos lares cristãos é bem provável que também desapareçam das igrejas cristãs. A família de Anrão nos ensina a fraternidade.

13º) Aprendemos que não pode faltar união na família. Família desunida é sinônimo de caos. Ela coloca-se à beira do abismo. A família de Moisés nos ensina os dois pólos dessa verdade: Quando esteve unida, foi abençoada; quando raios de desagregação caíram sobre ela houve conseqüências lamentáveis.

14º) Aprendemos que não pode faltar compromisso com Deus na família. Somente quando a família assume um compromisso verdadeiro com Deus ela credencia-se às bênçãos divinas. Josué nos deixa este exemplo magnífico: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor!”

15º) Aprendemos que não pode faltar companheirismo na família. Na família de Elimeleque temos um exemplo bastante expressivo de mulheres que possuíam uma afinidade a toda prova. Rute, Orfa e Noemi mostraram que eram companheiras para a jornada da vida; seja ela qual fosse.

16º) Aprendemos que não devemos deixar a família envolver-se em sentimentos de ganância. Quando sentimentos menos nobres tomam conta da família, ela acaba perdendo seus rumos. É preciso contentamento com as coisas humildes, subordinando-se à vontade divina (Tg 4.13-17).

17º) Aprendemos que não podemos permitir que a mundanidade tome conta da família. É fácil criticar as outras famílias e achar que só a nossa está em conformidade com a vontade de Deus. Muitas vezes o mundanismo entra sorrateiramente no ambiente familiar e vai tomando conta. Precisamos separar o joio do trigo, optando sempre pelo trigo divino.

Que Deus abençoe a nossa Igreja e que as famílias que a constituem possam estar edificadas no Senhor.

APRENDENDO LIÇÕES COM AS FAMÍLIAS BÍBLICAS - I



As famílias constituídas na Bíblia podem nos deixar lições importantíssimas para nossos dias. Basta que queiramos descobri-las e vivê-las. O que aprendemos com as famílias da Bíblia?

1º) Aprendemos que não devemos deixar a mentira e a desobediência entrar no seio da família. Quando isto acontece, problemas fazem com que a família se desestruture e tenha sérios prejuízos. Isto aconteceu com as famílias de Adão e de Acã.
2º) Aprendemos que não devemos deixar a família envolver-se com o roubo. A posse de coisas que não lhe pertencem não deve ser permitida na família. O furto é um pecado condenado nos Dez Mandamentos (Ex 20.15) e Acã e sua família sofreram as conseqüências deste erro.

3º) Aprendemos que não devemos deixar a prostituição e a infidelidade corromperem a família. Estes pecados são diretamente contra a família, pois agridem a sua constituição e ferem frontalmente os princípios do amor e do respeito que devem construí-la. O pai de Jefté envolveu-se nestes erros trazendo conseqüências funestas em função da quebra do Sétimo Mandamento (Ex 20.14).

4º) Aprendemos que não devemos permitir que a discriminação e a preferência atrapalhem a comunhão no seio da família. Tanto a família de Gileade quanto a família de Jacó sofreram desse mal. Quando pais têm preferências por algum filho, isto gera descontentamento e ciúme nos outros, provocando raiva, inveja e discriminação. Não permitamos que estes erros estraguem a família.

5º) Aprendemos que não devemos descuidar da educação da família. Esta educação diz respeito tanto ao aspecto geral (social, intelectual) quanto ao aspecto espiritual (Bíblia, Igreja). Quando nos descuidamos da educação dos filhos, as conseqüências logo vêm em filhos na perdição como aconteceu com os filhos de Eli.

6º) Aprendemos que precisamos amar os filhos mas não podemos ser coniventes com sua impiedade. Novamente os filhos de Eli são exemplos negativos desta questão. Amamos os filhos, mas não podemos acobertar os seus erros; assim como Deus nos ama, mas não aceita nossos pecados. Muitos pais equivocam-se em proteger em demasia seus filhos. Estão estragando-os!

7º) Aprendemos que a fé e a obediência são de extremo valor para a família. As famílias de Noé e de Abraão são exemplos máximos de uma vida de fé e obediência. Tal comportamento as levou a serem famílias especiais, que deram origem a novos momentos na história da humanidade. Precisamos seguir estes exemplos em nossas famílias hoje.

Que Deus abençoe a nossa Igreja e que as famílias que a constituem possam estar edificadas no Senhor.